DETECTIVE DOS ARQUIVOS – QUEM FOI ISIDRO MARTINEZ POZAL?

RESPONDIDO

Agradeço a Madalena Romão Mira a sua resposta e o trabalho de investigação que realizou.

PROBLEMA INIICIAL

Desta vez foi mesmo do lixo, limpo, antes de ser recolhido. Uma amiga do EPHEMERA, que mora na zona de Oeiras, reparou que tinha sido deixada para recolha do lixo uma pilha grande de  livros e um embrulho com uma pasta antiga atado por um fio. A biblioteca era uma antiga biblioteca colonial, principalmente com livros sobre Angola, e está ainda por ver de forma mais atenta. O embrulho suscitou mais atenção e consiste em milhares de páginas dactilografadas em castelhano, com pelo menos duas cópias, do que parece ser um guião para um filme, com anotações a lápis e numeração das cenas. Apesar de numa primeira procura no Google nada ter aparecido nem quanto ao nome do autor , – Isidro Martinez Pozal, – nem quanto ao “filme histórico” Filipe II , a dimensão do trabalho e o aparente grau de desenvolvimento do guião, aponta para que existam mais dados. Será que algum dos nossos amigos nos pode dizer alguma coisa?

 

*

 

Alferes da Marinha espanhola, é mencionado no Heraldo de Madrid (ano XLIV, n. 15.030, 5 de abril de 1934, p. 9), na Gazeta de Madrid (1934) e no Diário Oficial del Ministerio de Marina (ano XXIX, n. 96, 25 de abril de 1934), quando anunciam o recebimento de uma pensão de 6 mil pesetas (com retroativos a 1931), ‘por sacríficos ao serviço do ideal republicano que triunfou a 14 de abril de 1931’.

A revista Cinéfilo, suplemento de O Século,  (V. 2, n. 46-71) menciona-o, referindo que “Isidro Martínez Pozal, espanhol de Valladolid, há longos anos residente entre nós, desde criança que lidou com artistas. Seu pai foi, naquela cidade, primeiro director de maquinistas, no importante teatro Calderon de la Barca… ). O texto continua, informando que o autor “planifica um grandioso argumento histórico, que abrange muitos dos mais curiosos aspectos europeus do seculo XVI”, e segue mas, não lhe tive acesso.
Será o“filme histórico” Filipe II o ‘grandioso argumento histórico’ ?

Na Fundación Pablo Iglesias, nos arquivos pessoais, seção Julián Besteiro Fernandéz, sub-secção  Correspondencia Oficial como Presidente de las Cortes Españolas, 1931-1933, sub-série ISIDRO MARTINEZ POZAL, há conteúdo que indica” Correspondencia de Isidro Martínez (Lisboa-Portugal) con Julián Besteiro.

O nome do autor remete-nos ainda para o do fotografo que trabalhou em Lisboa, Fernando Martinez Pozal. Seriam irmãos? Pai e filho é difícil pois o fotógrafo assina no Domingo Ilustrado, entre 1927 e 1929. Os arquivos da CML tem fotografias dele datadas de, até,1954.

(Madalena Romão Mira)

1 Comment

  1. Boa tarde,

    Esperando não estar a repetir informação já remetida, envio alguns dados sobre esta pessoa.
    Alferes da Marinha espanhola, é mencionado no Heraldo de Madrid (ano XLIV, n. 15.030, 5 de abril de 1934, p. 9), na Gazeta de Madrid (1934) e no Diário Oficial del Ministerio de Marina (ano XXIX, n. 96, 25 de abril de 1934), quando anunciam o recebimento de uma pensão de 6 mil pesetas (com retroativos a 1931), ‘por sacríficos ao serviço do ideal republicano que triunfou a 14 de abril de 1931’.

    A revista Cinéfilo, suplemento de O Século, (V. 2, n. 46-71) menciona-o, referindo que “Isidro Martínez Pozal, espanhol de Valladolid, há longos anos residente entre nós, desde criança que lidou com artistas. Seu pai foi, naquela cidade, primeiro director de maquinistas, no importante teatro Calderon de la Barca… ). O texto continua, informando que o autor “planifica um grandioso argumento histórico, que abrange muitos dos mais curiosos aspectos europeus do seculo XVI”, e segue mas, não lhe tive acesso.
    Será o“filme histórico” Filipe II o ‘grandioso argumento histórico’ ?

    Na Fundación Pablo Iglesias, nos arquivos pessoais, seção Julián Besteiro Fernandéz, sub-secção Correspondencia Oficial como Presidente de las Cortes Españolas, 1931-1933, sub-série ISIDRO MARTINEZ POZAL, há conteúdo que indica” Correspondencia de Isidro Martínez (Lisboa-Portugal) con Julián Besteiro.

    O nome do autor remete-nos ainda para o do fotografo que trabalhou em Lisboa, Fernando Martinez Pozal. Seriam irmãos? Pai e filho é difícil pois o fotógrafo assina no Domingo Ilustrado, entre 1927 e 1929. Os arquivos da CML tem fotografias dele datadas de, até,1954.
    Muito cordialmente, espero que esta contribuição seja útil
    Madalena Romão Mira

Deixar uma resposta