
Há projetos que ultrapassam gerações. E há pessoas que dedicam uma vida inteira a construí-los.
Ontem, no Barreiro, assistimos à assinatura da adenda ao protocolo entre a Arco Ribeirinho Sul e a Associação Cultural Ephemera, reforçando uma parceria que reconhece o valor extraordinário do trabalho desenvolvido por José Pacheco Pereira na preservação da nossa memória coletiva.
Ao longo de décadas, o Ephemera salvou milhares de documentos, livros, fotografias, cartazes, arquivos pessoais e testemunhos que contam a história de Portugal. Um património único, construído com persistência, visão e um profundo sentido de serviço público.
O desafio que agora se abre é ainda mais ambicioso.
A futura Cidade dos Livros, com um acervo que poderá atingir um milhão de livros, afirma-se como um projeto de escala nacional, capaz de transformar o Barreiro numa referência cultural, científica e educativa para as próximas gerações.
Porque preservar a memória não é olhar para trás. É garantir que o conhecimento, a cultura e a história permanecem acessíveis para construir um futuro mais informado e mais consciente.
O trabalho de José Pacheco Pereira e de todos os que dão vida ao Ephemera merece reconhecimento. E merece continuidade.
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