UM PRÉMIO DA APIGRAF QUE TAMBÉM FOI PARA O EPHEMERA

Do Papel

Apigraf – Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel voltou a distinguir as empresas que apresentaram melhores desempenhos empresariais no ano de 2019, num evento que decorreu no Marriott Hotel. José Pacheco Pereira foi a personalidade escolhida para receber o APIGRAF Prémio Prestígio.

(…)

Este ano, o APIGRAF Prémio Prestígio foi atribuído a José Pacheco Pereira, pelo seu contributo para a preservação do papel através não só de publicações como pelo trabalho da associação que representa – a “Ephemera”. 

José Pacheco Pereira começa por referir que esta distinção não é um prémio para ele, mas para todos aqueles colaboram com a associação Ephemera. A associação atua na área da preservação e na coletânea de todos os tipos de documentos. Não há nenhuma utilização do papel, conhecida, que não esteja presente no nosso arquivo”. 

O professor e investigador da história contemporânea portuguesa aproveitou o evento para falar da campanha que a Ephemera vai levar a cabo, sobre a cultura do papel, e de tudo o que a rodeia, quer seja material ou intelectual.

José Pacheco Pereira acrescenta que “essa campanha não é competitiva nem contraditória com a utilização de outros suportes de leitura, não achamos que se deve dizer que temos saudades dos cheiros dos livros (…), a campanha destina-se a dizer “É que não é a mesma coisa”, ou seja, o papel exerce funções que não são substituídas por nada e, por isso, há coisas que se fazem bem no mundo da leitura em ecrãs e há coisas que só se fazem bem no mundo da leitura em papel, quer nos jornais quer nos livros”.  

Seja o primeiro a comentar

Leave a Reply