Gostaria de ler essa publicação… o que pensaram na altura os outros sobre nós?
Fiquei algo curiosa, e até desiludida, com a parte deste excerto (que se encontra na Cerimónia do Adeus, de Simone de Beauvoir) em que se fala dos estudantes e dos escritores:
“De 23 de Março a 16 de Abril, estivemos em Portugal onde tinha tido lugar um ano antes, a 25 de Abril de 1974, aquilo a que se chamou “a revolução dos cravos”. Depois de cinquenta anos de fascismo, alguns oficiais – descontentes, entre outras coisas, com a guerra em Angola – tinham-se revoltado. Mas não se tratava apenas de um golpe de estado militar: era o povo inteiro que apoiava o M.F.A. (Movimento das Forças Armadas). Sartre tinha vontade de conhecer mais de perto aquele acontecimento singular. (…) Para Sartre, tratava-se principalmente de uma viagem de informação. Acompanhado por Pierre Victor e, às vezes, por Serge July, teve numerosas conversas com membros do M.F.A. Almoçou no “quartel vermelho” (…). Fez uma conferência perante estudantes que o desiludiram pela falta de reacção às perguntas que fez. Ficou com a impressão de que se sujeitavam mais à revolução do que a faziam. (…) Participou numa reunião de escritores que se interrogavam, de uma forma embaraçada, sobre o papel que doravante teriam de desempenhar.”
Gostaria de ler essa publicação… o que pensaram na altura os outros sobre nós?
Fiquei algo curiosa, e até desiludida, com a parte deste excerto (que se encontra na Cerimónia do Adeus, de Simone de Beauvoir) em que se fala dos estudantes e dos escritores:
“De 23 de Março a 16 de Abril, estivemos em Portugal onde tinha tido lugar um ano antes, a 25 de Abril de 1974, aquilo a que se chamou “a revolução dos cravos”. Depois de cinquenta anos de fascismo, alguns oficiais – descontentes, entre outras coisas, com a guerra em Angola – tinham-se revoltado. Mas não se tratava apenas de um golpe de estado militar: era o povo inteiro que apoiava o M.F.A. (Movimento das Forças Armadas). Sartre tinha vontade de conhecer mais de perto aquele acontecimento singular. (…) Para Sartre, tratava-se principalmente de uma viagem de informação. Acompanhado por Pierre Victor e, às vezes, por Serge July, teve numerosas conversas com membros do M.F.A. Almoçou no “quartel vermelho” (…). Fez uma conferência perante estudantes que o desiludiram pela falta de reacção às perguntas que fez. Ficou com a impressão de que se sujeitavam mais à revolução do que a faziam. (…) Participou numa reunião de escritores que se interrogavam, de uma forma embaraçada, sobre o papel que doravante teriam de desempenhar.”