
Há cerca de 2 anos tomei posse de um espólio – modesto mas que considero relevante – herdado por falecimento da minha Mãe.Pertenciam os documentos ao meu, também já desaparecido, Pai do Coração (assim escolhi designá-lo). [António Garção Sequeira]Foi meu padrasto durante mais de três décadas e durante esse tempo foi uma das pessoas mais relevantes da minha vida. Pelos ideais, pela coerência face a esses ideais, pela felicidade que partilhávamos sentados na sua sala de trabalho, rodeados das centenas de livros, das várias coleções, dos troféus de ténis de mesa, dos documentos da Festa. Do Avante, naturalmente, pois “não há festa como esta !”A minha Mãe, durante os 15 anos em que lhe sobreviveu, deixou tudo intocado, naquela sala de trabalho da casa que partilhavam na Moita.E, afinal, coube-me a mim selecionar, escolher, preservar ou eliminar …
Podemos agora anunciar que o núcleo central do espólio de Mayer Gração, artigos de e sobre, correspondência,, diários, etc. se encontram inventariados e digitalizados graças ao trabalho exemplar de dois amigos e voluntários, Cristina Lopes e Luís Ribeiro, e recolhidos num CDROM. Está igualmente em curso um trabalho de organização e transcrição, junto com introdução e notas de Cristina Lopes, que está previsto publicar-se nos Cadernos.
Obrigado a todos.

