Fotocópia existente num arquivo de um advogado da oposição, de um original com apenas 3 exemplares.
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Fotocópia existente num arquivo de um advogado da oposição, de um original com apenas 3 exemplares.
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Para além do fervilhar intenso que o regime vivia na época, à espera da morte de Oliveira Salazar (a quem, inesperadamente, a guerra em Angola daria um último fôlego), não pude deixar de notar – num tempo de máquinas de escrever em que os erros podiam ser emendados, mas não corrigidos – na natureza absolutamente impecável da escrita, quer ortograficamente, quer na clareza das ideias expostas. Ainda por cima, num contexto onde se sente a cada linha que o General João de Freitas gostaria de dizer muito mais do que o que diz e que faz um esforço terrível para se conter dentro dos limites do que podia ser dito, mesmo numa missiva muito secreta. Um contraste absoluto, por exemplo, com a carta que a directora da DREN do Porto dirigiu neste carnaval aos professores de Paredes de Coura e que – pese embora a profissão da senhora e obrigação de, nas funções que desempenha, revelar uma cultura superior à media – é absolutamente ininteligível.