EPHEMERA – NOTÍCIAS DA SEMANA (DE 1 A 7 DE AGOSTO DE 2016)

EM CONSTRUÇÃO

Ver EPHEMERA – NOTÍCIAS DAS SEMANAS (JULHO DE 2016) – SUPLEMENTO DA BIBLIOTECA

EDITORIAL: DE VENTO EM POPA

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Fotos de Al Richardson tiradas no espaço  da LER DEVAGAR.

Como se vê por tudo o que aqui anunciamos, o ARQUIVO / BIBLIOTECA  vai de vento em popa e em boa velocidade. Em Setembro, vamos proceder a uma reorganização geral do trabalho, à institucionalização de uma associação para enquadrar o seu tratamento, a uma maior profissionalização dos critérios arquivísticos, e a uma análise e reformulação do suporte informático. Em conjunto com as crescentes actividades no Porto e em Lisboa, e o apoio externo a exposições e trabalhos de investigação, o ARQUIVO tem hoje mais actividade pública, que entendemos como não competitiva com outras instituições do mesmo género, quer do estado quer de fundações, mas que pensamos ser supletiva das enormes dificuldades de financiamento e pessoal dessas instituições.

Em Setembro vamos pensar nisto tudo. Não é parar para pensar, é pensar sem ter que parar. Estamos abertos a sugestões e à participação de todos os nossos amigos.

ACTUALIZAÇÕES VISÍVEIS E INVISÍVEIS

Acta de uma reunião da USL; lista manuscrita de membros do MES; documento interno do PCP(R) sobre finanças do partido.

Uma parte importante do trabalho no EPHEMERA online é invisível: são as contínuas actualizações de notas anteriormente publicadas. Nalguns casos, quando as actualizações são muito relevantes (como é o caso nestes dias da actualização das entradas cronológicas do MES e da CGTP, com relevo para CGTP – 1979), a nota é chamada para a “primeira página”. Mas muitas outras são feitas sem essas chamadas e podem ficar despercebidas.

As notas com documentos do MES estão ainda num processo que será longo de actualização, à medida que os fundos do MES, oriundos de três grandes arquivos de João Neves, Eduardo Graça e Isabel Godinho, vão sendo digitalizados. Para além dos documentos impressos públicos, há um número muito considerável de documentos internos e de notas manuscritas que estão a ser datados e colocados no contexto cronológico.

No caso dos documentos sindicais doados por Graciete Caldeira, está-se também a digitalizar as diferentes pastas correspondendo aos anos 74-85. Nelas encontra-se documentação de muito relevo sobre a CGTP e em particular a União dos Sindicatos de Lisboa, incluindo documentos internos e de organização.

Embora ainda com pequena presença nas publicações, está-se também a organizar e digitalizar o importante arquivo da UDP e do PCP(R)  que Manuel Pegado trouxe da Madeira, e que é igualmente muito rico em documentos internos e manuscritos.

COLECÇÃO EPHEMERA

Já com a capa do novo livro (o quinto), o de Fernando Pereira Marques sobre a LUAR, a sair em principio de Setembro.

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TRABALHOS  DE INVESTIGAÇÃO USANDO O MATERIAL DO EPHEMERA

(Em breve.)

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EPHEMERA FORA DO EPHEMERA

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Materiais do ARQUIVO / BIBLIOTECA foram usados nesta Exposição.

AGRADECIMENTOS E ENTRADAS

Copy 2 of CCF07042016_0002O Espólio do  coronel  Armando Hasse Ferreira, militar que participou na Revolta da Madeira conhecendo a prisão e a deportação,  foi sujeito a uma primeira organização realizada no espaço do EPHEMERA na Ler Devagar. Nela tiveram um papel relevante Adelino Gomes e Joaquim Matos, que procederam a uma organização preliminar de milhares de papéis pessoais, correspondência, artigos, desenhos e material avulso que foram cedidos pelo seu neto Filpe Hasse Ferreira, a quem agradeço de novo. Trata-se de um espólio de muito difícil arrumação, dado que Armando Hasse Ferreira era um escritor compulsivo, enchendo literalmente milhares de páginas de notas, observações, críticas, correspondência defendendo os seus pontos de vista e fazendo reparos e críticas, desenhos satíricos, poemas e textos de ficção, que guardava ou enviava às mais diversas pessoas e instituições. Esta primeira organização permite iniciar a exploração deste espólio, a começar pela parte respeitante à Revolta da Madeira de 1931 e à deportação subsequente  para a ilha de S. Nicolau em Cabo Verde.

Será feita uma nova entrada na categoria de ARQUIVOS  para ESPÓLIO HASSE FERREIRA  que permitirá procuras do conjunto do espólio.

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Ver ASSOCIAÇÃO DE VOLLEY-BALL DA RIBEIRA BRAVA – DEPORTADOS POLÍTICOS

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Agradecimentos a José Pereira Miguel, Graciete Caldeira, Vasco Ribeiro,  e outros (em breve.)

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Copy of IMG_3581Agradeço a Jorge Henriques mais um envio de material de diferente natureza, e que completa vários aspectos do ARQUIVO. Num dos últimos envios veio um camuflado do tempo da guerra colonial, que está neste momento a “vestir” um manequim na exposição sobre os naturais da Vila da Marmeleira que participaram na guerra. São vários os materiais do ARQUIVO usados na exposição, para que os amigos que contribuem para o nosso trabalho de memória, verem o uso para o  público daquilo que ajudam a salvar.

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cnFaço esta referência porque Jorge Henriques “reincidiu” com a oferta de um conjunto de cartas (que comprou numa feira de velharias) enviadas por soldados que se encontravam nas diferentes frentes da guerra à fadista Constança Nunes pedindo-lhe fotografias autografadas ou que fosse madrinha de guerra. As cartas são um documento precioso sobre a experiência de guerra na primeira pessoa, descrevendo a vida quotidiana nas colónias, a condição militar, os sentimentos contraditórios de saudade e de fervor patriótico. As cartas são muitas vezes acompanhadas por fotografias.

Alguns exemplos.

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Cartaz editado pela Lista D, candidata às eleições do Sindicato dos Bancários, em Março de 1977, com uma gravura de Vítor Lopes representando a manifestação dos bancários  em Julho de 1971.

Agradeço, mais uma vez, a Joaquim Matos, cuja enorme dedicação a este esforço comum é para nós um exemplo,  a oferta de mais um conjunto de cartazes, na sua maioria não existentes na colecção e alguns bastante raros.

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Agradeço mais uma vez a Márcia Lopes o empenho para obter alguns dos principais objectos do movimento de  contestação a Dilma, Lula e PT que aconteceu, por todo o Brasil, no primeiro trimestre deste ano. Os mais icónicos são os bonecos insufláveis Pixuleco e Bandilma.

OS OBJECTOS NO ARQUIVO

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Mjölnir, o Martelo de Thor, a arma do deus que aplanava montanhas e gerava os trovões. Na Edda islandesa o Martelo é descrito como nunca falhando o alvo e podendo ter diferentes formas e tamanhos à vontade de Thor.

O Martelo de Thor entrou no ARQUIVO no âmbito da COLECÇÃO DA DIREITA RADICAL visto que era um dos símbolos da mitologia nórdica usado por vários grupos nacional-socialistas ou nacionais-revolucionários de inspiração pagã. Nesta forma de jóia era usado como um amuleto.

HOSPITAL DOS LIVROS

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Continua, pouco a pouco, um programa de encadernações para os livros que se encontravam em mau estado. Após um período inicial de encadernações com as capas com cor aleatória, neste momento usa-se o castanho-avermelhado (“bordeaux“) para os livros de ficção e verde escuro para os de natureza estatística.

COISAS QUE INTERESSAM AO EPHEMERA

4 de agosto de 2016

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