EM CONSTRUÇÃO / ACTUALIZADO
EDITORIAL: PAPEL OU DIGITAL? AMBOS
Muitas vezes é-me feita a pergunta se devem guardar ou enviar os materiais para o EPHEMERA em formato digital ou em papel. A resposta é sempre, em ambos os formatos, mas com ênfase no papel, ou no pano, ou no plástico, ou seja qual for o material físico em que se encontrem os espécimes. Por regra, embora com excepções, considero entrados no ARQUIVO apenas os materiais físicos, mesmo quando existem os registos em formato digital, acentuando o carácter patrimonial do ARQUIVO.
Seria possível ver a Troika nos corredores da Assembleia incomodada com os cartazes do 25 de Abril se eles estivessem apenas num ecrã do computador?
Seria possível ver os Reis de Espanha curiosos e divertidos com as imagens e as palavras de ordem se estivessem apenas em frente a um ecrã?
As razões são várias e tem muito a ver com o facto de, havendo um documento por exemplo em papel, de que existe ou uma fotocópia, ou uma digitalização, o documento é o que existe em papel. Por exemplo, um panfleto para umas eleições autárquicas pelo próprio facto de ter sido impresso tem um significado diferente do que o mesmo documento numa página do Facebook. Não é que não me seja útil e poupe imenso trabalho haver a digitalização ao mesmo tempo que se recebe o documento em papel, mas a prioridade continua a ser o que foi impresso, distribuído e lido fora do ecrã. Aliás são esses documentos físicos, panfletos ou T-shirts ou objectos, que depois permitem ser expostos com a “surpresa” que existe ao serem vistos na sua materialidade e dimensão. Tive essa experiência quando organizei a exposição do aniversário do 25 de Abril para a Assembleia da República, que ainda anda itinerante por várias autarquias, e que os materiais do EPHEMERA ajudaram ao impacto.
No fundo isto significa:
- prioridade aos espécimes físicos (panfletos, cartazes, pins, autocolantes, T-shirts, objectos, etc.) nas recolhas;
- a situação ideal é ter o objecto e a digitalização ou a fotografia;
- caso não exista, ou não se consiga, o espécime físico, a digitalização e a fotografia são muito úteis, ou para publicar, ou para identificar o que falta;
- em caso de dúvida recolhe-se tudo o que se puder;
- não deixem de mandar nada do que habitualamente mandam em caso de dúvida ou confusão.
NOTÍCIAS DO ESPAÇO DO EPHEMERA NA LER DEVAGAR
Esta semana estaremos lá a trabalhar, a receber os Amigos do Ephemera, e as entregas de material para o ARQUIVO.
HORÁRIO:
TERÇA-FEIRA, 21 DE JUNHO DE 2016, DAS 17 ÀS 19 HORAS.
QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016, DAS 17 ÀS 19 HORAS.
EPHEMERA NO PORTO
Por iniciativa de Helena Sofia Silva têm vindo a ser desenvolvidas uma série de iniciativas não só para criar um espaço EPHEMERA no Porto, como para organizar um núcleo de pessoas que acabe com a situação de haver uma espécie de “buraco negro” na cobertura das actividades que interessam ao ARQUIVO / BIBLIOTECA no Porto, e concentrar as recolhas de materiais. Os resultados excedem as expectativas não só porque se pôde encontrar um conjunto de pessoas com interesses comuns, como formas de colaboração muito interessantes para o futuro.
Nesse sentido, agradeço a disponibilidade de Mário Moura e Susana Gaudêncio curadores da exposição “Páginas Inquietas – Sobre Documentos Insubmissos” no Espaço Mira. Na apresentação da exposição define-se o seu objectivo:
Exposição de publicações associadas a movimentos de activismo, a revoluções, а sátira política e de costumes. Apresentam-se documentos inconformados, representativos de intenções utópicas, de éticas de existência marginal, e de resistência. Incluem-se, entre outras, publicações Situacionistas, dos Provo, dos Black Mask, foto-livros documentando a Revolução de Abril e o grafitti revolucionário, “The Last Whole Earth Catalogue”, o “Buraco”, a “Paródia”, etc.
Como se vê ,trata-se de uma exposição (que pode ser visitada até 25 de Junho), com interesse directo para o EPHEMERA. Discutimos formas de colaboração em comum (ver fotos do encontro aqui) e o Mário Moura e a Susana Gaudêncio visitarão em breve o ARQUIVO / BIBLIOTECA .
Livros de Mário Moura e Susana Gaudêncio oferecidos ao EPHEMERA.
Com eles virão a Manuela Monteiro e o João Lafuente, meus velhos amigos, responsáveis do Espaço Mira, a quem agradeço também não só o seu papel de anfitriões, como a disponibilidade para a utilização do Espaço Mira em iniciativas do EPHEMERA, algumas das quais em concreto já foram pensadas para Setembro. A excepcional qualidade do espaço torna-o excelente para iniciativas em comum, quer para debates e apresentações, quer para exposições dos materiais do ARQUIVO.
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Realizou-se, também no Porto, um encontro com os responsáveis pelo Programa Doutoral em Design (UP/ UA/ FCT) com instalações no PINC (Polo das Indústrias Criativas do UPTEC – Pólo de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto), com Clara Gonçalves (directora do UPTEC), Heitor Alvelos (do PhD), e um conjunto de investigadores e estudantes com projectos nesta área. Falamos das potencialidades dos materiais iconográficos (e não só) do ARQUIVO / BIBLIOTECA para os projectos de investigação e outras formas de colaboração em comum.
Para apoio a alguns desses projectos e para recolhas de material do Porto e do Norte está em estudo a possibilidade de um espaço para o EPHEMERA no PINC. A Helena Sofia, que irá realizar uma tese sobre os materiais da “crise” pós 2011, ofereceu-se para ter um papel na recolha sistemática dos materiais nos eventos na cidade. A primeira entrada já se verificou com a oferta de um “zangado” , feita por Susana Fernando e Manel Cruz.”(ver no Público)
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A todos agradeço a disponibilidade e o interesse, e as excelentes perspectivas de um trabalho em comum.
DESCUBRA AS DIFERENÇAS
Um observador mais atento descobre mais este caso de mutação dos cartazes, ou de censura, na VIGÍLIA PELAS VÍTIMAS DE ORLANDO (LISBOA, PRAÇA DA FIGUEIRA, 15 DE JUNHO DE 2016)
AGRADECIMENTOS E ENTRADAS
Entrou, por aquisição, mais um grupo de publicações alternativas e fanzines dos EUA, que se acrescenta à já vasta colecção destes materiais.
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Agradeço a Maria Tereza Marques Redondo Pinto Antunes a oferta de um conjunto de livros, revistas, recortes, documentos, fotografias, pins e papéis originais do seu acervo e da sua família. Algumas partes estão já separadas e organizadas, em particular a que diz respeito à propaganda aliada da II Guerra Mundial e outras já separadas conforme se trate de documentos pessoais e escolares, assim como algumas das muitas fotografias cobrindo festas populares nos anos 50 e 60. Existe também um núcleo sobre o Banco de Portugal e várias peças avulsas, inclusive alguns exemplares de publicidade antiga.
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Agradeço a todos os que tem permitido a cobertura completa de sucessivas manifestações e eventos em Portugal e em França: António Leal, Júlio Sequeira, Maria Faustino, Miguel Baltazar, Rita Maltez, para começar. Ainda estou a receber muita informação, por isso haverá mais nomes a acrescentar a esta lista.
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Mais de 10 quilos de panfletos, cartazes, autocolantes, pins, etc. entraram no ARQUIVO vindos de França, para além da grande reportagem fotográfica da manifestação de 14 de Junho em Paris contra a Lei do Trabalho. Na nota que se publicou faz-se um primeiro índice das entradas
Ver
FRANÇA – MANIFESTAÇÃO CONTRA A LEI DO TRABALHO (PARIS, 14 DE JUNHO DE 2016) – BANCAS
FRANÇA – MANIFESTAÇÃO CONTRA A LEI DO TRABALHO (PARIS, 14 DE JUNHO DE 2016) – 2ª SÉRIE
FRANÇA – MANIFESTAÇÃO CONTRA A LEI DO TRABALHO (PARIS, 14 DE JUNHO DE 2016) – 2ª SÉRIE
FRANÇA – MANIFESTAÇÃO CONTRA A LEI DO TRABALHO (PARIS, 14 DE JUNHO DE 2016)
RUAS E PAREDES DE FRANÇA CONTRA A LEI DO TRABALHO (JUNHO DE 2016)
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Agradeço a Jorge Henriques mais um envio de material para o EPHEMERA incluindo uma muito curiosa estatueta de madeira de Salazar.
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Cartazes do Socialist Party (do Reino Unido) contra Erdogan e a guerra contra os curdos.
Foi com grande gosto que vimos chegar o nosso amigo Miguel Baltazar ao espaço da LER DEVAGAR literalmente carregado com uma mala e dois grandes sacos cheios de preciosidades portuguesas e do Reino Unido. O grosso veio do Reino Unido, o que ainda valoriza mais o esforço do Miguel e a sua dedicação ao trabalho em comum que fazemos. Na mala e no saco vinha um número muito elevado de panfletos ingleses, cartazes de manifestações, alguns artesanais logo exemplares únicos. Tudo está agora a ser classificado e digitalizado para ser publicado.
Obrigado.
Cartaz artesanal (infantil?).
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Materiais das eleições autárquicas de 2013 em Torres Vedras.
Agradeço a Venerando de Matos a visita que nos fez no espaço da LER DEVAGAR, com mais uma série de papéis, panfletos, jornais, revistas, etc. para o EPHEMERA. Venerando sugeriu algumas iniciativas a desenvolver em Torres Vedras, incluindo a possibilidade de se fazer em Setembro um encontro-jantar com pessoas com acervos e espólios que podem ser doados ao ARQUIVO / BIBLIOTECA. Este é um modelo de encontro de que se está a estudar a possibilidade de fazer em várias localidades do país.
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Tem havido um incremento de ofertas anónimas de livros, periódicos e documentação, entregues directamente no ARQUIVO ou no espaço da LER DEVAGAR. Agradeço muito esta generosidade e dessas ofertas se fará também a devida nota, mas sem poder identificar oa amigos que as fazem.
EPHEMERA NO TWITTER
Os Amigos do EPHEMERA que são responsáveis pela conta do Twitter conseguiram nesta altura mais de 3000 seguidores, 3030 à data de hoje.
Parabéns.












































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