ESPÓLIO DE FRANCISCO MAYER GARÇÃO

O espólio de Francisco Mayer Garção (1872-1930), inserido no espólio de António Garção Sequeira,  entrado por oferta de Isabel Cristina Dias no ARQUIVO EPHEMERA em Fevereiro de 2020, contém documentos muito relevantes para a história biográfica de um jornalista e político republicano como também para a história da República em geral. Agradeço a Isabel Cristina Dias a valiosa oferta que nos fez, e cuja “história” relata:

Há cerca de 2 anos tomei posse de um espólio – modesto mas que considero relevante – herdado por falecimento da minha Mãe. 
Pertenciam os documentos ao meu, também já desaparecido, Pai do Coração (assim escolhi designá-lo). [António Garção Sequeira]
Foi meu padrasto durante mais de três décadas e durante esse tempo foi uma das pessoas mais relevantes da minha vida. Pelos ideais, pela coerência face a esses ideais, pela felicidade que partilhávamos sentados na sua sala de trabalho, rodeados das centenas de livros, das várias coleções, dos troféus de ténis de mesa, dos documentos da Festa. Do Avante, naturalmente, pois “não há festa como esta !”
A minha Mãe, durante os 15 anos em que lhe sobreviveu, deixou tudo intocado, naquela sala de trabalho da casa que partilhavam na Moita.
E, afinal, coube-me a mim selecionar, escolher, preservar ou eliminar …
Podemos agora anunciar que o núcleo central do espólio de Mayer Gração, artigos de e sobre, correspondência,, diários, etc. se encontram inventariados e digitalizados graças ao trabalho exemplar de dois amigos e voluntários, Cristina Lopes e Luís Ribeiro, e recolhidos num CDROM.  Está igualmente em curso um trabalho de organização e transcrição, junto com introdução e notas de Cristina Lopes, que está previsto publicar-se nos Cadernos.
Obrigado a todos.

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