LAS PITEADAS – COLECTIVO ACTIVISTA

 

 

Las Piteadas:

Colectivx artísticx fundado em 2017 que focaliza a sua intervenção na área do feminismo, sexualidade, erotismo, movimento queer, riot grrrl, trans, amor livre, questões de género, direitos dos seres vivos, entre outras…
Las Piteadas desenvolve trabalhos nas diferentes áreas da arte tais como pintura, ilustração, fotografia, muralismo, performance, intervenção, escrita, vídeos, etc.
Desde Outubro de 2017, que x colectivx tem feito vários trabalhos e colaborações em Portugal.
Em Outubro de 2017, Las Piteadas participaram na Feira do Livro Anarquista de Lisboa com Ilustrações para o projecto conjunto “Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias”, organizado pela Rata Dentata, pelx colectivx Las Piteadas e por Maria A. Entretanto a Fevereiro de 2018 a participação das Las Piteadas neste projecto foi cancelada.
Em Novembro de 2017, respondendo a um convite-aberto por parte da UMAR, Las Piteadas participaram na organização da Marcha Pela Eliminação de todas as Formas de Violência Contra as Mulheres em Lisboa, colaborando na equipa da imagem e cultura.
Também a partir dessa data se envolve na organização do primeiro Festival Feminista de Lisboa (FFLx) colaborando na área da imagem e comunicação. O FFLxfoi realizado ao longo do mês Março de 2018 tendo contado com mais de 1000 participantes e cerca de 100 artistas e oradores.
Durante 2018, Las Piteadas estrearam as Ilustrações da série “Resgatando as Venus” tendo exposto no Festival Feminista do Porto, no Festival Feminista de Lisboa e no Open Day da Associação  A.D.A.O., no Barreiro. Neste último, para além da exibição, o colectivo pintou um mural na fachada do edifício da Associação A.D.A.O.
O colectivo tem vindo a realizar um trabalho fortemente ligado ao ativismo feminista, através do que atualmente se denomina como artivistimo.
Visibilizando a luta de mulheres percursoras nas lutas pela igualdade de género, direitos humanos e liberdade. Por sua vez propondo mudanças nas interpretações normativas do género e orientando-se para um feminismo interseccional que defende o direito a identidade e autodeterminação. [texto de Las Piteadas] 

Ilustrações feitas para o Projecto “Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias”:

Ilustrações feitas para o Projecto “Resistências Des/enterradas: Exposição sobre a(s) História(s) das Mulheres nas Lutas Anti-autoritárias”, organizado pela Rata Dentata, pelo colectivo Las Piteadas e por Maria A.
Nesta série são retratadas 11 mulheres e 1 Colectivo de Mulheres revolucionárias que marcaram os finais do séc. XIX e meados do séc. XX. Destacaram-se no Anarquismo, movimentos revolucionários e em lutas de resitência. As suas lutas passaram pela emancipação da mulher, liberdade sexual, educação, direito ao aborto, direitos laborais entre muitos outros. Cruzando continentes, são exemplos a (re)descobrir e entender que as lutas actuais têm raízes antigas e protagonistas que merecem uma visibilidade tantas vezes negada.
Nesta série estão retratadas Deolinda Lopes Vieira (Portugal), Emma Goldman (Lituânia), Juana Belem Gutiérrez de Mendonza (México), Louise Michel (França), Lucy Parsons (E.U.A.), Luisa Capetillo Perón (Porto Rico), Maria Lacerda (Brasil), Maria Nikiforova (Ucrânia), Mujeres Libres (Estado Espanhol), Noe Ito (Japão), Nwanyeruwa Ojim (Igbo – Nigéria) e Virginia Bolten (Argentina). [texto de Las Piteadas] 

Série “Resgatando as Venus”:

Resulta curioso que as mais famosas pinturas e esculturas sejam em grande número representações de mulheres, retratadas por artistas que em sua grande maioria são homens. É curioso que essas representações foram, como são hoje os mídia e a publicidade, um reflexo da sociedade dominante, onde são impostos rigorosos cânones de beleza, modelos de comportamentos normativos, sexistas e moralistas que se fecham radicalmente à diversidade de expressões do feminino.
Assim, a mulher e o feminino na arte, como se fossem mesma coisa, têm ficado reduzidas ao estereotipo de mulher jovem, branca, depilada, delicada, púdica, dócil e passiva. Sendo este o mais representado e valorizado como perfeição das virtudes femininas. A mulher passa a ser um objeto de contemplação, dum e para um outro, sem vontade própria. Não se lhe é permitido olhar, rir, gritar, expressar outra coisa que não seja doçura, fragilidade ou seu veneno fatal. Sempre com suaves expressões e com uma nudez que constringe as suas corporalidades em posições pouco naturais.
É certo que hoje em dia, a arte e o mundo têm evoluído um pouco em temáticas de género. Que já temos artistas mulheres, trans, queers a expressar outras perspectivas. Mas elas sempre existiram, só que nunca hão tido a mesma visibilidade e igualdade de oportunidades que os seus pares homens. E é graças a elas e à sua luta que hoje nos é possível fazer estas reflexões. Por exemplo, o trabalho feito por artistas como as Guerrilla Girls sobre as estatísticas da mulher na arte nos entregaram ferramentas para questionar-nos e começar a desconstruir estes estereotipos hegemónicos.
Mas todas aquelas mulheres, Venus e deusas que foram retratadas durante séculos, sob estes cânones opressores, ficaram espetadas na memória da humanidade, condicionando o nosso olhar do feminino. E é por todas elas, que se calhar morreram pensado que isso é ser mulher, e por todas as outras, que não encaixavam na normatividade e ficaram de fora, que este trabalho artístico de desconstrução nasceu.
Isto é um exercício de reflexão.
Isto é um acto de revolta com o propósito de reivindicar os seus corpos, as suas expressões, as suas anatomias e autonomias. É recuperar e devolver os territórios às suas donas.
Já que, para criar arquetipos que contemplem diversidade de energias femininas, é necessário desconstruir do nosso imaginário os padrões sexistas e normativos que restringem o amplo espectro de possibilidades e abrir o conceito do feminino não só a pessoas com duplo cromossoma x ou vagina, mas sim a qualquer pessoa que sinta parte da energia feminina em si própria quer seja mulher, homem, intersexo, não binário ou assexuadx. [texto de Las Piteadas]

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