NÚCLEO EPHEMERA SPORT: A Marcha do Vitória

“O Núcleo Ephemera Sport, como já dissemos em outras ocasiões, não se limita a tratar e guardar somente livros, periódicos e papelada, mas objectos e relíquias que nos ajudam a preservar as memórias do desporto.

Neste caso falamos de uma deliciosa pérola: um disco em vinil com a gravação da Marcha do Vitória de Setúbal executada por um trio musical chamado “Terno d´Ouros”.

O Terno d´Ouros era um conjunto de Pinhal Novo nascido na primeira metade dos anos 60 e composto por três elementos : Álvaro Amaro (acordéon e voz), Feliciano Silva (tambor e voz), Amílcar Caetano (voz). Os três amigos, um sapateiro, um bombeiro e um carteiro estrearam (ainda sem nome) no palco  do Clube Desportivo Pinhalnovense, o clube da terra, num concerto ainda preparado em maneira amadora (não tinham tambor e improvisaram a percussão com um balde de plástico)

Aos poucos, o conjunto começou a ser conhecido com concertos em  grandes palcos de hotéis de Lisboa e no Coliseu dos Recreios e começou a gravar discos. Assim também chegou o convite, em 1966, para gravar a Marcha do Vitória de Setúbal (com letra e música de Feliciano Silva). A Marcha era inspirada na final da Taça de Portugal daquele ano que o Vitória jogou contra o Sporting de Braga, final de má memória para a equipa dado que a equipa sadina foi derrotada por 1-0.

A música é uma alegre canção que nas letras engrandece o nome de um clube “pequenino que ficou bem na memória” e que realmente espalha claramente a mística, a simplicidade, o bairrismo deste histórico clube português fundado em novembro de 1910. O sucesso foi imediato e ainda hoje se ouve a Marcha no início de cada jogo em casa, no Estádio do Bonfim.

O disco contém mais 3 músicas (no lado 1: Balada de Sesimbra e Romaria da Madeira; no lado 2: o Dr. Gouveia),  com um acordéon em primeiro plano, convidativo a bailaricos e danças populares.”

A música pode ser ouvida aqui.

Texto de Eupremio Scarpa.

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