Os amigos que trabalham no ARQUIVO EPHEMERA têm acesso a coisas muito estranhas. Entre os espólios que entram há alguns de antigas farmácias e um dos aspectos que foi para nós surpresa (por ignorância claro) foi a prática que as farmácias tinham de produzir medicamentos próprios, elixires, licores medicinais, mezinhas de todo o tipo e propagandeá-las com grande agressividade contra a competição. Percebe-se que havia pouco ou nenhum controlo sobre esses produtos. Mas este reclame do século XIX tinha várias curiosidades uma das quais era esta inscrição em letras muito pequenas:

Depis olhando-se com atenção para a imagem, onde um audaz guerreiro combate vários dragões maléficos, cada um com uma maleita inscrita no dorso, lá está o homem com um bacalhau às costas no escudo, qual escudo de Aquiles. Mas o que é que tinha a “Emulsão de Scott”, distinto químico de Nova Iorque, a ver com o “homem do bacalhau”. Tinha e muito, a “Emulsão de Scott” era esse tenebroso líquido, que os mais velhos ainda lembram, óleo de fígado de bacalhau. O sucesso de Scott e Browne foi ter feito um composto com o dito óleo que cheirava melhor e sabia melhor. Pelo menos era o que dizia a publicidade da época. Se era verdade, era uma revolução agradecida por milhões de crianças e adultos obrigados a beber o fígado do bacalhau.

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