Para além da entrada de livros jornais, revistas, panfletos, papeis, objectos, que recebo, recolho, compro, com todo o gosto, e como o espaço não aumenta facilmente com a necessidade, novas estantes são uma fonte de grande alegria pelas bandas do ARQUIVO / BIBLIOTECA. Entraram dois grupos de estantes, cerca de 60 metros para a parte internacional, e 40 para os livros antigos, anteriores ao século XIX. Como as estantes são omnívoras, só permaneceram vazias pouco tempo. A imagem em cima de hoje de manhã, já não existe. Já estão cheias. Permitiram organizar melhor a secção de livros sobre a América Latina, cujas maiores secções são a brasileira e cubana. Para além disso , organizam Israel e o Médio Oriente, e uma secção sobre a guerra em geral, história´da guerra, teoria e estratégia, e duas secções especiais sobre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.
As arrumação segue a habitual nesta secção de história internacional. Há uma parte relativa à América pré-colombiana, e outra à invasão espanhola. Depois há uma parte genérica sobre a América Latina no seu conjunto. Por país, a parte mais numerosa é a respeitante ao Brasil (com cerca de 400 títulos), incluindo toda a bibliografia básica sobre o PCB, o PC do B, os movimentos de luta armada nos anos setenta, Lamarca, Marighela, guerrilha do Araguaia, etc. Há uma muito boa secção sobre relações externas e diplomacia brasileiras, resultado de uma oferta anónima de um diplomata de cerca de 100 volumes sobre essa matéria. Depois há secções sobre o México (muito pequena), Guatemala, Nicarágua, Costa Rica, Colômbia, Venezuela (com menos livros do que o desejado sobre o “chavismo”), Peru, duas ou três coisa para a Guiana e o Suriname, Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile. A colecção cubana é razoável com a bibliografia básica sobre a Revolução Cubana, o PC de Cuba, e personalidades como Fidel e Guevara. Para o Chile, idem, quanto ao Governo de Unidade Popular, Allende e o MIR. Argentina e Uruguai, têm o mínimo, com alguma coisa sobre o “peronismo”, e com as publicações básicas de movimentos como os Tupamaros e os Montoneros. Ao todo cerca de 600 títulos.
A secção do Médio oriente têm uma parte genérica sobre o Levante otomano e sobre o desmembramento do império e a constituição dos países actuais da região. A secção israelita é razoável sobre a parte militar, e alguns aspectos de movimentos como os dos kibutz.Por facilidade de arrumação, encontra-se também aqui uma secção sobre o Holocausto, incluindo a “biblioteca revisionista” que fazia parte da doação da Colecção da Direita Radical (LITERATURA NEGACIONISTA E REVISIONISTA SOBRE O HOLOCAUSTO). A Palestina, a OLP, a FDLP, o Hamas e outras organizações palestinianas estão a seguir. Depois há secções sobre o Iraque, a mais numerosa, devido a compras que fiz numa viagem ao Iraque e á bibliografia básica sobre as guerras, principalmente americana. Há alguma coisa sobre o PC Iraquiano. Líbano e Jordânia têm pequenas secções. Por razões de organização e espaço, estão também aqui os livros sobre a Arábia Saudita e os emiratos. assim como o Irão. No Irão há várias publicações de e sobre o Tudeh. Também pelas mesmas razões a bibliografia básica sobre a Al-Qaida e o fundamentalismo muçulmano estão juntos. Ao todo cerca de 600 títulos.


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