COMUNICAÇÃO DE RUI FEIJÓ APRESENTADA EM DILI / TIMOR LESTE COM BASE EM DOCUMENTOS DO ARQUIVO EPHEMERA (JUNHO DE 2019)

 

 UNDERSTANDING TIMOR-LESTE:
2019 TLSA RESEARCH CONFERENCE
Buka Hatene Timor-Leste: Konferensia 2019 TLSA Nian
Compreender Timor-Leste: Conferência da TLSA 2019
Mengerti Timor-Leste: Konferensi TLSA 2019
ABSTRACTS
7th Timor-Leste Studies Association (TLSA) Conference
Liceu Campus, Universidade Nacional Timor-Lorosa’e (UNTL)
Avenida Cidade de Lisboa, Dili, Timor-Leste
27 – 28 June 2019
Co-hosted by Universidade Nacional Timor-Lorosa’e (UNTL),
Swinburne University of Technology, and Centro Nacional Chega!

 

Rui Feijó, Nos Alvores da Auto-Determinação: A Prisão e Cativeiro dos 23 Oficiais  Portugueses pela UDT e Indonésia (1975-1976)
Universidade de Coimbra, Portugal

O golpe de 10 de Agosto de 1975, levado a cabo pela UDT em Díli, iniciou uma nova e decisiva fase no processo de autodeterminação do “Timor Português”. A breve e sangrenta guerra civil que se lhe seguiu acabou por criar as condições para que a FRETILIN proclamasse unilateralmente a independência, e que a Indonésia tivesse desencadeado a operação de invasão militar que conduziria a 24 anos de dominação estrangeira. Antes, porém, da invasão indonésia, as partes em confronto aprisionaram militares portugueses. Se a FRETILIN veio a libertar todos os portugueses que em determinado momento havia aprisionado, com uma excepção – a do Tenente-coronel Rui Alberto Maggiolo Gouveia, que viria a morrer em cativeiro em Dezembro de 1975 – a UDT não procedeu do mesmo modo. Assim, este partido aprisionou 23 militares portugueses em Setembro de 1975, mantendo-os numa primeira fase perto da fronteira com a Indonésia, e depois, a partir de Outubro, em território indonésio, sob custódia dos militares desse país. Este cativeiro durou até Julho de 1976, e teve como objectivo condicionar as atitudes portuguesas em relação à questão timorense – primeiro tentando forçar a sua intervenção, depois com o intuito de forçar um “convite” português à intervenção estrangeira, e finalmente, para pressionar Portugal a reconhecer a anexação indonésia. A presente proposta de comunicação visa desenvolver o que já tive ocasião de publicar recentemente, aproveitando o conhecimento que deriva de um novo acervo documental referente a este caso, que se encontra depositado no espólio da associação Ephemera.

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