ENTRADA – CORRESPONDÊNCIA DE UMA FAMÍLIA DE COLONOS EM ANGOLA (1958-1964)

Entrou no ARQUIVO EPHEMERA, por aquisição, uma correspondência de uma família de colonos brancos em Novo Redondo (actual Sumbe) para a metrópole, por volta dos anos 1958-1964. A família tinha uma pescaria e a correspondência é trivial até que em 1961-2 é pressionada pelos familiares em Lisboa para que dê notícias sobre a sua situação e segurança, após o início da luta armada em Angola. Isso reflecte-se na correspondência, por exemplo numa carta de Junho de 1961 (corrigida dos erros de ortografia):

“(…) a nossa ideia é esta, estarmos aqui até que possamos. Se a situação em que estamos não melhorar e que as revoltosos venham cá ter com a gente então teremos que abandonar isto tudo e fugir, como estão os outros brancos a fazer.(…) Nas fronteiras tem-se dado casos muito sérios que é para a gente ter medo. Os aviões passam por aqui todos os dias e muito baixinhos e fazem-nos adeus. Está isto combindo eles fazerem adeus e nós não correspondermos ao adeus deles é porque há novidade por aqui.”

 

 

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