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ESTA-SE A ESTUDAR A HIPÓTESE DE ADIAR O ENCERRAMENTO POR MAIS UMA SEMANA.
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UMA DITADURA LONGA, E UMA RESISTÊNCIA TAMBÉM LONGA
A ditadura do Estado Novo, de Salazar e Marcelo, com uma série de instituições repressivas a começar pela polícia política, a PVDE, depois PIDE, e por fim DGS, milícias como a Legião Portuguesa, e um aparelho repressor que incluía a Censura, com a colaboração, desde a génese do regime, das Forças Armadas e da Igreja foi, com excepção da URSS, a mais longa ditadura da Europa no século XX. Nenhuma análise do que se passou em Portugal pode ignorar a duração de um regime que afectou mais do que uma geração de portugueses.
Quem não podia falar em liberdade, com todos os riscos inerentes, “falava” através de jornais, panfletos, ilegais e clandestinos, um elemento essencial da luta política e também um dos alvos preferenciais da ditadura. Por isso, para uma longa ditadura, uma longa resistência.
É uma parte dessa história que aqui retratamos através das “armas de papel” que, de 1926 a 1974, nunca deixaram de “disparar”. Um retrato único da resistência à ditadura.
José Pacheco Pereira
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