EM CONSTRUÇÃO / ACTUALIZADO
(Esta nota será colocada durante o fim de semana duas vezes ao dia, à medida que vai sendo actualizada.)
EDITORIAL: RAPID RESPONSE COLLECTING
O equipamento do manifestante prevenido: máscara e soro fisiológico. E uma granada de gás lacrimogéneo.
A Rapid Response Collection do Museu Victória e Alberto foi já objecto de dois artigos no EPHEMERA ( aqui e aqui, reproduzindo um artigo que publiquei no Público.) Nesse artigo falei da concepção da “colecção”;
“A perda de materialidade da actividade política e cívica, um dos aspectos da nossa memória colectiva, faz com que no futuro não se possa “expor” mais do que páginas na Internet, o que, convenhamos, perde muito de força quando comparados com o terrível Lufsig do Ikea ou a “valise” cantada pela Linda de Suza. A deslocação da memória para dentro dos computadores, tablets e telefones, é inevitável e, em teoria, mais segura de conservar. Em teoria. Mas a perda de materialidade e do espaço físico, acaba por acelerar a destruição do rastro, apesar de tudo mais decisivo porque real e não virtual, da nossa memória. As calças Primark estão lá para recordar que o prédio que se abateu sobre a sweatshop era feito de cimento real e não virtual. Do mesmo modo, uma antiga máquina de escrever e um copiógrafo dizem que era tão difícil escrever um texto e reproduzi-lo e hoje é fácil fazer uma pistola Liberator. A memória, para ser real, precisa de objectos porque o tempo incorpora-se nos objectos de uma forma que contém as imperfeições. E a história gosta de imperfeições.”
Para a “rapid reponse collection” do EPHEMERA entrou esta semana, vinda da manifestação em Paris em 14 de Junho, o equipamento do manifestante prevenido: máscara e soro fisiológico para os olhos. E o objecto do “mal”: uma granada de gás lacrimogéneo, vazia evidentemente..
NOTÍCIAS DO ESPAÇO DO EPHEMERA NA LER DEVAGAR
Esta semana estaremos lá a trabalhar, a receber os Amigos do Ephemera, e as entregas de material para o ARQUIVO.
HORÁRIO:
TERÇA-FEIRA, 28 DE JUNHO DE 2016, DAS 17 ÀS 19 HORAS.
QUINTA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2016, DAS 17 ÀS 19 HORAS.
AGRADECIMENTOS E ENTRADAS
Livros sobre a China e o Vietname.
Agradeço a Carlos Carvalho Dias por mais um envio de materiais para o ARQUIVO / BIBLIOTECA (sobre as suas ofertas anteriores veja-se aqui) . Desta vez vieram várias dezenas de livros sobre política nacional e internacional , de que se fará um inventário em breve.
EM ACTUALIZAÇÃO
A entrada dos livros na BIBLIOTECA.
E a LISTA DOS AMIGOS, COLABORADORES E DOADORES DO EPHEMERA.
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O EPHEMERA FORA DO EPHEMERA
Materiais do EPHEMERA vão ser usados nesta exposição.
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Materiais do EPHEMERA foram usados no artigo de Filipa Lino sobre as primeiras eleições presidenciais de 1976.
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VISITAS AO ARQUIVO
Há muitas solicitações de visita ao ARQUIVO / BIBLIOTECA e infelizmente tem sido de alguma maneira rateadas pela minha falta de tempo. É nos fins de semana que posso trabalhar mais tempo, quer no ARQUIVO quer na BIBLIOTECA, assim como na publicação dos fundos no EPHEMERA. Por isso, muitas solicitações são adiadas e processam-se mais devagar do que desejava. Tenho também dado prioridade, aos doadores, que naturalmente tem interesse em ver como as suas ofertas são tratadas e guardadas, e aos investigadores que precisam de consultar fundos para os seus trabalhos académicos ou que estão a trabalhar para publicações da COLECÇÃO EPHEMERA.
Pode ser que esta situação relativa ás visitas melhore com uma organização global do trabalho que se realizará em Setembro, incluindo o espaço da LER DEVAGAR e o eventual espaço no Porto, aumentando a capacidade de recolha, de digitalização ou fotografia, e um melhor uso dos voluntários Amigos do EPHEMERA que oferecem a sua dedicação e trabalho. Em Setembro também está previsto que se avance na hipótese de institucionalização, ainda que provisória, da actividade realizada.
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COISAS QUE INTERESSAM AO EPHEMERA
Esta exposição em curso em Nova Iorque.
Este site inglês: Occupy Design UK Graphics Archive.
Faces do exílio: desertores refractários, exilados, gente que viveu em França, na Holanda, na Dinamarca, na Suécia, e que participou na luta política contra o colonialismo e o regime de ditadura, fez grupos de teatro de agitação, comités para acolher os desertores publicou jornais e panfletos, trabalhou em fábricas, em hotéis, em restaurantes e estudou noutras línguas e noutras culturas.
(Fotografias de Fernando Cardeira.)
