EM CONSTRUÇÃO
Esta semana estaremos lá a trabalhar, a receber os Amigos do Ephemera, e as entregas de material para o ARQUIVO.
HORÁRIO: TERÇA-FEIRA, 17 DE MAIO , DAS 17 ÀS 19 HORAS.
QUINTA-FEIRA, 19 DE MAIO; DAS 17 ÀS 19 HORAS.
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LISTA DOS AMIGOS, COLABORADORES E DOADORES DO EPHEMERA
Esta mais que devida e atrasada lista devia estar anexada à AJUDA / FAQ mas nunca foi iniciada. Comecei agora a anotar as doações mais recentes (Março, Abril, Maio de 2016) e sempre que possível acrescentarei retrospectivamente os nomes.
COLECÇÃO EPHEMERA
Já está nas livrarias.
LANÇAMENTO DE A CONQUISTA DAS ALMAS
(23 DE MAIO ÀS 18.30 NA ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL)
Apresentação do Coronel David Martelo.
A CONQUISTA DAS ALMAS NO DIÁRIO DE NOTÍCIAIS
Aos militares na reforma e historiadores Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes cumpriu escrever o ensaio que enquadra o leitor quanto à política colonial do Estado Novo após a II Guerra Mundial antes de explicar qual a doutrina de ação psicológica, com a qual se pretendia garantir a adesão das populações africanas, e o que era feito para garantir a contrassubversão. O ensaio analisa como este foi o instrumento mais usado precisamente porque o regime ditatorial falhou sempre no que respeitou a uma promessa de futuro para os três alvos objeto da ação psicológica: a população, o adversário e as próprias tropas (sobre isso é exemplar o filme de António Pedro Vasconcelos, “Adeus, até ao meu regresso”, que mostra bem que o Estado não ofereceu nada aos soldados portugueses exceto a perspetiva de eventualmente sobreviver à guerra). Afonso e Gomes detalham como foram usados os cartazes, panfletos, mensagens e outros meios de ação psicológica (rádio, etc.) como “marcas de presença” junto às populações africanas, muitas vezes deslocadas e “concentradas” em aldeamentos que visaram afastá-las da influência dos combatentes dos movimentos de libertação, mas também distribuídos por aviões sobre zonas dominadas por estes. O livro publica reproduções de vários documentos secretos das Forças Armadas Portuguesas, além de cartazes e panfletos em várias línguas africanas. Trata-se de uma obra fundamental para compreender a propaganda durante o Estado Novo e integra-se também, mas não só, numa recente valorização da investigação sobre o papel da imagem nesse âmbito.
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O PRÓXIMO LIVRO DA COLECÇÃO EPHEMERA JÁ FOI ENTREGUE NA EDITORA
Será de autoria de Fernando Pereira Marques, e com o título “Uma Nova Concepção de Luta” – Materiais para a História da LUAR e da Resistência Armada em Portugal.. É uma colaboração que muito honra o ARQUIVO / BIBLIOTECA.
Fernando Alberto Pereira Marques, nasceu em Coruche em 1948. Militante da LUAR, participou na tentativa de tomada da cidade da Covilhã, em Agosto de 1968, chefiada por Hermínio da Palma Inácio, na sequência da qual foi preso pela PIDE. Foi director do jornal da LUAR, Fronteira.
É doutor de Estado em Sociologia pela Universidade de Amiens (França) e professor universitário. Foi dirigente nacional do Partido Socialista e deputado à Assembleia da República. É autor de diversos livros de ensaio e investigação entre os quais se destaca: Exército e Sociedade em Portugal (1989), Do Que Falamos quando Falamos de Cultura (1994), Exército, Mudança e Modernização na Primeira Metade do Século XIX»(1999), A Praia Sob a Calçada – Maio de 68 e a “Geração de 60”, (2005), etc.
O livro não pretende fazer uma história da LUAR, mas é uma análise teórica, histórica e política do papel da organização na luta armada em Portugal. Muito do que lá é relatado e documentado nunca fora “revelado”, incluindo detalhes de operações, participações, descrições, a que se segue um vasto conjunto de documentos, fotografias, cartazes, panfletos, igualmente inéditos na sua maior parte. A título de exemplo, fotografias de acções de ocupação de consulados portugueses na Europa, documentos falsos de Palma Inácio, caderneta militar e fotografias de Palma Inácio, cartazes colados em França e na Holanda de solidariedade, etc.
Todos estes materiais e outros entrarão no ARQUIVO / BIBLIOTECA simultaneamente com a publicação do livro.
AGRADECIMENTOS E ENTRADAS
AS PEQUENAS GRANDES OFERTAS
De há um certo tempo para cá, sempre que tenho uma actividade pública, aparece no fim ou no principio um grupo de pessoas, muitas vezes que nunca vi na vida, a oferecer documentos para o EPHEMERA. Fico, como é óbvio, muito contente com tais ofertas, cujo valor aprecio muito . Recentemente estive no Porto, em Matosinhos e em Tomar e aconteceu sempre haver ofertas de materiais para o ARQUIVO / BIBLIOTECA de todo espontâneas. Na confusão que é muitas vezes o fim de conferências e colóquios nem sempre é possível identificar os autores das ofertas para terem o devido agradecimento. De qualquer modo, aqui ficam alguns exemplos.
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DO CANADÁ PARA OS ANOS QUENTES DO “PREC”
Folhas de autocolantes.
Marcador.
Agradeço a José Fernando Monteiro e a Ermelinda Monteiro a oferta de “parte do espólio de uma associação de esquerda revolucionária localizada num dos bairros de Lisboa” (livros, postais, emblemas, autocolantes e muitos cartazes de parede, etç,) da actividade política depois do 25 de Abril de 74. José Fernando e Ermelinda Monteiro viveram (e vivem) uma parte importante da sua vida em Toronto no Canadá onde participaram na actividade da Associação Democrática Portuguesa, uma organização da oposição fundada no final da década de cinquenta, que depois do 25 de Abril teve um papel proeminente no apoio ao MFA.
Uma das iniciativas em que José Fernandes Monteiro e a Associação estiveram envolvidos foi a proposta para a concessão do Prémio Nobel da Paz ao MFA que aqui o próprio relata: .
Ainda vários anos antes do 25 de Abril de 1974, fundou-se em Toronto, Canada, uma associação antifascista com o nome de Associação Democrática Portuguesa.
Com cerca de 50 sócios ou menos ate ao 25 de Abril, a actividade da Associação Democrática limitava-se a umas demonstrações de protesto, junto ao Consulado Português de Toronto e a recolha de fundos para auxilio aos presos políticos em Portugal.
Com o 25 de Abril, a Associação tornou-se muito mais importante no melo da comunidade portuguesa e nos meses seguintes, alguém desta Associação pensou que deviamos um agradecimento ao MFA e que a melhor maneira de agradecer, seria propor o MFA para o Prémio Nobel Paz.
A proposta da Associação Democrática Portuguesa para este prémio, foi aprovada em Assembleia Geral por unanimidade, de pé e por aplauso, nos fins de 1974.
Como esta proposta teria de ser assinada por um número de académicos, antes de ser enviada para Oslo, fol pedido ao Dr. António Rangel Bandeira, Professor da Universidade de York, Toronto, refugiado politico (?) brasileiro e frequentador da Associação Democrática para que se encarregasse da tradução para inglês e das assinaturas. E, assim foi; nunca obtivermos resposta, mas acreditarmos que o documento chegou a Oslo. (José Fernando Monteiro)
UMA CORRESPONDÊNCIA PORTUENSE
Agradeço a Helena Amaro a oferta de um acervo que descreve do seguinte modo: ” trata-se de larga correspondência trocada entre membros da mesma família e seus amigos (…) podia escrever-se um romance a partir desta correspondência. (…) trata-se de um arquivo arrumado pelo seu titular, com cartas enviadas e recebidas (com cópia das primeiras), manuscritas com boa letra, outras até dactilografadas trocadas, por exemplo, entre um escrivão de direito exilado no “país sonolento” e um comerciante e proprietário e entre este e outros idos no Rio do Janeiro. as cartas são às centenas, agrupadas por fio do norte, que as une pelos furos e inscritas depois nas caixas de cartão à moda da Papelaria Emílio Braga. uma das pastas começa em 1940, há outras anteriores e posteriores. fala-se de tudo, desde a matança do porco aos negócios e à política, dos casamentos e dos funerais, das alianças e das teorias sobre os silêncios epistolares.“
Logotipo usado na correspondência de uma empresa.
Uma primeira e muito sumária observação a uma das pastas confirma o excepcional interesse da correspondência para vários tipos de investigações e estudos desde a economia comercial do Porto, até à vida quotidiana. São milhares de cartas, desde o final do século XIX até à década de 40 do século XX. Em breve, haverá mais notícias.
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A ARCADA
Armando Jorge de Almeida no seu gabinete.
Agradeço a Mário de Almeida a segunda série de caixas contendo documentos originais da Arcada, assim como elementos do espólio da organização, máquinas de escrever e mobiliário de escritório. Na sua origem encontra-se o espólio de seu pai, Armando Jorge de Almeida (1918-1992), e seu avô Júlio de Almeida (1890-1966), ambos jornalistas profissionais com longa carreira no Diário de Noticias e noutros jornais. (ver aqui.)
Fotografias de jornalistas que se encontravam na sede da Arcada: Mário Salgueiro, Vasco Sequeira e Celestino Pereira.
A Arcada é uma organização muito pouco conhecida, com actividade já vinda da I República e que se tornou uma ” espécie de Gabinete de Imprensa que funcionava no Ministério do Interior, coligindo a informação de todos os ministérios e enviando-a para os jornais, mediante uma avença” (Diana Andringa, “Jornalismo: uma profissão em mudança”, V Congresso Português de Sociologia, 2008). A Arcada terminou a sua actividade pouco depois do 25 de Abril de 1974.
Cópias de cartas de Armando Jorge de Almeida (?) a Valdemar e Manuel Magro anunciando o fim da Arcada (1976).
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GUERRAS
Agradeço a Luís Goldschmidt a oferta de um espólio com origem em seu tio Henrique Nunes. No espólio encontram-se revistas portuguesas e brasileiras, norte-americanas e inglesas, com destaque nestes últimos casos para a II Guerra Mundial, documentação do PSD, e da tentativa de, por volta de 1980, criar uma Rádio Televisão Independente
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MUSEU DO CAMPO
Agradeço a Fernando Peralta a sua oferta do livro do Museu do Campo, de que é responsável, após uma visita que fez ao ARQUIVO / BIBLIOTECA.
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O PERMANENTE FLUXO DE PAPEL E DE COISAS
Continuou a entrada de materiais oferecidos por Venerando Aspra de Matos.
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Continua a entrada de materiais oferecidos por Manuel Pegado que periodicamente os traz de avião da Madeira, – um esforço que não é pequeno e que muito agradeço, – compreendendo um vasto e importante arquivo de papéis da UDP, PC(R), organizações afins, e de outras organizações cobrindo a vida política e sindical da Madeira depois do 25 de Abril.
(Continua.)
EPHEMERA FORA DO EPHEMERA
No Observador com materiais do EPHEMERA.






































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