DICIONÁRIO DA ESQUERDA RADICAL (1960-1974)

Pode parecer estranho, dado que publico muita coisa, mas tenho literalmente milhares de páginas por publicar. Um caso são as cerca de 5000 páginas já escritas de entradas para um DICIONÁRIO DA ESQUERDA RADICAL (1960-1974) que deveriam ser a minha tese de doutoramento que, apesar de todos os esforços do Fernando Rosas, nunca foi terminada. Porém ficaram muitas entradas prontas, outras quase prontas e outras apenas em esboço. Como acontece com outros tipos de trabalho, como é o caso da história do movimento operário, do PCP e da biografia de Álvaro Cunhal, nunca parei de as trabalhar, actualizar, anotar a bibliografia que vai surgindo e manter o sistema de bases de dados que me permite não perder informação.

Desse trabalho resultaram já dois livros, As Armas de Papel, com as entradas da imprensa, e o Um Divide-se em Dois, com apenas as entradas sobre o início do conflito sino-soviético e vários textos dispersos na imprensa e no blogue Estudos Sobre o Comunismo, meio abandonado com muita pena minha, mas com muita informação publicada. Não excluo a hipótese de vir a publicar em livro mais entradas, particularmente as histórias de organizações, com entradas mais extensas e que dão uma monografia. Vamos ver.

Digo isto, porque me pareceu um desperdício não publicar  algumas dessas entradas quando tenham interesse para enquadrar material do ARQUIVO / BIBLIOTECA. Acresce que a existência dessas entradas, – no caso das biografias muitas vezes associadas a  necrologias, – funciona como um apelo não só à recolha de novos dados, como ao salvamento de papéis individuais ou de organizações.

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