Com a excepção da pintura, todo o edifício está recuperado exteriormente, assim como o andar térreo.
Não tem havido notícias, nem anúncios de novas entradas, exactamente porque há um excesso de notícias a dar e as novas entradas crescem em número e importância. Estando a acabar o IV volume da biografia de Álvaro Cunhal, que implica um trabalho intenso, não tenho tido muito tempo para fazer o inventário do que tem chegado e noticiar como é devido o que acontece (por exemplo, a iniciativa dos Amigos do EPHEMERA de abrir uma conta no Twitter).
Acresce que haverá em breve uma verdadeira revolução, que vai ser a chegada (dentro de uma semana?) de estantaria para todo o andar de baixo, após o que se iniciará a recuperação do andar superior. O ARQUIVO / BIBLIOTECA dará então um passo de gigante, tornando facilmente consultável toda a parte dos arquivos propriamente ditos, criando espaço para a sua mais fácil organização e inventariação e libertando do excesso de materiais as salas onde estão o arquivo de periódicos e o organizado por entidade emissora. A biblioteca, onde há milhares de livros em pilhas, beneficiará também do novo espaço recuperado, que inclui uma grande sala que foi usada como sala de aulas e depois como dormitório dos guardas da GNR. A masmorra do posto da GNR ainda não tem uso previsto.
O novo espaço facilitará também a resposta aos cada vez mais numerosos pedidos de consulta, por parte de investigadores portugueses e estrangeiros, assim como a procura e envio mais rápido de documentos e imagens para utilização em exposições, livros e filmes.
Quanto às entradas, para além do fluxo regular de mais de um metro linear por semana (livros, jornais, cartazes, papéis), faz-se notícia breve de alguns núcleos que serão objecto de um referência mais detalhada nas próximas semanas:
– um arquivo do PRD (por aquisição);
– um vasto conjunto de jornais franceses das primeiras décadas do século XX, cobrindo a I Guerra Mundial (por oferta);
– um arquivo do Movimento Acção Académica (por aquisição);
– um arquivo do MPLA em Portugal (este sem dúvida uma das mais importantes entradas, com correspondência de Agostinho Neto e outros dirigentes do MPLA, circulares internas, relatórios manuscritos, etc.), a que se soma, com outra proveniência, um conjunto de cartazes angolanos dos primeiros anos da independência (por aquisição);
– a biblioteca e os papéis de Emídio Rangel (por oferta);
entre outros.



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