
Lembramos aqui Vítor Santos , nosso amigo e camarada. Manuel Matos Fernandes (“Manecas”) enviou-nos alguns dados biográficos e testemunhos:
“Nos últimos 8 anos foi Presidente do Metro de Lisboa. Fez um excelente trabalho. Respeitado pelos trabalhadores e técnicos do ML. Foi no mandato dele que avançou o projeto e a construção da ligação do Rato ao Cais do Sodré, grande obra em estado avançado. E lançou (estão prestes a começar as obras) a ligação de S. Sebastião a Alcântara. Vindo de 30 anos a trabalhar num grande Empreiteiro. Uma carreira profissional limpa e distinta. Sempre sorridente e afável.
“Recordo a sua generosidade. Em setembro de 1974 a Ester Mucsnik e o Zé Pinto (de Braga) precisavam de ir a Paris desmontar as respetivas casas (tinham vindo logo a seguir ao 25 de Abril com umas poucas coisas). O Vítor emprestou-lhes o carro para irem. Um Citroen Ami amarelo. Aproveitei e fui com eles. No regresso entrámos na Espanha Franquista por Irun com o carro cheio de propaganda política. A polícia revistou o carro. Ficamos umas horas no posto da polícia da fronteira até nos deixarem ir, naturalmente sem os papéis. Podia ter sido pior. Chegados ao Porto devolvemos o carro ao Vítor, sempre tranquilo, como se lhe estivessem a devolver um livro que tinha emprestado.
A mulher do Vítor, a Benardete, costumava participar com gosto nos nossos encontros. No último, em Lisboa e no Barreiro, organizado pelo Zé Pacheco, lá estiveram muito bem dispostos. Têm uma filha e duas netas.”
Aqui vai também a nota na página do Metro de Lisboa
Fotografia do Vítor e da Bernardete no Barreiro.
JPP
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