COISAS QUE INTERESSAM AO EPHEMERA: O ESPÓLIO DO COMÉRCIO DO FUNCHAL

Só recordar que em 2018, por ocasião de um Encontro Comemorativo dos 50 anos desta aventura, o José Pacheco Pereira perguntava-nos pelo espólio do jornal. Não existia. Nunca existiu. Porque o CF, repito, era o Vicente com o Vicente mais o Vicente. Não havia arquivos nem sequer uma sala de redação. Apenas um quartito onde nos reuníamos pontualmente Os originais iam diretamente para a tipografia, eram compostos, revistos e … ninguém os guardava. O Vicente era o Homem-Jornal. Não lhe restava tempo (nem paciência) para consultar, catalogar, arquivar o que quer que fosse. Estava tudo na sua cabeça. Era impressionante vê-lo à procura das gravuras. Dirigia-se a um monte de chapas enfiadas num caixote a um canto da tipografia e mais ou menos pela altura, retirava o que lhe interessava. Acertava sempre.”

Ricardo França Jardim, “Vicente”, Público, 8 de Novembro de 2020.

 

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