Posted by: JPP | 22/04/2017

EPHEMERA – NOTÍCIAS DA SEMANA (DE 17 A 23 DE ABRIL DE 2017)

EM CONSTRUÇÃO / A ACTUALIZAÇÃO SERÁ PERMANENTE ATÉ DOMINGO / O BLOGUE HABITUAL CONTINUA A CRESCER EM BAIXO.

A SEMANA MARAVILHA

Esta foi uma semana-maravilha para o ARQUIVO / BIBLIOTECA EPHEMERA.  Foi constituída a ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA © , estrearam-se a público os filmes em 360º de Rafael Antunes sobre quatro salas do ARQUIVO, com o apoio da Samsung, com óculos de realidade virtual;  realizaram-se várias sessões com centenas de pessoas em que se falou do EPHEMERA (Lisboa, Santarém, Alhos Vedros, Torres Vedras); fez-se uma jornada com enorme sucesso em Torres Vedras de apresentação da Colecção Ephemera, cuja transmissão parcial em directo no site do Expresso teve dezenas de milhares de visualizações (ontem, por volta da meia noite tinha ultrapassado as 130 mil);  fomos visitados por amigos irlandeses que vieram ao ARQUIVO e trouxeram material de grande valor e muito mais.

(Em breve mais detalhes.)

ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA ©

Foi constituída uma associação cultural sem fins lucrativos chamada  ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA © com o objectivo de criar uma base institucional ao trabalho do EPHEMERA.  O acesso a espaços, o apoio privado e público, a realizaçõa de protocolos com instituições privadas e públicas como é o caso das universidades, o acesso ao crowdfunding e ao mecenato, são necessidades tendo em conta o crescimento exponencial do nosso trabalho e o valor dos fundos doados ou adquiridos. Continuaremos a depender essencialmente do trabalho voluntário e dos nossos próprios recursos, o arquivo e a biblioteca continuarão a ser privados até que haja uma outra solução institucional, mas a intenção é  ser cada vez mais o “mais público dos arquivos privados”.

É um passo em relação à solução desejada que seria a criação de uma fundação, para que seria doado o património do ARQUIVO / BIBLIOTECA , mas a actual lei torna insuportáveis os custos e obriga a despesas correntes insensatas. Acabaria a gastar-se mais a apenas existir do que a desenvolver as actividades para que o nossso trabalho está vocacionado. Acresce que um dos pilares do que fazemos, e que nos permite ter um output maior do que muitas instituições bem financiadas, é o papel dos voluntários que está no cerne da concepção que temos dos “cidadãos arquivistas”, que não são arquivistas mas fazem tarefas que servem a preservação da memória colectiva.

Temos vindo a fazer pressões para que haja alterações legislativas no sentido de, ao modelo anglo-saxónico da charity, se crie  um estatuto intermédio  entre a flexibilidade das associações culturais sem fins lucrativos e as  exigências das grandes fundações, e que seja amigável a pequenas e médias fundações. Aliás, a situação actual é que a lei serve bem as grandes fundações e não impede os abusos previamente existentes, nn maioria dos casos do próprio estado com o objectivo de desorçamentação. O Presidente da República e o Governo  já mostraram sensibilidade para uma solução diferente do actual modelo, que tem aliás sido um obstáculo à criação de novas fundações, e que facilite, insisto, uma actividade a favor do bem público e uma forma de filantropia.  Mas há muita inércia, em grande parte porque a situação actual é favorável às grandes fundações e as outras, que existiam previamente à lei e que hoje não teriam condições para serem criadas, continuam a actuar nos interstícios legislativos.

Devido a contratempos de agenda, o processo de fundação da ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA © teve que ser acelerado, pelo que muitos amigos que desejavam participar na sua criação, não puderam estar presentes na escritura. Terão, nos estatutos, um papel especial que valorize a sua dedicação e o apreço do seu trabalho e dos materiais que ofereceram. Em breve, abrir-se-á a inscrição de novos associados que pretendam fazer parte deste projecto.

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VISITA AO ARQUIVO / BIBLIOTECA DE AMIGOS IRLANDESES

… que se deslocaram propositadamente a Portugal com esse fim. Conor Kenny [Kennys Bookshop & Art Galleries] e Alan Kinsella [Irish Political Ephemera] estiveram connosco em Lisboa, na Vila da Marmeleira e em Torres Vedras,  o que lhes permitiu terem uma noção mais precisa do conjunto de trabalho que fazemos (na foto, Conor Kenny, Alan Kinsella e Júlio Sequeira). Na sequência de um envio de Conor Kenny de cerca de 700 brochuras e panfletos ingleses e irlandeses, Conor e Alan trouxeram, para oferecerem ao EPHEMERA, um número significativo de cartazes, livros e documentos, incluindo uma pasta  de panfletos relativos à solidariedade e iniciativas políticas sobre a “revolução portuguesa” de 1974-5.

Conor e Alan encontraram vários amigos portugueses do EPHEMERA  e as conversas que tivemos sobre os nossos interesses comuns são um forte incentivo ao  trabalho e à colaboração mútua.

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PLACA DE HOMENAGEM AOS ESTUDANTES PERSEGUIDOS PELA DITADURA NA UNIVERSIDADE DO PORTO

Estão finalmente escolhidos o texto final, o local e a data para a colocação da placa homenageando os estudantes da Universiade do Porto perseguidos pela Ditadura. A data será no dia 30 de Junho de 2017, correspondendo à última reunião do actual  Conselho Geral, que tomou por unanimidade esta iniciativa. Faço aqui referência a este facto, porque a colocação desta placa foi um efeito da realização da Exposição sobre o Movimento Estudantil do Porto (1968-1974)  organizada pelo EPHEMERA, em conjugação com o FuturePlaces -Media Lab for Citizenship.

É este o texto da placa:

A Universidade do Porto, por iniciativa do seu Conselho Geral, presta homenagem aos estudantes que durante a Ditadura do Estado Novo foram suspensos, expulsos, presos e perseguidos, em virtude da sua participação cívica e política na reclamação da Democracia e da Liberdade.

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AGRADECIMENTOS E ENTRADAS

Agradeço a Carlos Duarte o envio de um conjunto de fotografias que tirou nos anos de 1974-5 e seguintes, cobrindo o “ar” da época, manifestações, concertos de música de intervenção, comícios, etc.

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Agradeço à  Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, Viana (e à diligência da Isabel Campos e dos nossos amigos vianenses), a doação de uma caixa recheada de folhetos encontrados nos livros que lhe foram  oferecidos ao longo dos anos – muitas pagelas, propaganda antiaborto, folhetos, postais, recortes de jornais, um calendário do CDS, 1977, a “Declaração de Princípios do Partido Socialista”,  etc.

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Autocolantes colados nas paredes de Aveiro.

Agradeço mais uma vez a Jorge Henriques um novo envio de material que inclui autocolantes, fotografias, panfletos, revistas, periódicos, brochuras e livros.

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Quadro com fotografias de notáveis de Torres Vedras existente no estúdio da Foto Ezequiel.

Agradeço a Ezequiel Santos, um histórico fotografo de Torres Vedras, a oportunidade de visitar o seu estúdio e a notável colecção de fotografias que tem, não apenas de Torres Vedras, mas também muitas com interesse nacional. Falamos sobre as possibilidades de colaboração mútua.

Libertação dos presos de Peniche.

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(Mais em breve)

NÃO É DESLEIXO, É PURA FALTA DE TEMPO…

bibjppaldef6134b_brb… que faz com que haja atraso nas respostas, nalguns casos de meses, para tudo: ofertas, doações, convites, pedidos de visitas, etc, etc. Apesar de toda a actividade que desenvolvemos, e apesar dos esforços de muitos dos nossos voluntários mais dedicados, não existe nada de parecido com um “secretariado”. Por isso basta uma viagem, uma falta de transporte, uma conferência ou palestra a mais numa semana, uma falta de electricidade, uma avaria na Rede, para haver a jusante um qualquer atraso.  Este é um trabalho de amadores, no sentido preciso do termo, e o tempo é a única coisa que a dedicação não resolve. Desculpem por isso, os atrasos – não é desleixo é falta de tempo.

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VALE A PENA “VER” O ARQUIVO / BIBLIOTECA DE FORMA DIFERENTE NO

EPHEMERA – SITE

Complementar ao blogue, com uma apresentação mais detalhada dos fundos do ARQUIVO, estas páginas permitem ver a colecção  de modo diferente, agregando por tipo as existências. Centenas de novas entradas são feitas por semana. Estão em construção novas páginas e outras são acrescentadas todos os dias.

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Outra excelente introdução ao trabalho que fazemos é a reportagem de Joana Reis, do Pedro Baptista que a filmou, junto com João Paulo Delgado, João Franco, João Pedro Matoso, e o João Pedro Ferreira que a editou na

17-de-dezembro-de-2016

Aqui (filme da TVI em versão integral),

Site  com material que não foi usado no filme.

EPHEMERA – BLOGUE / EPHEMERA – FACEBOOK / EPHEMERA – TWITTER

(Mais notícias em breve.)

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FILMES EM 360º DO ARQUIVO / BIBLIOTECA

Já estão no site do Expresso e no Facebook (1, 2, 3, 4),  uma série de quatro filmes feitos em diferentes salas do ARQUIVO em 360º, por Rafael Antunes e a sua equipa. O número de visualizações no seu conjunto já ultrapassou as várias dezenas de milhar. Podem ser vistos com estes óculos, ou manipulando uma tablete ou telefone inteligente, permitindo “passear” pelos diferentes espaços. Trata-se apenas de uma parte pequena do conjunto, mas signifiicativa.

No dia 21 de Abril, em Torres Vedras, numa sessão de apresentação da Colecção Ephemera, deu-se, pela primeira vez em Portugal, a possibilidade dos visitantes  fazerem uma visita virtual em 360º através dos quatro vídeos VR/360º produzidos pelo Jornal Expresso. Numa parceria entre a EPHEMERA,  e a Samsung, que disponibilizou a tecnologia, os visitantes da exposição poderão ter esta experiência imersiva através dos óculos Gear VR 360º. (Fotografia de estudantes duma turma do ensino secundário a usar os óculos.)

Como escrevi numa pequena introdução no Expresso;

É um trabalho pioneiro em Portugal, e dá a imagem “borgeana” da biblioteca universal, ou daquilo que eram no passado os “gabinetes de curiosidades”, que coloca visualmente este arquivo e biblioteca numa linha de combate contra a usura do tempo, que é a da Memória. O lema do Arquivo e dos “cidadãos arquivistas” que o mantêm é que a preservação da Memória do Passado, é uma arma para a Democracia do Presente.”

O DETECTIVE DOS ARQUIVOS

Trata-se de um objecto decorativo em gesso, que pode estar (ou ter sido) partido na parte superior, combinando a esfera armilar com o que parece um fascio. Alguém sabe mais alguma coisas sobre este ou outros objectos do mesmo tipo?

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Um pedido vindo dos EUA:

My great grandfather , Joaquim da Costa was born Marmeleira. He must have been born into a military family just by knowing the characteristics of his personality . I also have reason to believe that he was born into a Sephardic Jewish family . I would like to know more about this branch of the da Costa family . There must be information archived in the Torre do Tombo . I would be very interested and extremely grateful if I could find out more about this family .
My great grandfather married my great grandmother by proxy . She lived in the North of Portugal , Guarda , and belonged to the Mendes Cabral family on maternal side . The Mendes Cabral women married men with surnames Nunes ( 3rd great grandfather ) and Almeida ( 2nd great grandfather ).
But mostly I would like to know of the da Costa family possibly from Marmeleira , birthplace of my great grandfather .

Christina (Christina Harlan – Email: Oxiboa@gmail.com )

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APELOS

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debates35

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EPHEMERA EM LISBOA

TRABALHOS NA  26 de março de 2016

3 FOTOGRAFIAS DE ANTÓNIO CAMPOS LEAL TIRADAS NO ARQUIVO / BIBLIOTECA NA EXPOSIÇÃO “IMAGENS PERIFÉRICAS”

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Ver aqui.

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TRABALHOS EM TORRES VEDRAS

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TRABALHOS EM VIANA DO CASTELO

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NOVO LIVRO DA COLECÇÃO EPHEMERA

Exemplos de páginas do livro.

Saiu o 6º volume da Colecção Ephemera, o  catálogo dos autocolantes de organizações da Frente de Unidade  Revolucionária (FUR), incluindo a FSP, a LCI, a LUAR, o MES e o PRP-BR. Na sequência do volume sobre os autocolantes do PPD (1974-6) , esta é a segunda tentativa de fazer um catálogo de autocolantes ao modelo dos catálogos de selos, numerando e datando os diferentes espécimes, fornecendo os dados possíveis sobre autoria, tiragens, tipografias, etc. É uma tarefa de enorme dificuldade, pela desaparição dos dados, pela  dispersão das colecções, assim como pela ausência de qualquer corpus fiável que permita  constituir uma base de partida.

COLECÇÃO EPHEMERA

“This is it,” Jeff Roth said as he flung open the door.

Three levels below ground, in a nondescript building beside The New York Times’s headquarters — and hardly a stone’s throw from Times Square, one of the most frenetic intersections on the planet — lies an unexpected and strangely quiet repository.

Quiet, that is, aside from the periodic rumble of the No. 7 subway line.

Mr. Roth is the caretaker of The Times’s “morgue,” a vast and eclectic archive that houses the paper’s historical news clippings and photographic prints, along with its large book and periodicals library, microfilm records and other archival material — federal directories, magazine collections and a variety of indexes.

Almost everything is stored in ageless steel filing cabinets — several thousand drawers’ worth — and in sturdy cardboard bankers boxes. An assortment of bookshelves lines some of the walls.

“They don’t make filing cabinets like this anymore,” Mr. Roth said, tapping one as he passed it. “Heck, they don’t even make steel like this anymore.”

The truth is, they don’t make archives like this anymore, either.

The numbers alone are staggering: Five million to seven million photographic prints are stored here, along with tens of millions of clippings. (The Times’s collection of about 10 million photographic negatives is housed elsewhere, some in the newsroom and some in a separate underground library.)

And if the scale of the archives is dizzying, so, too, is its seemingly ad hoc arrangement.

But there is a method to the madness — “as long as you know the alphabet,” Mr. Roth said. “And can count.”

The main organizing principle? Two separate card catalogs, one for the clippings, and one for the picture library.

“You have to understand,” he said, explaining the separate catalogs: “Historically, the morgue and picture library were two very different animals.”

Mr. Roth discusses a packet of clippings, dating to 1929, related to New York’s Second Avenue subway. CreditStephen Hiltner/The New York Times

Mr. Roth, who began working at The Times in 1993, was once part of a much larger team of filers. “There were 20 guys down here when I started,” he said. “Now I’m the last one.”

His job consists of a range of tasks: chasing down clippings and picture folders for researchers and reporters — including photo editors and obituary writers — who are hunting down historical information; scanning relevant pictures; keeping an eye out for archival material that may aid or interest his colleagues; and cataloging and organizing the collections.

He also spends his time trying to refile everything he’s pulled — although, he said, “I’m about 10 years behind in my refiling.”


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