EM CONSTRUÇÃO
COLECÇÃO EPHEMERA NA FEIRA DO LIVRO
(DIA 5 DE JUNHO ÀS 18 HORAS, TODOS OS AUTORES DA COLECÇÃO ESTARÃO LÁ)
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EDITORIAL: O QUE O EPHEMERA FAZ DE ÚNICO
No dia da manifestação organizada pelo Movimento em Defesa da Escola Ponto, vários amigos e voluntários do EPHEMERA fizeram um trabalho único, que ninguém mais faz, nem arquivos, nem instituições, nem os próprios organizadores dos eventos, e que explica por que razão uma parte da história portuguesa está no ARQUIVO / BIBLIOTECA e em mais sítio nenhum. Fotografaram a manifestação, com várias equipas e olhares, e não só o evento em si, mas a “paisagem” da mensagem que os organizadores pretendiam: faixas e cartazes, T-shirts, objectos vários. Mais de 1000 fotografias resultaram dessa parte do trabalho. Recolheram panfletos. E, depois da manifestação, foram ao seu “lixo”, apanhando cartazes deixados no chão, cravos amarelos de plástico, mensagens manuscritas, balões e outros objectos. O resultado final foi cerca de uma centena de itens recolhidos que ajudam a compreender o conteúdo político e social deste conflito. Um dia, já hoje, a nossa memória e a nossa história vão precisar destes “sinais”, como de muitos outros que retratam a nossa vida colectiva, como as grandes manifestações do “Que Se Lixe a Troika” ou as mais pequenas dos espoliados do BES.
Não há problema – estão no EPHEMERA.
Obrigado a todos os que nos ajudam neste trabalho e que são cada vez mais.
A CONQUISTA DAS ALMAS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL
Na Rádio Renascença
No Observador
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ESPAÇO DO EPHEMERA NA LER DEVAGAR
Esta semana estaremos lá a trabalhar, a receber os Amigos do Ephemera, e as entregas de material para o ARQUIVO.
Nesta semana, o trabalho nos papéis do Coronel Armando Hasse Ferreira, após terminar a primeira organização dos manuscritos e a separação da correspondência, passa para uma fase de seriação cronológica, quer dos manuscritos e dactiloscritos, quer da correspondência. Isto permite começar a colocar algumas pastas na sua arrumação definitiva e prepara a sua divulgação no EPHEMERA. Uma das primeiras a estar nestas condições é um dossier relativo à concessão ao Coronel Hasse Ferreira em 1990 da Ordem da Liberdade, pelo seu papel na Revolta da Madeira, a sua deportação em Cabo Verde e a sua oposição à ditadura. Nesse dossier, há uma longa carta a Alfredo Barroso, Chefe da Casa Civil do Presidente Mário Soares, em que Hasse Ferreira refere as vicissitudes da sua geração de oposicionistas à luz da condecoração que ia receber, e que será em breve publicada aqui.
Está a iniciar-se a organização dos papéis de Francisco Matos Gomes / “Jorge Vernex”, um propagandista do salazarismo. Continua o trabalho de separação e organização dos autocolantes e outros núcleos avulsos de menor dimensão ou mais dispersos.
HORÁRIO:
TERÇA-FEIRA, 7 DE JUNHO , DAS 17 ÀS 19 HORAS.
QUINTA-FEIRA, 9 DE JUNHO DAS 17 ÀS 19 HORAS.
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UM ESPAÇO NO PORTO?
Por iniciativa de vários Amigos do EPHEMERA no Porto, está a ser pensada a possibilidade de criar uma espécie de entreposto como o que existe na Ler Devagar em Lisboa. Há também vários voluntários que se ofereceram para ajudar. Todos os contactos ainda são muito preliminares, mas é uma prioridade para o EPHEMERA a cobertura dos eventos no Porto, até hoje muito insuficiente por comparação com Lisboa.
AGRADECIMENTOS E ENTRADAS
Planta do Posto da GNR na Vila da Marmeleira com as alterações introduzidas no edifício original da escola (1960).
Agradeço ao Coronel Nuno Andrade, Chefe da Divisão de História e Cultura da GNR, o envio das “cópias digitalizadas dos documentos existentes em duas pequenas pastas de arquivo, relativas ao antigo Posto da GNR da Marmeleira“, local onde hoje se encontra parte significativa do ARQUIVO / BIBLIOTECA. Essa documentação expõe as razões da criação do Posto, com descrição das características da criminalidade local, a sua composição em termos de pessoal e o conjunto de procedimentos administrativos da sua gestão, assim como posterior extinção. Entre os pormenores encontra-se a descrição da adaptação do antigo edifício da escola (construído no século XIX) às necessidades da GNR, incluindo as alterações à divisão interior para se criar uma cela de prisão. No trabalho de recuperação que foi feito depois da compra em hasta pública do edifício, manteve-se a traça do Posto com excepção da “cozinha e refeitório“, que era um anexo construído encostado ao corpo principal oitocentista e que se encontrava muito degradado.
Esta documentação é um contributo importante para a preparação de um dos volumes da Colecção Ephemera previsto para 2017, com o título provisório Escola / Posto da GNR / Junta de Freguesia / Habitação – História Oral de uma Casa Centenária na Vila da Marmeleira. O ARQUIVO / BIBLIOTECA tem uma componente de história local e tem vindo a recolher toda a documentação relativa à Vila da Marmeleira e a sua história.
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Agradeço a Maria de Sousa Fialho a oferta de um conjunto de panfletos e livros, em que se inclui uma colecção bastante completa de páginas do jornal Le Monde, com artigos sobre Portugal, que datam de 9 Janeiro 74 até Dezembro de 75.
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Continua a actualização da LISTA DOS AMIGOS, COLABORADORES E DOADORES DO EPHEMERA.
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Novas entradas em ARQUIVOS INDIVIDUAIS, DE FAMÍLIAS E DE INSTITUIÇÕES, ESPÓLIOS, PAPÉIS, CORRESPONDÊNCIA, FOTOGRAFIAS, VÁRIOS de pequenos grupos de documentos ou pastas dispersas. Entraram documentos de Fernando Mascarenhas, Avelino Cunhal, o Manifesto dos Intelectuais (MANIFESTO DOS INTELECTUAIS PORTUGUESES AO SEU PAÍS (LISBOA, 1949) e E. Lambour.
LIVROS USADOS PARA ESTUDAR, ORGANIZAR (E PRESERVAR) OS MATERIAIS DO EPHEMERA (118): RECORTES E SCRAPBOOKS

EPHEMERA FORA DO EPHEMERA
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Saiu mais um número da The International Newsletter of Communist Studies Online XX/XXI (2014/2015), no. 27-28 de cujo “board” faço parte.
COISAS QUE NOS INTERESSAM
Organizado pelo nosso amigo e colaborador Chorche Paniello.

























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