NÚCLEO EPHEMERA SPORT: CF “OS BELENENSES”, AS BODAS DE DIAMANTES 1919-1994 (FACTOS, NOMES E NÚMEROS) de ACÁCIO ROSA

“Mais uma preciosidade na Biblioteca do Núcleo Ephemera Sport: trata-se de um livro de Acácio Rosa, “Bodas de Diamante 1919-1994, factos nomes e números” sobre o Clube de Futebol “Os Belenenses”.

Acácio Rosa é uma referência incontornável da história do Belenenses e do desporto português. Foi certamente o maior impulsionador do ecletismo no clube, tendo sido entre outras, introdutor de modalidades como o Andebol (1931) e o Voleibol (1938), para além de ao longo dos anos ter sido também seccionista de Hóquei em Campo, Râguebi, Ténis de Mesa, Natação e Atletismo (masculino e feminino). Um dos mais marcantes dirigentes do clube, passando por várias funções até chegar à presidência da direcção no ano de 1949.

O seu amor ao clube era tal que embarcou na árdua tarefa de sistematizar a história desportiva do Belenenses, desde a fundação até às Bodas de Diamante em 1994. Publicando 4 livros, que totalizam mais de 2.000 páginas, onde sumariza 75 anos de história do clube.

“Bodas de Diamante 1919-1994, factos nomes e números” é o último livro sobre a história do Belenenses que Acácio Rosa nos deixou; uma actualização de anteriores volumes, um até 1960 e o seguinte até 1984. É um pequeno compêndio que reflecte a grandiosidade do clube da Cruz de Cristo desde as suas origens e dos seus primeiros heróis e conquistas, passando pelo ecletismo nas modalidades que tanta glória e troféus levaram para o seu museu, não esquecendo os conturbados anos 90. Rico em nomes, fotos e estatísticas, Acácio Rosa abrilhanta o livro com recortes de jornais e revistas que o tornam um documento valiosíssimo.

Foi sempre uma preocupação de Acácio Rosa preservar a memória histórica do clube e a propósito deste livro disse: «Tenho medo que as vitórias, os êxitos, os nomes dos que com a “Camisola Azul e Cruz ao Peito” fizeram grande o Belenenses, não cheguem às novas gerações. Tenho medo que as páginas belas e trágicas da nossa história sejam lançadas à vala comum. Este livro, tal como os 3 volumes já publicados, não é a História do Clube de Futebol ‘Os Belenenses’. Para escrever a história do Belenenses seria necessário engenho, arte e saber. O meu engenho, a minha arte e o meu saber foram, somente, ter a consciência tranquila de dar a conhecer às novas gerações do ‘Belém’, os nomes de todos aqueles que serviram e se apaixonaram por este Clube”.

Texto de Eupremio Scarpa.

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