UMA OBRA COLECTIVA – AGRADECIMENTOS E ENTRADAS

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…não julgue que eu vou na conversa dos pretos...” (1959)

Agradecer é uma actividade regular no EPHEMERA, que faço com todo o gosto. Cada vez mais acontece que, em cada conferência, debate, encontro em que participo, aparecem amigos do EPHEMERA com alguma coisa para contribuirem para o ARQUIVO / BIBLIOTECA. Umas vezes é só um panfleto, ou um manuscrito, ou um objecto, outras vezes são espólios completos, pequenas bilbiotecas, arquivos, que entram regularmente com base nestes contactos, ou através do correio. Também quase todos os dias, neste último mês em que houve dezenas de manifestações, vários voluntários vão lá recolher os materiais e fotografar os eventos, permitindo a cobertura mais completa do actual momento de crise social e política. J.S., R.M, António Leal, Sandra Bernardo, Isabel Henriques, Francisco Horta, Catarina Horta, Maria José Vitorino, José Carlos Santos, e muitos anónimos caçadores-recolectores, são todos eles que tornam o EPHEMERA uma obra colectiva única.

Com risco de ficar em falta em relação a alguns “dadores”, agradeço a António José Teixeira (fotos da greve geral em Barcelona), Alberto Fernandes (papéis do PCP na função pública), Rui Pena Pires (Libertação, Orgão dos Comités Amílcar Cabral) , José Castro (documentos do seu processo disciplinar de 1973 por actividades no movimento estudantil), Américo Oliveira (manuscritos coloniais, correspondência e documentos de uma roça em Angola), Neves Mendes (panfletos político-religiosos), aos responsáveis pelo Restaurante Tanoeiro de Famalicão (papéis do Movimento Empresarial Restauração), a Vitor Dias do Sindicato dos Estivadores Trabalhadores do Tráfego e Conferentes Marítimos do Centro e Sul de Portugal  (materiais da greve dos estivadores), etc.

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Correspondência de Maurício Pinto

Um arquivo oferecido por Joaquim Rodrigues, com papéis do PC(R), UDP, movimento estudantil, etc, está ainda a ser organizado e será objecto de uma nota especial. O mesmo acontecerá com  uma nova entrada de correspondência de Maurício Pinto, assim como um conjunto de papéis maçónicos oferecidos por Pedro Mendes de Abreu, e que se soma ao espólio já existente.

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Diploma Macónico.

Mantém-se uma política activa de aquisições, quer para complementar pastas já abertas, quer para adquirir espólios que aparecem à venda, muitas vezes em condições precárias, ou em risco de desmembramento. Muitos materiais são comprados fora de Portugal, tendo entrado recentemente espécimes sobre as recentes eleições americanas e espanholas, assim como fanzines americanos e franceses. Entre os materiais portugueses adquiridos recentemente  conta-se um grupo de cadernos de recortes sobre Churchill e a Rainha D. Amélia, um conjunto de censos do século XIX e XX, um grupo de discos de 45 rotações típicos de uma discoteca “de esquerda” nos anos sessenta,  mais documentos para PAPÉIS DE EUCLIDES GOULART DA COSTA e um volume encadernado intitulado “Curiosidades” compreendendo originais dactilografados e outra documentação sobre o distrito de Santarém do monografista Manuel Fazenda Freitas, etc.

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Cadernos de recortes.

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Uma das “curiosidades” do volume de originais de Manuel Fazenda Freitas.
Discos da Chant du Monde, Lopes Graça, George Brassens, etc.

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