EPHEMERA DIÁRIO (8 DE ABRIL DE 2020): OS PREGOS QUE DÃO SORTE

O ARQUIVO EPHEMERA dá uma particular atenção ao mundo do trabalho. As sua ligações ao Barreiro, com uma importante história ferroviária, traduzem-se por uma colecção de objectos relacionados com o trabalho fabril e com a ferrovia..

As sulipas de madeira, que sustentavam os carris dos caminho de ferro, eram marcadas por os chamados pregos de sulipa. Estes pregos diziam-nos assim o ano de aplicação da sulipa, ou da sua última inspeção. Eram  ferroviários especialistas que tinham esta função, sendo que no passado esta sabedoria laboral era muitas vezes passada de país para filhos. Podem ainda hoje ser encontrados pregos por todo o mundo onde ainda existam vias férreas. Uma curiosidade destes pregos é que estes na sua cabeça têm o ano, para que os ferroviários pudessem ver quanto tempo tinham as sulipas, e assim ser mais fácil a sua manutenção. A partir da última década do século XX, e com a modernização dos caminhos de ferro, as sulipas de madeira foram sendo descontinuadas e substituídas por outro tipo de sustentação dos carris.

Existe um mito entre os ferroviários de que dava sorte guardar um prego com a data de nascimento da pessoa.

(Nuno Teixeira)

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