
Há um aspecto em que o livro tem a ver com o EPHEMERA e que refiro no Prefácio:
O meu gosto pessoal por aquilo que no passado era conhecido como “erudição” levaram-me a complicar o meu trabalho, até ao limite da incompletude e do erro. Não era necessário, por exemplo, ter tentado fazer um inventário completo de todos os números, suplementos, edições, tiragens da imprensa clandestina, que não interessam ao leitor comum, nem sequer ao leitor que é especialmente motivado porque viveu estes tempos e, nalguns casos, fez parte destes tempos. Mas tal é útil para as bibliotecas, os centros de investigação, os arquivos, que pretendem salvar todo este material, muitas vezes raríssimo, e quase sempre perecível. Uma das minhas intenções foi ajudar essa conservação, fornecendo um inventário que permita aferir colecções, e circunscrever as faltas. Nesse sentido, uma vez publicado este livro, irei progressivamente colocar em linha no site pessoal dedicado ao meu próprio arquivo (Ephemera), estas publicações em formato digital, assim como todas as informações (e correcções) complementares que entretanto venham completar este livro.
