Posted by: JPP | 14/06/2015

EPHEMERA: NOTÍCIAS, AGRADECIMENTOS, ENTRADAS

No Diário de Notícias de 13 de Junho de 2015, dei uma entrevista a Ana Sousa Dias sobre o próximo volume da biografia de Álvaro Cunhal, cobrindo o período de 1960-1968. Como sabem “está quase pronto” pelo menos há um ano, mas espero que este Verão fique mesmo pronto. Cerca de 500 páginas estão escritas e mais do que aumentar o número de páginas falta fazer um trabalho interior de melhoria e de completar a narrativa. Junto aqui as páginas do Diário de Notícias e em anexo uma síntese muito abreviada de um dos capítulos da biografia, que publiquei no Público há uns meses.

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Agradeço a José Carlos Santos a oferta de um livro e publicações sobre a Associação Popular dos Moradores do Seixo, em S. Mamede de Infesta (Matosinhos), que, para além de outras actividades, tem publicado a A VOZ DO SEIXO. Na troca de correspondência que tivemos tive ocasião de referir a importância de não se perder o património da memória da Associação.

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(Continua.)

ANEXO: UM MÊS QUE MUDOU A OPOSIÇÃO PORTUGUESA

 

UM MÊS QUE MUDOU A OPOSIÇÃO PORTUGUESA

No dia 27 de Junho de 1964, Humberto Delgado chega a Argel, governada pelos combatentes argelinos que tinham acabado de ganhar a guerra contra os franceses. Com Cuba e o Vietname, a Argélia era um dos novos centros revolucionários do mundo. Delgado estava ainda combalido das cirurgias que tinha feito nos meses anteriores em Praga. Tinha uma ferida que exigia tratamento diário, mas estava contente. É recebido como um chefe de Estado e fica instalado numa vivenda com vista para “o belo Mediterrâneo”. Mede a sua distância da pátria com “medidas de aviador”, e achava-a “tão perto de mim”.

Mas não quer “confusões”, vem para Argel “como leader da Oposição Portuguesa (…); como Chefe de Estado no exílio, (…) como Chefe Revolucionário”. Era o “chefe” da oposição portuguesa e pensava exercer a sua autoridade sem qualquer contestação. Nunca tal se vira na história da oposição e viria a provocar um enorme conflito, levando-o a um isolamento que facilitaria a cilada montada pela PIDE e o seu assassinato no ano seguinte. É o clímax desse conflito, que se passou nestas semanas de brasa, um mês depois de ter chegado, que vamos relatar.

A chegada de Delgado a Argel era vista como uma esperança para uns e como uma ameaça para outros. Nos bastidores, inicia-se uma série de manobras para “capturar” o general e a sua influência: “existe em todos os grupos e personalidades a secreta esperança de aliciar o general e o submeter à sua influência”. Em meia dúzia de dias, Delgado recebeu todas as queixas, do enorme arsenal de queixas que entretanto se tinham juntado na colónia portuguesa em Argel, e começa a absorvê-las como suas, em particular as críticas ao órgão dirigente local, que controlava as relações com as autoridades argelinas e por isso decidia sobre autorizações de entrada, empregos, instalações, ou seja, sobre a vida da pequena colónia de 40 portugueses exilados. Esses dirigentes incluíam Piteira Santos, Rui Cabeçadas e Tito de Morais, todos activos opositores a Salazar, e que representavam a Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN) fundada pouco antes.

Delgado, desejoso de afirmar a sua autoridade, começa a tomar decisões que eram mais “administrativas” do que políticas, mas que subvertiam os poderes instalados em Argel. Foi dele também a iniciativa do conflito. Em 26 de Julho, o jornal oficioso argelino, o Alger Republicain, publica um comunicado de Humberto Delgado. Começa por prevenir que “a FPLN não é já representada pela ‘Comissão Delegada’ que cessou as suas funções”. O objectivo do comunicado era “libertar” as entradas na Argélia do controlo de Piteira Santos e nomeia um novo “agente de ligação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros”. Piteira e Cabeçadas não aceitaram a nomeação, porque não fora feita no órgão próprio, a que eles pertenciam. Delgado comenta com fúria – só faltava que o general tivesse “menos direitos em escolher pessoal auxiliar do que quando era um simples major ou do que tem um chefe de repartição na administração pública!” Na prática, não houve alteração no controlo das entradas.

Este comunicado pegou fogo aos portugueses de Alger, muitos deles veteranos da oposição, desertores da guerra colonial, exilados perseguidos pela participação no golpe de Beja, ou seja, não eram meninos de coro. Estavam divididos politicamente e iam ainda dividir-se mais com a tensão criada pelo conflito sino-soviético, havia comunistas, trotsquistas, maoístas, castristas, socialistas radicais, putschistas, quase todos partidários de formas violentas de acção. Alguns eram de um novo movimento, o Movimento de Acção Revolucionária (MAR), e outros participavam na cisão pró-chinesa do PCP que deu origem à Frente de Acção Popular (FAP). Junto com as posições de Delgado foi o agravamento do conflito entre o PCP e a FAP em Argel que criou o pano de fundo para a crise da oposição portuguesa na Argélia.

As divisões políticas estavam muito extremadas, reflexo da situação internacional que chegava a Argel com reflexos do que se passava em África, em Cuba, na China, na URSS, e mais tarde na Indonésia e no Vietname. Esse agudizar dos conflitos advinha de estarmos numa época de cisões e de recrutamentos competitivos. As pessoas dividiam-se, cindiam, saíam, ou entravam, tomavam “partido” por diferentes organizações, num ambiente de crítica feroz e de mútuas acusações de traição. Uma profunda mudança geracional abria caminho para o ambiente tumultuoso dos anos sessenta com novas referências políticas, diferentes “faróis” do socialismo, que brilhavam no início da década com todo o fulgor.

Neste contexto, lealdades e traições estavam na ordem do dia. Numa comunidade fechada, exilada, isolada, num país estrangeiro em que uma guerra duríssima tinha acabado há pouco, em que as instituições eram inexistentes e uma memória da violência estava muito viva, cada opção e cada acção podia ter consequências muito ampliadas. À distância do tempo e das circunstâncias, podemos achar exagerados os receios e os riscos que cada um sentia poder correr, mas na Argel do início da década de sessenta a possibilidade de a política ser uma opção de vida e de morte era mais real do que hoje imaginamos.

Ameaças físicas eram comuns, e promessas futuras de encostar quem discordava ao paredão do fuzilamento foram efectivamente feitas. Delgado era useiro e vezeiro nesse tipo de ameaças, de “tiros” e “paredão”, e só nestes anos teria sido possível um incidente como o que relata Rui Cabeçadas, quando Humberto Delgado “consultou o médico Dr. Marcelo Fernandes sobre a forma de dar um tiro no Eng. Tito de Morais sem lhe causar a morte. Conselho do referido médico: no pé.”

Parte da agressividade de Delgado, para além do seu feitio autoritário, vinha do sentimento de urgência que tinha para iniciar acções armadas em Portugal. Para ele, só esse tipo de acções tinha sentido e ridicularizava tudo o resto como uma “guerra de papel”. Recebeu um impulso determinante do Presidente argelino Ben Bella, num encontro no final de Julho de 1964. Ben Bella promete-lhe todo o apoio militar, treinos, armas e logística, para fazer o que entendesse, apenas com a reserva de que não seriam comprometidos militares argelinos. O contingente a ser preparado era de cerca de 600 homens e havia a possibilidade de serem cedidos alguns aviões militares, visto que havia pilotos entre os desertores portugueses. Na prática, isto equivalia a uma declaração de guerra da Argélia a Portugal. Era tudo o que Delgado queria ouvir.

Entretanto, chega a Argel o novo representante do PCP, Pedro Ramos de Almeida. O PCP tinha tido as maiores reservas na instalação da FPLN na Argélia. Lembrava que o PC argelino permanecia proibido, e criticava a dependência que existiria em relação à política argelina. Desconfiava também dos contactos trotsquistas de Piteira Santos, através do grego Michel Raptis, “Pablo”, com Ben Bella. A Argélia era, para o PCP, território hostil, preferia Roma. Mas perdeu essa batalha e acabou por enviar delegados a Argel, primeiro Pedro Soares e depois Pedro Ramos de Almeida, em quem Cunhal depositava toda a confiança. O objectivo que lhe era apontado era afastar a FAP de qualquer papel em Argel e moderar os planos revolucionários de Delgado, quase todos de um irrealismo completo.

Essa tarefa era quase impossível. Delgado aproximava-se dos “fapistas”, cuja linguagem de acção imediata lhe agradava e, impulsionado pelas ofertas de Ben Bella, não queria outra coisa que não fosse voltar-se para as “operações”. O MAR oscilava entre os dois lados, entre Delgado e os “fapistas” e os seus simpatizantes, e relações com o grupo de Piteira, que formalmente era membro do MAR.

Começa então o mês de Agosto de 1964 e as semanas onde tudo aconteceu.

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Não há um único conflito, mas um emaranhado de conflitos que se entrelaçam entre si: Delgado contra Piteira, Cabeçadas e Tito de Morais; Pedro Ramos de Almeida e o PCP contra a FAP; a FAP e os seus aliados do Grupo Revolucionário Português de Libertação contra Piteira e o PCP. O MAR a ver as coisas a passar, umas vezes mais “delgadista”, outras menos, mas quase sempre ao lado…

O novo órgão que Delgado criara para dirigir a acção armada era chamado de Comando Operacional e era para ele que convergiam todos os seus esforços. Toda a actividade política da FPLN deveria ser-lhe subordinada. A “operação” que Delgado queria realizar era um desembarque no Algarve de uma força organizada no exterior, para o que desejava iniciar de imediato o recrutamento dos homens e o seu treino militar na Argélia. O PCP opôs-se terminantemente à “operação”, embora aceitasse que pudesse haver recrutamento e treino, desde que a FAP não fosse incluída. O delegado do PCP insiste que a FPLN tem que escolher entre o PCP e a FAP “não é possível que as 2 organizações se sentem na mesma mesa”.

Esta posição levou Delgado a começar a associar a atitude de completa hostilidade com a FAP, com a recusa da luta armada. Delgado tem agora uma interpretação sobre o que estava a acontecer: tratava-se de um conflito entre o PCP “clássico”, “pacifista” e “os dissidentes revolucionários do Partido Comunista pacifista”. Delgado começa a falar do “PC clássico”, o de Cunhal, sugerindo que havia outro, “revolucionário”, a FAP, o primeiro recusando a luta armada, o segundo, aceitando-a com entusiasmo. Por seu lado, o PCP achava que o general tinha sido “capturado” pelos “fapistas”. Cunhal, alguns anos depois, interpretava estes acontecimentos dizendo que “não houve aventureiro ou provocador que, de uma forma ou de outra, não lhe tivesse dado ou declarado o seu apoio (…) Os fapistas de Argel tornaram-se os dilectos impedidos do general.”

Entre 3 e 4 de Agosto, é a ruptura total. Rui Cabeçadas, responsável da emissora Rádio Voz da Liberdade, demite-se no dia 3. Delgado preparara várias emissões, gravando alocuções na rádio, mas estas não são transmitidas. Sem controlar o acesso às autoridades argelinas, Delgado pouco pode. Queixa-se aliás das condições materiais em que tem que trabalhar numa “salinha e numa saleta”, sem dispor de Gabinete.

No dia seguinte, Delgado escreve uma carta a todos os membros da Junta Revolucionária Portuguesa denunciando os “delitos” daqueles que tinham sido dirigentes da FPLN e que continuavam a sê-lo, citando em particular Rui Cabeçadas e Piteira Santos. Piteira é o alvo principal sujeito a uma diatribe total: “petulância”, “vaidade e refinada maldade”, “intrigas”, “acções de tipo psicológico «uterino», escumando raiva. ” Logo a seguir, Delgado suspende Piteira de todas as actividades, e, farto do “ambiente do papel, do discurso, (…) do parlamentosinho diário,” interrompe as actividades normais, excepcionando apenas o Comando Operacional, e manda a FPLN para férias de Verão. Tudo na base da sua qualidade de “chefe” da oposição, sem consultar nenhum órgão da FPLN.

No dia 5, o conflito torna-se ainda mais “quente”. Rui Cabeçadas ameaça um apoiante de Delgado, Adolfo Ayala, de lhe bater e tem uma violenta altercação com Delgado, que o expulsa da sala do Bureau da FPLN. Cabeçadas sai mas traz a chave da secretária e os carimbos da FPLN. É de imediato acusado de “roubo”. Receando pela sua integridade física esconde-se em casa de Piteira, onde Piteira passa o dia a escrever cartas a relatar a situação aos seus amigos dispersos pela Europa. Preocupados pela sua segurança, vários exilados procuram Cabeçadas por toda a parte nos próximos dias.

Mas Cabeçadas e Piteira tinham razão em defender-se. Ayala, Manuel Vaz e três desertores tinham aparecido em sua casa para o ir buscar mas ele não lhes tinha aberto a porta. Tentaram forçar a porta mas desistem “Tudo indicava que se dispunham a agredir”, escreve-se num relatório do MAR. Só cinco dias depois irá aparecer de novo. Aliás esses receios existiam de parte a parte. No dia 6, temendo um assalto às instalações que Delgado usava, organizam-se piquetes para defender o “território”: Adolfo Ayala, 3 desertores, João Pulido Valente e Carlos Lança, armados de varas de marmeleiro protegem a sede.

No dia seguinte, sexta-feira, sai um novo número da Revolução Portuguesa que agrupava um conjunto de simpatizantes da FAP e outros influenciados pela revolução cubana, virulentamente hostil a Piteira e que se aproxima de Delgado, alinhando com as suas “decisões”. Embora o que se estava a passar fosse do conhecimento da elite política do exílio português, a circulação da informação pelo resto da comunidade era escassa. E a Revolução Portuguesa, volta de novo a incendiar os ânimos, denunciando os factos ocorridos nos últimos dias com Cabeçadas.

Nesse sábado dia 8, Delgado procura o apoio de alguns exilados que desconhece serem do MAR. Quando lhe é dito que alguns dos membros da FPLN pertenciam ao MAR, e que não podem alinhar com qualquer lado antes de consultarem a sua direcção, Delgado explode: “é mais uma complicação, (…) todos umas enguias que fogem às coisas; cobardes porque não tem posições, estão às ordens dum Sr. Pereira qualquer que está lá para Paris. E terminou ameaçando “que nos desmascarava a todos e nos “enchia de trampa”.”

Embora Delgado não concordasse com a atitude do PCP de querer expulsar os “fapistas” das actividades da FPLN, não queria romper com o partido, visto que, “como aliado leal do PCP”, não se podia opor às condições do PCP. Mas as relações de Delgado com o delegado do PCP estavam também a azedar. Nesse mesmo dia, Delgado tem uma discussão violenta com Pedro Ramos de Almeida “ e novamente volta a falar de tiros”. Este, por sua vez, para precisar a posição do PCP, faz uma declaração ao Alger Republicain considerando que “se regozijava de ter a possibilidade de ter a possibilidade de trabalhar lado a lado (…) General Delgado (…) Tito de Morais e (…) Piteira Santos e Rui Cabeçadas”. Afirmava assim a posição do PCP de querer manter unidos Delgado e o grupo à volta de Piteira.

Nos dias seguintes, duas personalidades com um papel chave nos eventos chegam a Argel, primeiro Manuel Sertório a 13, e depois Álvaro Cunhal a 15 de Agosto. Sertório tinha cimentado uma relação de confiança sólida com Delgado, que o consultava amiúde e tinha na sua vinda a esperança de reequilibrar as relações de poder, visto que Sertório era formalmente da direcção da FPLN. Enganou-se porque Sertório afasta-se cada vez mais do General. Cunhal, por seu lado, espera que as suas relações pessoais com Delgado favoreçam uma solução. Na verdade, nem Cunhal, nem Delgado, desejavam romper, mas os eventos empurraram-nos para esse caminho.

Cunhal visita quase de imediato Delgado na sua vivenda no Palácio do Povo. Delgado estava com o seu médico, Marcelo Fernandes da FAP, e diz-lhe para ir para o terraço. Porém, Marcelo esconde-se para assistir ao encontro entre os dois:

“Sr. General, dá-me licença que o abrace? – perguntou Álvaro Cunhal.

(…) Está muito calor para abraços…

Mas Álvaro Cunhal tanto insistiu, que Humberto Delgado acabou por lhe satisfazer a vontade: “Ó homem, quer abraçar, abrace. Abrace lá duma vez e pronto!

A realização de uma nova Conferência da FPLN foi a principal decisão do encontro. Sertório teve um papel determinante em convencer Delgado a convocar a reunião, mas não foi fácil. Não havia unanimidade nos pormenores. Delgado discorda do local e do timing. Delgado quer fazer a Conferência em Portugal e não de imediato. Cunhal pretendia que fosse feita o mais cedo possível e achava impossível fazer-se a Conferência em Portugal e propunha a Argélia.

Cunhal e Delgado concordaram que a Conferência devia evitar a pessoalização das questões. Mas isso dependia muito da sua composição e este foi o mais complicado problema que tiveram que resolver. Cunhal e Delgado concordaram num conjunto de personalidade “civis” e militares. Era uma composição muito distinta das Conferências anteriores e muito difícil de conseguir a curto prazo, como Delgado suspeitava.

Porém, o problema surgiu com outro nome que Delgado queria incluir: Mário de Carvalho, o seu contacto em Itália que lhe prometia militares, tropas, grupos organizados no interior, mas que estava já a actuar por conta da PIDE. Aqui as divergências com Cunhal foram muito graves. Delgado queria que Mário de Carvalho fosse convidado, Cunhal disse que não. As negociações ficaram num impasse.

Depois, Cunhal cedeu a uma fórmula ambígua de um convite sujeito a confirmação pela Conferência. Na redacção do acordo político que convocava a reunião, Cunhal escreveu: “O signatário, embora faça reserva a essa inclusão, aceita-a entretanto por entender ser de alta importância conseguir a unidade para a convocação da III Conferência” Delgado, pelo contrário, rejubila. Na sua cópia do acordo, anota à mão: ” Disse a Cunhal que, se o dr. Carvalho fosse excluído, eu rompia com o PC. Engoliu…Mas fez reservas.” Um comunicado conjunto assinado por Cunhal, Sertório e Delgado a 20 de Agosto de 1964 convoca a reunião. A crise tinha aparentemente acalmado.

Na verdade, o que fora rompido não tinha remédio. Nessas semanas de Agosto de 1964, acabou um período da história da oposição a Salazar, que se iniciara em 1958, centrada no General Humberto Delgado. Delgado acabou por não ir à Conferência, e está cada vez mais nas mãos da PIDE. Caminha a passos largos para o seu assassinato, poucos meses depois. Os que “sobraram” da crise de Argel vão conhecer ainda muitas vicissitudes, mas desembarcaram todos em Lisboa nos dias seguintes ao 25 de Abril de 1974.


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