ATRIBUIÇÃO DA ORDEM DE CAMÕES PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA A JOSÉ PACHECO PEREIRA PELO “TRABALHO DA MEMÓRIA” (3 DE NOVEMBRO DE 2025)

(Fotografias da Presidência da República)

O diploma da atribuição da Grã-Cruz da Ordem de Camões pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa refere o “trabalho da memória”, o que significa que essa condecoração honra-me a mim e a todos os amigos e voluntários do ARQUIVO EPHEMERA, porque sem eles nada disto seria possível.  A Ordem, uma das três “ordens nacionais”, é a mais recente. O distintivo da Ordem “é um medalhão, de ouro, carregado ao centro, por um círculo de esmalte azul, filetado a ouro pelo exterior, com a efígie de Luís Vaz de Camões, de ouro, em relevo, envolvido por uma coroa de ramos de carvalho com os seus frutos, atada com fitas cruzadas na base, de esmalte verde e realçada de ouro, sendo o todo assente sobre timão de ouro. No reverso do medalhão, ao centro e em campo de ouro, o escudo nacional sobre uma esfera armilar, com a legenda ‘Aqueles que por obras valerosas se vão da lei da morte libertando * Luís Vaz de Camões * Os Lusíadas’, em letras maiúsculas em relevo, sendo a fita tripartida disposta em palas, sendo a do centro azul-marinho e as laterais de cor amarela.”

Sem desprimor para a Ordem e a efígie de Camões, a fita que rodeava o corpo parecia a bandeira da Ucrânia e foi disso que me lembrei , desse povo heróico e mártir.

A atribuição  teve alguns aspectos originais. Quando cheguei ao Palácio de Belém tinha a intuição de que o pedido de comparência se destinava a uma condecoração, mas não sabia de certeza o que se iria passar, nem de que condecoração seria. O mesmo acontecia com os convidados do Ephemera, que também não sabiam ao certo a natureza da função para que tinham sido convidados. O Presidente tinha-me dito na inauguração da Exposição sobre Sá Carneiro “vemo-nos  na segunda-feira” e eu confirmei, mas não me disse mais nada. Havia na sua postura alguma ironia, mas também alegria, e pouca formalidade e protocolo.

Obrigado ao velho amigo de várias andanças .

José Pacheco Pereira

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