EPHEMERA DIÁRIO (2ª SÉRIE) – O CANDIDATO LINDO (8 DE FEVEREIRO DE 2021)

Em democracia aparecem candidatos que são de imediato chamados de “palhaços” como Beppe Grillo, actrizes porno como Cicciolina, ou actores cómicos como Coluche. É bastante mais comum do que se pensa, e os resultados ou o impacto na opinião pública são maiores do que à primeira vista se esperaria numa actividade muito pomposa e cheia de pseudo-gravitas. Mas, talvez o caso de maior sucesso (para além de Grillo que contribuiu para abalar o sistema político italiano), foi o de Francisco Everardo de Oliveira e Silva, mais conhecido como Tiririca, que em 2010 concorreu para deputado federal e foi, nessas eleições, o deputado mais votado do Brasil. Foi depois várias vezes reeleito. Como era suposto que, para se candidatar, não fosse analfabeto, havia dúvidas se fora ele ou a sua mulher que preencheu os documentos e parece que esta pôs a mão sobre a dele… Teve, por isso, que fazer um teste de leitura e um ditado, que falhou. Mas, depois de uma polémica sobre se o analfabetismo era funcional ou absoluto, passou. A sua carreira parlamentar foi errática e preguiçosa, mas nessa matéria esteve sempre bem acompanhado.

No ARQUIVO EPHEMERA  há varios produtos da sua candidatura incluíndo esta placa de metal com o célebre slogan do “candidato lindo”.

Seja o primeiro a comentar

Leave a Reply