Posted by: JPP | 15/06/2009

CADERNO MANUSCRITO COM POEMAS, CÓPIAS, LISTAS, ANOTAÇÕES HISTÓRICAS E GEOGRÁFICAS (FIM DO SÉCULO XVIII?)

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15-Jun-09 Fotografia (8)

Capa.

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Poemas (ou cópias de poemas).

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Tabelas com os reis de Portugal e suas esposas (último rei indicado é D. João VI, cuja morte ainda não está assinalada e permite datar o caderno como sendo anterior a 1826).

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Este caderno de folhas brancas, encadernadas com capa dura, contém uma série de anotações manuscritas, numa magnífica e perfeita grafia da época, cujo objectivo não é claro. Pode ser um caderno escolar, ou uma lista de cópias de informações colhidas em livros, sem indicação de autoria ou da origem das informações. Os poemas copiados não tem autor identificado e não consegui numa breve procura (quase só numa lista de títulos de Bocage, com cujos estilo e temas se assemelham) identificar a sua autoria, podendo inclusive serem inéditos ou do criador do caderno. Depois há uma série de anotações e listagens de carácter histórico, geográfico e corográfico, assim como um dicionário de sinónimos e apontamentos genealógicos. Fica aqui um dos poemas, a ver se se consegue identificar o autor, o que não deve ser difícil para os especialistas da época:

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Responses

  1. Tentei com uso de zoom a rescrita do Soneto V supra fotocopiado e digitalizado e resultou de meu breve esforço quanto segue:

    Soneto V

    O ex-frade que te fez que tanto à tesa
    crítica lhe assentas azurrague?
    Queres que o homem apupado pague
    do mau bestunto a ingénita pobreza?

    Ufano de hipotética riqueza
    o deixa com suas traduções,
    até que o nirvana(?) universal lhe entregue
    louca ufania, em que só tem grandeza:

    Deixa o homem, já basta de sopapo,
    bem lhe basta, o coitado, o ter escrito
    de modo que quem quer o faz num trapo.

    Eu de sua ignorância não me irrito.
    Irrito-me de o ver falar de papo.
    E de gala fazer de São Benedito(?)!

    (Semelha-se-me muito «bocageano» tal irónico soneto…)

  2. “E de gala fazer do sambenito”, leitura correcta da última estrofe. O sambenito era a veste utilizada pelo condenado pelo Santo Ofício. Parece uma crítica pela relaxação do costume no tocante à admissão de cristão-novos (designação entretanto abolida pelo Marquês de Pombal) às ordens religiosas.
    Nuno Resende


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