NOTÍCIAS DO EPHEMERA

*

Estão praticamente terminadas as obras no edifício, construído no final do século XIX pelo arquitecto alemão que fez o Canal do Alviela, que foi antiga escola masculina (depois, na I República, também feminina) e posteriormente posto da GNR (incluí a prisão). Serviu de sede da Junta de Freguesia durante algum tempo depois do 25 de Abril e, por fim, foi casa de habitação, até que a deterioração do edifício o tornou inabitável. Foi posto à venda pela Câmara Municipal de Rio Maior em hasta pública, e por mim adquirido para servir exclusivamente de anexo ao ARQUIVO / BIBLIOTECA. Estava então em risco de ruína, com o telhado que permitia a entrada de chuva, com madeiras apodrecidas, com janelas partidas e sem vidros e outros estragos. Era necessário e urgente fazer obras de recuperação para evitar o desmoronamento, o que foi feito.

Neste momento, o andar térreo contém uma parte importante do ARQUIVO (espólios de  Sá Carneiro, Nuno Rodrigues dos Santos, Emídio Rangel, família Pacheco Pereira, Teresa Leitão de Barros, Judite Mendes de Abreu, Maurício Pinto, Joaquim Barros de Sousa, Fundo Carlos da Fonseca, vários espólios de organizações etc., etc. Ver ARQUIVOS INDIVIDUAIS, DE FAMÍLIAS E DE INSTITUIÇÕES, ESPÓLIOS, PAPÉIS, CORRESPONDÊNCIA, FOTOGRAFIAS, VÁRIOS) e várias secções da BIBLIOTECA,  e o andar superior vai começar  a ser cheio este fim-de-semana. Coincidiu este terminar da recuperação com a oferta de um outro importante espólio para a história contemporânea portuguesa e que será anunciado em breve.

Por volta do dia 25 de Abril, haverá um encontro com os trabalhadores que trabalharam na obra, os autarcas locais e alguns habitantes da Vila da Marmeleira que aqui estudaram na escola, conheceram o posto da GNR por dentro (a cela inclusive) e aqui habitaram. É minha intenção de preparar uma pequena brochura com a história do edifício e alguma história oral da sua utilização no último século. Será bem vinda a colaboração de alguns estudantes que se dediquem à história oral e que possam ajudar nas entrevistas. Depois será organizada um visita dos Amigos do Ephemera e de alguns dos colaboradores que, por todo o país, têm enviado materiais para conservação e divulgação.

Agora que terminou esta fase, que ainda está longe de resolver o problema do espaço, outros voos estão previstos, quer do ponto de vista da institucionalização do ARQUIVO / BIBLIOTECA, quer das publicações, quer da continuação dos trabalhos de recolha e salvamento de muitos materiais. Aí há já um enorme potencial de ofertas já feitas e projectos a realizar. Ao mesmo tempo está também a estudar-se a possibilidade de encontrar uma plataforma online que possa ultrapassar as limitações de um blogue.

Obrigado a todos, que tem apoiado e trabalhado neste projecto único de salvaguarda da nossa memória colectiva.

2 Comments

  1. Parabéns!É de louvar o seu projecto em prol da cultura do nosso país.
    Célia Maria Corujo

Leave a Reply