ACTUALIZADO
Mais sobre Miguel Sánchez Gutierrez
e um livro:
uma entrevista,. e por que razão a memória não é neutra:
PENAL DEL POZO FONDON.
En el estuvo varios años mi padre , preso y trabajando en la mina gratis para el Estado, el día que acabó sus estudios de Capataz de Minas salió libre , 10 años después se mató en la mina , 35 años después inauguré su Archivo en el mismo Fondón, por la memoria de todos ellos.
( Miguel Sánchez Gutiérrez Coleccionismo Politico)
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COLECÇÃO EPHEMERA NA TINTA DA CHINA
A Conquista das Almas sai da tipografia esta semana.
Estão em preparação os próximos volumes da colecção EPHEMERA para a Tinta da China.
- Fernando Pereira Marques, “Uma Nova Concepção de Luta” – Materiais para a História da LUAR e da Resistência Armada em Portugal;
- José Pacheco Pereira / Júlio Sequeira, Catálogo de Autocolantes de Organizações da FUR (FSP, LCI, LUAR, MES, PRP-BR).
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Esta semana já houve trabalho de alguns Amigos do Ephemera que se ofereceram como voluntários. Para além da recolha do material vindo da sede do MDP-CDE (ver abaixo) , estão a ser organizados os papéis do Coronel Hasse Ferreira (ver nota detalhada em breve) e um conjunto de documentos do MES, e autocolantes.
ESTA SEMANA ESTAREMOS LÁ A TRABALHAR E A RECEBER OS AMIGOS DO EPHEMERA
DIA : TERÇA-FEIRA, 19 DE ABRIL DAS 17 ÀS 19.
AGRADECIMENTOS E ENTRADAS
Agradeço a Francisco Pinto Balsemão mais uma entrega de documentos para o ARQUIVO. Trata-se da documentação do Forum Portugal realizado em 1999, incluindo notas manuscritas e outras observações.
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Agradeço a António Mourato e sua mãe Noémia Mourato a oferta do seu acervo pessoal, incluindo uma muito bem organizada colecção de recortes temáticos, uma série de cartazes, uma extensa colecção de autocolantes, programas, panfletos e fotografias, cobrindo o período de antes e depois do 25 de Abril.
(Ao lado uma fotografia original do 1º de Maio de 1976 em Beja.)
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Agradeço mais uma vez a Jorge C. Henriques um novo envio de materiais políticos, com ênfase no 25 de Abril. Vieram revistas, livros, moedas, bilhetes de lotaria, selos e outro tipo de documentos.
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Cartaz de Robin Fior.
Agradeço a Eduardo Graça as informações que nos forneceu (a mim e ao Júlio Sequeira), no âmbito da preparação do volume Catálogo de Autocolantes de Organizações da FUR (FSP, LCI, LUAR, MES, PRP-BR). para a Colecção Ephemera na Tinta da China, sobre Robin Fior e o grafismo dos autocolantes e cartazes do MES. Eduardo Graça fez também valiosas ofertas ao ARQUIVO de vários materiais de e sobre Robin Fior, maquetas de autocolantes, correspondência autografa sobre a orientação política do MES (de Ferro Rodrigues, Eduardo Graça, Salgado Matos, Jorge Sampaio, José Galamba de Oliveira, etc.), manuscritos e notas originais, assim como cartazes e comunicados do MES, da Nova Esquerda e de organizações associadas.
Ver, sobre esta oferta Eduardo Graça no seu Facebook,. em ANEXO 1.
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Agradeço a Daniel Oliveira oferta de um vasto conjunto de materiais que se encontravam numa antiga sede do MDP- CDE de Lisboa, e que cobrem, não só MDP, como um conjunto de organizações que lhe sucederam e outras, como o Manifesto, a Política XXI, o ATTAC, o Livre – Tempo de Avançar. A oferta incluiu panfletos, cartazes, pins, objectos, bandeiras, sacos e panos de cena, entre outros. O conjunto de bandeiras (algumas das primeiras do MDP-CDE) e das outras organizações é particularmente valioso, dada a deterioração, o abandono ou o puro deitar ao lixo deste tipo de materiais de propaganda (na foto um estendal com alguns dos materiais em pano a serem cuidados no local do EPHEMERA na Livraria Ler Devagar).
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Cozinha “comunista” nos arredores de Bruxelas de apoio aos grevistas (1913).
Entraram, por aquisição , uma série de livros e jornais com origem nos movimentos socialistas, comunistas, sindicais dos primeiros quarenta anos do século XX. Há também algumas publicações de organizações nacional-socialistas e anti comunistas da mesma época. Tem origem nas Internacionais Operárias, e em partidos e organizações da Rússia, Espanha, França, Bélgica, Reino Unido, Dinamarca, Argentina e EUA.
Livros.
Jornais e revistas.
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(Em breve.)
VISITAS AO ARQUIVO / BIBLIOTECA
Embora tenha sido impossível responder a todas as solicitações de visita, muito dependentes do meu tempo sempre escasso, realizou-se uma visita organizada pelo Centro Nacional de Cultura com cerca de 35 participantes. Há vários pedidos de visita em grupo e individuais, que, logo que seja possível, serão respondidos.
6000!
As redes sociais do Ephemera ultrapassaram os 6.000 seguidores: 3.228 no Facebook [https://www.facebook.com/ArquivoEphemera/] e 2.813 no Twitter [https://twitter.com/ArquivoEphemera]
LANÇAMENTO DE LIVROS QUE INTERESSAM AO EPHEMERA
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Ver ANEXO 1
ANEXO 1
A dez dias do 25 de abril deixo dois posts acerca do I Congresso do MES no último dos quais reproduzo dois excertos de cartas pessoais que me foram enviadas nas vésperas da realização desse Congresso por Luis Salgado de Matos e José Galamba de Oliveira. Entreguei, poucos dias atrás, entre outros documentos, os originais ao José Pacheco Pereira que recolhe, trata, arquiva e publica com sábia mestria, e porfiada persistência, memórias que interessam muito ao futuro e não desdenham do passado.
O I Congresso do MES – I
O Movimento de Esquerda Socialista, forjado no período ante-25 de Abril, rompeu-se no seu 1º Congresso, realizado na Aula Magna, em Lisboa, a meio do mês de Dezembro de 1974.
Nesse congresso estavam em confronto duas concepções do papel de um Partido da esquerda socialista no «processo revolucionário».
Uma maioria, fortemente radicalizada, sentia-se legitimada, pelo curso dos acontecimentos, para impor, ao futuro MES, uma orientação política anti-capitalista que, em si mesmo, não tinha originalidade, não fora ser fortemente influenciada pela ideologia da democracia directa que, no caso do MES, tomaria a designação de Poder Popular.
Ficava assim subalternizada a aceitação programática do modelo de democracia representativa vigente na maioria dos países da Europa ocidental.
A minha participação nesse congresso foi marcada pela dilaceração de ter percebido que não seria possível, na prática, evitar uma ruptura entre o grupo liderados por Jorge Sampaio e o grupo maioritário dos delegados ao Congresso.
Alguns dirigentes com responsabilidades, nos quais me incluía, tomamos, pelo silêncio, o partido da maioria, deixando que o coração vencesse a razão, abrindo, assim, a porta a uma deriva esquerdista com a qual, apesar de tudo, tempos mais tarde, tivemos a capacidade de cortar de forma original.
O I Congresso do MES – II
A ruptura política operada no 1º Congresso, e a consequente saída de Jorge Sampaio do nascente MES, não foi inesperada. Ela resultou de um longo processo de debate que durou semanas, ou meses, ao longo dos quais não se estabeleceram as pontes pessoais e políticas que poderiam ter inflectido aquele desenlace.
Recebi, pela minha parte, abundantes avisos e missivas alertando para a gravidade da ruptura que se adivinhava no horizonte. Tenho em minha posse os originais de duas cartas que me foram dirigidas, a título pessoal, que testemunham a consciência daquela situação.
Uma foi-me enviada, do Porto, por José Galamba de Oliveira, datada de 7 de Novembro de 1974, afirmando:
«(…) Parece-me que estamos numa encruzilhada. Não prevejo que futuro está traçado a curto e médio prazo para este país nem vejo claro o que deveremos e poderemos fazer para inflectir favoravelmente o desenrolar do processo histórico. Embora não pense que a luta de classes se desenrole nas cúpulas, gostava de saber o que está arquivado nas gavetas das secretárias de Ford, Brejnev e companhia. Cada vez mais o que se passa num país é menos independente do panorama internacional, e continuo sem ver claro qual o projecto do PCP cá para o burgo lusitano.»
E afirma a propósito do Congresso que se avizinhava: «Não estamos suficientemente fortes para depurações. Toda a flexibilidade e diplomacia são poucas para preservar o essencial.»
Numa longa carta, de 15 de Dezembro de 1974, que me enviou de Moçambique, Luís Salgado de Matos adverte:
«…rezo aos meus santinhos para que não façam cisões – sobretudo a cisão na confusão. Corre-se mais o risco da grupuscularização sem dogma que da social democratização derrapante: não defendo a síntese da carne e do peixe (…) mas julgo que é um risco grave cortar o pano sem ver o tecido. Cisão, a haver – pelo que se pode desenhar – afastará o social democratismo (…) mas reduzirá o MES ao nível do grupinho necessariamente sectário mas sem um conjunto rígido de princípios (que costuma ser a safa destes grupinhos).»
Sábias palavras…































































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