“Num post publicado há alguns meses atrás, falámos do valioso material que o Núcleo Ephemera Sport tem sobre a grande epopeia do Mundial do 1966, onde os “Magriços” conquistaram um 3º lugar e onde o mundo descobriu Eusébio. A propósito do Pantera Negra, a nossa valiosa biblioteca tem um outro “tesouro” datado 1966 e que tem como protagonista o craque moçambicano: “O meu nome é Eusébio, autobiografia do maior futebolista do mundo”, é um livro raro, e que na 1ª Edição do Outubro 1966 (é o caso da cópia na nossa posse) esgotou logo, tendo sido impressa uma 2ª edição em Novembro 1966. Foi escrito a partir de uma narrativa recolhida por Fernando F. Garcia, antigo comentador da Emissora Nacional que acompanhava Eusébio nas suas viagens com a Selecção e com o Benfica, e numa dessas deslocações falou sobre a possibilidade de escrever um livro de memórias (apesar de o futebolista ter somente 23 anos). Com a ajuda da extensa informação na imprensa contemporânea e com algumas visitas “in loco” aos lugares da vida do Eusébio, Fernando Garcia conseguiu que o futebolista descrevesse na primeira pessoa a sua vida, desde a infância no nativo Moçambique, passando pela chegada a Portugal, os sucessos com o Benfica e a glória com a Selecção em 1966, tudo contado em breves capítulos, cheios de pormenores O livro está também repleto de acontecimentos da vida privada e familiar: o casamento com a Flora foi um evento mundano notável na época- Eusébio era realmente um protagonista de todas as revistas generalistas e cor-de-rosa.
O livro parece mesmo sair na altura certa para ter enorme impacto na vida editorial não só portuguesa, mas internacional: as fantásticas prestações do Pantera Negra no Mundial 1966, tornaram-no uma celebridade planetária e a sua autobiografia foi editada (segundo o que escreve a Revista Flama de Dezembro 1966) em muitas línguas: inglês, francês, dinamarquês, norueguês, sueco, alemão, italiano, espanhol, holandês e (não temos confirmação) estavam previstas edições em búlgaro e checoslovaco.
“O meu nome é Eusébio”, pela sua raridade, pelo seu conteúdo e pelo seu valor histórico nos orgulha pela sua presença na biblioteca do Núcleo Ephemera Sport.”
Texto de Eupremio Scarpa.



Seja o primeiro a comentar