AJUDA – FAQ – PÁGINA EM CONSTRUÇÃO

PÁGINA EM CONSTRUÇÃO

Um relógio na biblioteca.

Texto experimental, em construção, com pedido, aos amigos e leitores do EPHEMERA, de correcções, sugestões e indicação de outras perguntas para esta FAQ. Depois, a versão final do texto passará a ficar lá em cima.

O que é o EPHEMERA?

EPHEMERA é um blogue destinado a colocar a público materiais do ARQUIVO / BIBLIOTECA de José Pacheco Pereira. Trata-se de um acervo privado constituído por três fontes principais: uma pequena parte da biblioteca e papéis da família Pacheco Pereira, no seu grosso na posse actual de Álvaro Pacheco Pereira, o patriarca da família; a biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira, cujas primeiras aquisições próprias datam de 1963, e que constitui quase 90% do conjunto; e um vasto conjunto de ofertas que vão desde bibliotecas inteiras a espólios completos, para além de muitos núcleos mais pequenos. É um acervo no seu conjunto generalista, mas com uma forte componente especializada na história política contemporânea, com materiais de arquivo únicos e com colecções únicas em Portugal em certas áreas (como é o caso da colecção de ephemera associada à actividade política).

Por que é que o EPHEMERA não se limita a conservar e divulgar os materiais recolhidos e “cobre” eventos contemporâneos?

Dada a natureza das suas colecções elas implicam não apenas as aquisições e doações passivas, mas também uma recolha activa, em particular nos eventos cuja cobertura mediática é nula, escassa e “espectacular”, e onde os materiais originais são altamente perecíveis. Que eu saiba ninguém o faz em Portugal e mesmo na maioria dos países europeus, tal prática é pouco comum. Apenas agora o British Museum enviou uma equipa para recolha dos materiais relativos às manifestações estudantis do ano passado. No EPHEMERA encontra-se já uma cobertura documental muito completa de várias manifestações, pequenas e grandes, dos últimos dois anos, que inclui fotografias não só das pessoas, mas também dos cartazes, panfletos, outros materiais, etc.

O EPHEMERA é português ou estrangeiro?

O EPHEMERA é internacional. Tem até hoje (Agosto 2011) materiais de 86 países. Mas o grosso é obviamente português. Porém, desde início, se considerou que era importante comparar, por exemplo, entre a propaganda eleitoral europeia e americana, entre a propaganda dos anos trinta e a dos anos sessenta. Movimentos como os comunistas ou a extrema-direita, que têm uma identidade nacional e internacional “forte”, ganham também no exercício comparativo.

Está tudo bem no EPHEMERA?

Não, não está. Longe disso. Nem sempre as digitalizações são perfeitas, as fotografias de qualidade, as colecções não estão completas, a cobertura de determinados eventos políticos e sociais, organizações, grupos e partidos é desigual, a distribuição cronológica e geográfica é irregular, a publicação em linha conhece altos e baixos, e há erros que passam despercebidos. Muitas vezes faz falta um texto de enquadramento ou indicações complementares sobre os materiais divulgados. Mas o EPHEMERA é um trabalho de amador que depende do tempo do seu autor e do voluntarismo de quem o tem ajudado e, quem não tem cão, caça com gato.

Quanto custa o EPHEMERA?

Bastante. Muito. Mesmo muito.

Não há um tostão do Estado no EPHEMERA, mesmo quando o seu output na Internet e na preservação e divulgação de documentos únicos e raros, é mais significativo do que muitas entidades altamente subsidiadas com centenas de milhares de euros. Foi assim e vai continuar assim. Sai-me do bolso, nada é dedutível, mas há piores maneiras de gastar dinheiro.

Custa em software e em serviços na rede, em máquinas (scanners, etc.) material de papelaria, estantaria, transportes, espaço, acima de tudo espaço. Ocasionalmente há serviços pagos como, por exemplo, reproduções de qualidade de cartazes, algumas digitalizações ou transferência de meios (do vinil para CD). Mas são uma excepção muito excepcional.

Os custos de aquisição de livros, papeis, arquivos, espólios, revistas, jornais, etc. quer em Portugal, quer no estrangeiro, tem subido muito (mesmo com o dólar a descer…), porque as colecções alimentam-se a si próprias e exigem uma procura constante quer nos alfarrabistas, quer em leilões, quer na Internet. Para além disso, há um efeito perverso de sítios como o EPHEMERA: criam um mercado onde ele antes não existia, um mercado muito caótico e predador, que muitas vezes dispersa o que devia permanecer unido. É verdade que tem também um efeito positivo: muita coisa que iria para o lixo, pode agora ser salva.

Mas o mais caro é o tempo. Mais caro que tudo. E o EPHEMERA tem um custo gigantesco em tempo, o bem mais precioso, embora este tipo de trabalho, que aproveita a todos, tenha por cá muito pouco reconhecimento. Seja pelo gosto de o fazer.

É um blogue a melhor forma de divulgar os materiais do EPHEMERA?

Não é. Trata-se de uma opção de circunstância que implica baixo custo (mas não custo zero, porque o espaço de armazenamento, e certas funcionalidades são pagas) e que implica facilidade de colocação dos materiais e exige pouco conhecimento especializado. O WordPress oferece a possibilidade de se criar um CMS (content management system) razoável, mas está longe de poder fornecer a organização e funcionalidades dos sítios profissionais com bases de dados dedicadas

Como está organizado o material do EPHEMERA?

PASTAS – Todo o material publicado está organizado em pastas que correspondem a notas (posts) no blogue. Estas pastas estão sistematicamente abertas, o que significa que estão sempre a ser actualizadas quando entram novos espécimes correspondentes à mesma pasta. Por isso muita da actualização não é visível todos os dias, embora actualizações mais significativas sejam referidas em NOTAS ACTUALIZADAS (na coluna da margem direita).

EM ACTUALIZAÇÃO – significa que existem outros materiais em arquivo para completar esta pasta de entrada, mas ainda não foram digitalizados, ou importados, ou estão a ser produzidos em tempo real e virão a ser colocados em linha (é o caso das pastas sobre eleições em curso).

ACTUALIZADO – significa que a pasta foi sujeita a uma actualização de relevo, com a introdução de um número significativo de novos materiais. Neste caso, a data da pasta é também actualizada de modo a aparecer de novo na página principal.

Como procurar o que quero no EPHEMERA?

Pode-se procurar de duas maneiras: ou através de uma procura comum por palavras, combinação de palavras, frases, etc. no campo “Procurar” da coluna da direita; ou através do sistema de CATEGORIAS igualmente na coluna da direita.

CATEGORIAS – o sistema de categorias (e subcategorias) é a mais importante parte do EPHEMERA depois dos materiais digitalizados. Há mais categorias do que notas (pastas) publicadas porque algumas tem mais do que uma categoria (em Agosto de 2011 estão abertas 3263 pastas para 3628 categorias). O sistema de categorias assenta numa organização temática, “espacial” e tipológica. Não se trata de um sistema profissional, mas permite manter quase toda a informação pertinente e permite procuras orientadas.

CATEGORIAS

CATEGORIAS TEMÁTICAS

BIO – Pastas relativas a pessoas.

GEO– Pastas relativas a um continente ou nação;

GEO – PORTUGAL– Pastas organizadas pela divisão administrativa: distritos,concelhos, freguesias.

ORG– Pastas com organizações, ou nomes colectivos como entidade emissora; existem algumas subdivisões como Associações de Estudantes, Comissões de Moradores, Sindicatos, etc.

CAUSAS –Pastas com documentação relativa a uma issue ou causa.

TEMAS– Pastas com indicações temáticas para facilitar a procura.

REUNIÕES, etc. – Pastas de eventos, reuniões,congressos, conferências, etc.

CATEGORIAS “ESPACIAIS”*

ARQUIVO– Materiais organizados ou por núcleos, colecções, espólios,ou por pastas com entidade emissora.

BIBLIOTECA – Livros e brochuras.

PERIÓDICOS– Publicações numeradas e/ou datadas; seriados.

CATEGORIAS TIPOLÓGICAS

TIPO– Referencias à forma física do espécime,seja autocolante, cartaz, manuscrito, objecto (cinzeiro,T-shirt., medalha, etc.) livro, panfleto ou foto.

* NOTA: estas categorias são “espaciais” porque têm a ver com a organização física do ARQUIVO / BIBLIOTECA, a que correspondem grosso modo. Tanto quanto o espaço o permite, a organização de categorias corresponde à organização física real dos livros, documentos, colecções, jornais, panfletos, etc. Por exemplo: as pastas com panfletos, brochuras, etc. de uma organização podem ser consultadas no ARQUIVO por ordem alfabética.

O que encontro no EPHEMERA?

Depende. Na maioria dos casos encontra apenas uma listagem dos materiais existentes, identificado pela capa ou rosto ou primeira página, significando que tal livro, jornal, documento, cartaz, panfleto, manuscrito ou objecto se encontra no ARQUIVO / BIBLIOTECA de José Pacheco Pereira. Noutros casos, encontra a brochura, livro, panfleto, etc., completo, clicando na ligação ou na imagem. (Como, desde o início do EPHEMERA, nem sempre se seguiu o mesmo critério, nem, nalguns casos, as limitações do WordPress o permitem, não existe uma única maneira de consultar um determinado espécime completo. Nalguns casos, a indicação de CLICAR na imagem para abrir o documento completo significa que é essa a maneira de o abrir, noutros casos a ligação vem em baixo, ou está na indicação “Completo”.

Existem prioridades na procura e aquisição do material do EPHEMERA?

Num certo sentido procuro tudo. O animus de coleccionar, com a sua particular obsessão, conhece poucos limites. O monstro tem sempre que ser alimentado. Mas, claro que há prioridades. Uma, tem a ver  com a natureza do ARQUIVO / BIBLIOTECA  que tem uma especialidade na política e na história política contemporânea, mesmo que existam algumas colecções bem estranhas: meteorologia do século XIX e cartas de amor, por exemplo. Mas a especialidade e a especialização é a política  e história do século XIX a XXI.

Dentro desta especialização, a prioridade é para os arquivos e espólios que contêm manuscritos, documentos, espécies únicas. Estão cá e em mais sítio nenhum. É o caso dos papéis de Sá Carneiro, o arquivo da União Socialista, ou do PCP(ML) /Norte, os papéis da censura, o espólio de José Carlos Ferreira de Almeida, de Joaquim Barros de Sousa, ou da Associação Portugal Único, entre outros.

Depois, as colecções alimentam-se a si próprias. Por exemplo, existe uma grande colecção dos movimentos extremistas da esquerda e da direita, que tem prioridade na recolha e nas aquisições, em particular fora de Portugal. De um modo geral, pasta que já exista tem prioridade em ser completada. Se tiveram ocasião de seguir as actualizações, neste Agosto de 2011, da pasta Cahiers Rouges verão que, após um núcleo original, foi sendo adquirido muito do material que falta fora de Portugal

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Como é tratado todo este material? Quais os procedimentos de entrada e saída?

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Falta muito para se publicarem todos os materiais do EPHEMERA?

Falta mesmo muito. Uma pequena eternidade ao ritmo actual e, mesmo acelerando, continuará a faltar muito, muito tempo. De um modo geral quase tudo o que tem vindo a ser publicado são os novos materiais que entram e apenas por arrasto alguns já existentes para completar as pastas.

Posso usar o material do EPHEMERA?

Salvo indicação em contrário, pode usar à vontade o material do EPHEMERA desde que indique a sua origem.

Quem, onde e quantos lêem o EPHEMERA?

O EPHEMERA é visto por cerca de 500 pessoas por dia, cerca de 20000 por mês numa estimativa muito conservadora. Existe um padrão regular na sua consulta e que tem a ver com a actividade do blogue, o que mostra como os seus leitores estão atentos à colocação de novas notas. Se o blogue fica inactivo durante algum tempo há um tráfego de cerca de 300-400 pessoas diárias, quando se reactiva, ultrapassa quase de imediato as mil , sendo o número máximo de visitas num dia de 16000. A actualidade política e o interesse especial de algumas notas atraem mais leitores, o que é normal.

O EPHEMERA  é lido e consultado fora de Portugal, nomeadamente nos PALOPs, no Brasil, Espanha e nos EUA.


Quem usa o material do EPHEMERA?

Os leitores do EPHEMERA são muito regulares e as procuras nos motores de busca revelam interesses muito amplos. Há muitas procuras de carácter académico (associadas a investigações universitárias) ou jornalísticas (os materiais sobre a campanha eleitoral de Passos Coelho na Amadora são procurados quando um jornal ou revista está a fazer “perfis biográficos”). Os académicos citam, os jornalistas não. Um complemento natural dessas procuras são os pedidos de consulta ao ARQUIVO / BIBLIOTECA propriamente dito ou pedidos de esclarecimento e informação complementar por email. Esta última parte tem funcionado mal por falta de tempo.

O uso que os leitores fazem dos materiais é muito diverso. No Brasil há quem os use nas aulas, nos EUA num blogue sobre banda-desenhada, em Portugal em livros, filmes e artigos. Há quem o use no mercado alfarrabista para avaliar livros e papéis. Há alguns pedidos de carácter genealógico, e por pessoas cujo paradeiro se perdeu. Há papéis que suscitam memórias pessoais. Há familiares que encontram traços da vida dos seus pais, ou amigos de amigos. Há quem peça, como um candidato a deputado brasileiro, por apoio para fazer panfletos e músicas eleitorais.

Como posso contribuir para o EPHEMERA?

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Qual será o destino final de tudo isto?

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Uma lista dos amigos, colaboradores, doadores, do EPHEMERA

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4 Comments

  1. Sou visitante diário deste blogue, quase desde a “primeira hora”.
    Nada é perfeito, o que conta é a vontade em disponibilizar os nossos conhecimentos, e tempo, em favor de outrem sem interesse financeiro ou de outro género.
    Só tenho a felicitá-lo pelo seu altruísmo, e a sua disponibilidade no trabalho desenvolvido no “Ephemera”.
    Aliás tenho utilizado por vezes imagens publicadas aqui no seu blogue, no meu, que é de carácter mais generalista e histórico acerca de Portugal.

    Mais uma vez as minhas felicitações

    Cumprimentos

    José Leite

  2. obrigada dr. Pacheco Pereira por mais este contributo para a Cultura na Web. Sempre o admirei por sua persistência e perseverança, além de sua vasta mostra de saber. Continue colecionando Tempo que O receberá com certeza de volta com dividendos.

    Amavelmente
    Lourdes L.Regueira

  3. Tecendo a Manhã

    Um galo sozinho não tece uma manhã;
    ele precisará sempre de outros galos.
    De um que apanhe esse grito que ele
    e o lance a outro; de um outro galo
    que apanhe o grito de um galo antes
    e o lance a outro; e de outros galos
    que com muitos outros galos se cruzem
    os fios de sol de seus gritos de galo,
    para que a manhã, desde que ténue,
    se vá tecendo entre todos os galos.

    E se encorporando em tela, entre todos,
    se erguendo tenda, onde entrem todos,
    se entretendendo para todos, no toldo
    (a manhã) que plana livre de armação.
    A manhã, toldo de um tecido tão aéreo
    que, tecido, se eleva por si: luz balão.

    João Cabral de Melo Neto

    Não percebi a hesitação das FAQ. Sempre vamos ao Ephemera. Nem sempre todos os dias. Mas sabemos que Ephemera lá estará. Não é Ephemera é Nec Plus Ultra.

    Abraço,
    Manel

  4. Para além da sua inexcedível importância, é impagável esta partilha intelectual ao alcance de um clique. Pela parte que me toca um gigantesco obrigado
    Alfredo de Sousa

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