O livro já saiu da tipografia e chega às livrarias a 1 de Março. Será apresentado em Lisboa a 5 de Março por Manuel Villaverde Cabral, e por Silvestre Lacerda, na Torre do Tombo; e no Porto a 15, por Fernando Rosas e Manuel Matos Fernandes, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, a convite do Reitor da Universidade. Posteriormente será apresentado em Coimbra e já está prevista uma sessão no Museu do Neo-realismo em Vila Franca de Xira em Maio. Várias entrevistas, na imprensa, rádio e televisão, estão já previstas e marcadas.
Há um aspecto em que o livro tem a ver com o EPHEMERA e que refiro no Prefácio:
O meu gosto pessoal por aquilo que no passado era conhecido como “erudição” levaram-me a complicar o meu trabalho, até ao limite da incompletude e do erro. Não era necessário, por exemplo, ter tentado fazer um inventário completo de todos os números, suplementos, edições, tiragens da imprensa clandestina, que não interessam ao leitor comum, nem sequer ao leitor que é especialmente motivado porque viveu estes tempos e, nalguns casos, fez parte destes tempos. Mas tal é útil para as bibliotecas, os centros de investigação, os arquivos, que pretendem salvar todo este material, muitas vezes raríssimo, e quase sempre perecível. Uma das minhas intenções foi ajudar essa conservação, fornecendo um inventário que permita aferir colecções, e circunscrever as faltas. Nesse sentido, uma vez publicado este livro, irei progressivamente colocar em linha no site pessoal dedicado ao meu próprio arquivo (Ephemera), estas publicações em formato digital, assim como todas as informações (e correcções) complementares que entretanto venham completar este livro.
Parabéns pelo lançamento. Lerei com atenção o trabalho. O tema interessa-me sobremaneira. Cumprimentos.
Os meus parabéns pela obra, e pela exaustividade que pretendeu dar a este estudo. Curiosamente, embora fosse muito jovem então, grande parte deste material passou-me pelas mãos e tive-o no meu arquivo, enquanto ele existiu, desde publicações do exterior como a Polémica, o Salto, a Luta Operária M-L, O Comunista, etc, e do interior como a Unidade Popular, O Grito do Povo, a Estrela Vermelha, o Que Fazer? (PESP) e muitos outros.
Este trabalho foi de grande fôlego, certamente, e as ilustrações dão uma grande valorização ao livro.
O seu trabalho sobre as organizações, será para quando? (6.000 páginas, já é um esforço épico…)
E já agora, depois do 25 de Abril, estará alguém a fazer esse estudo?
Augusto Mouta