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  1. CORREÇÃO NO NOME:

    LUSOFONIA: AUTORIDADES LOCAIS PROPÕEM BILINGUISMO PARA OLIVENÇA

    Cartas; PEDE-SE PUBLICAÇÃO DESTA CARTA; LEIA-SE, JULGUE-SE, E, POR FAVOR, PUBLIQUE-SE!

    O ano de 2017 terminou com um facto que, a confirmar-se a sua aceitação, pode ser considerado uma grande vitória da Lusofonia. Na verdade, a Comissão Educativa para a Língua e Cultura Portuguesa de Olivença, constituída por representantes dos Centros Educativos, da Câmara Municipal. de Olivença, da Associação Cultural (oliventina) Além Guadiana e da cidadania em geral, apresentaram, no dia 30 de dezembro de 2017, à Conselheira da Educação da Junta da Estremadura (espanhola), aquilo que denominaram “Plano Específico para a Língua e Cultura Portuguesa em Olivença”, com o intuito de caminhar para o bilinguismo na cidade. Ao que parece, e de acordo com um comunicado camarário, este projeto “não se cinge só ao âmbito escolar, mas também é extensível ao conjunto de dimensões que constitui a cidadania”. E, continuando a citar, “ao traço linguístico deve-se unir o cultural, que tornam singulares os oliventinos; a transversalidade conseguir-se-á através da cooperação de todos os setores; com o que pode vir a representar o bilinguismo em Olivença, deverão os oliventinos juntar forças entre todos (Câmara, Governo Regional, escolas, associações e prática de cidadania)”.
    Tudo isto se passa por iniciativa duma associação local(Além-Guadiana) que, sem se intrometer nas questões de soberania, tem, desde 2008, feito o possível e o impossível para recuperar a cultura portuguesa em Olivença. Já logrou convencer as autoridades a proceder a várias formas de bilinguismo toponímico (caso das placas das ruas), e, desde 2014/15, tomou a iniciativa de reivindicar a nacionalidade portuguesa para os oliventinos que o reivindiquem (ronda quase o milhar os que a obtiveram). Sabiamente, as autoridades locais têm sido sensíveis, acedendo a escutar um apelo que é, antes de tudo, cultural e histórico. Falta que, em Portugal, se estendam muitas mãos a quem, num número cada vez mais significativo, quer ter voz na Lusofonia!

    Estremoz, 15 de janeiro de 2018

    Carlos Eduardo da Cruz Luna

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