ACTUALIZADO / EM CONSTRUÇÃO
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APELO: ELEIÇÕES REGIONAIS DOS AÇORES
Apelamos aos nossos Amigos e leitores no arquipélago dos Açores para a recolha e envio dos materiais eleitorais das eleições para o parlamento regional que decorrem hoje (fotografias de cartazes, panfletos, programas, etc.). Lembramos que os registos electrónicos são importantes, mas só os registos físicos permitem fazer exposições, para além de fornecerem elementos que as imagens não dão. Amanhã começa a destruição sistemática da memória destas eleições.
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O
Facebook e o Twitter dos Amigos do Ephemera, que divulgam e promovem o trabalho do ARQUIVO, ultrapassaram, em conjunto, os 7.100 seguidores (3.811 no Facebook e 3.286 no Twitter). O EPHEMERA tem mais de 1000 visitas diárias e cerca de 470 assinantes.
EPHEMERA NO PORTO
Continuam os trabalhos no Porto.
Vale a pena ver UMA ESCADARIA MUITO ESPECIAL – EDIFÍCIO DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO
FUTUREPLACES – MEDIALAB FOR CITIZENSHIP
(Aqui,)

2-5PM
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Citizen Lab: Memórias do Copiógrafo
An arcane technology of manual printing, originally used in student revolts at U.Porto in the Sixties and Seventies, is resurrected and put to use.
@ UPTEC PINC, PhDDesign studio
5:30PM onwards
Exhibition opening: Movimentos Estudantis na Universidade do Porto, 1968-1974
[MEUP 68-74]
Drawings, posters, pamphlets and miscellaneous items documenting historical student movements and the ways in which clandestine information was disseminated.
Curated by José Pacheco Pereira, in association with Ephemera, ID+ and Mira Forum.
Event starts at Reitoria U.Porto (the original location of many student assemblies), moving to the exhibition at UPTEC PINC.
A Porto D’Honra will be served.
AGRADECIMENTOS E ENTRADAS
Agradecimentos a José Moreira, José Pereira Miguel, Mafalda Braz Teixeira, Miguel B., Maria Faustino, e outros (em breve.)
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Agradeço ao Pedro Ferreira que tem, nos últimos meses, a partir das nossas actividades no Porto em que tem participado, feito excelentes contribuições para o ARQUIVO / BIBLIOTECA. Para além de estar a permitir colmatar o histórico do Porto, com fotografias de manifestações, grafitos, murais, pichagens, ofereceu um número considerável de cartazes, autocolantes, panfletos e periódicos, nacionais e estrangeiros, que ainda estão a ser inventariados. Trata-se de material com origem em várias organizações, mas com colecções mais completas de panfletos e publicações do PSR, dos Jovens do PSR, e de publicações trotsquistas internacionais, como o Rouge (da LCR francesa) e a Imprecor. Entre esse acervo conta-se material muito recente, por exemplo, sobre as recentes eleições no Labour que deram a vitória a Corbyn.
Algumas das suas contribuições permitiram estas notas: OCUPAÇÃO DO TEATRO RIVOLI (PORTO, 16 DE OUTUBRO DE 2006); 1º SLUTWALK (PORTO, 3 DE AGOSTO DE 2011); MARCHA GLOBAL PELA MARIJUANA (PORTO, 5 DE MAIO DE 2007); RUAS E PAREDES DO PORTO (FEVEREIRO DE 2005) ; MURAL “OPERÁRIO E CAMPONESA” (PORTO, MARÇO 2011), etc.
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Agradeço a Pedro Matos a oferta de um número considerável de publicações que retratam o seu itinerário profissional e pessoal um pouco pelo mundo todo. Nas ofertas, ainda a ser inventariadas, há um número considerável de documentos internos, publicações, e outras da Agência Espacial Europeia (ESA), livros, documentos e objectos relativos ao seu trabalho no Darfur (fotografias suas foram publicadas pelo Guardian) , no Quénia, e noutros locais remotos e perigosos (foi o Pedro Matos que trouxe o papel higiénico com o Putin, da Ucrãnia, e o sabonete de Trump). Muito material ainda está por vir, incluindo grafitos e cartazes eleitorais no Darfur, Quénia e Nigéria. A colaboração que iniciamos terá em breve continuidade com a cobertura de outros países africanos, desta vez já com o objectivo de contribuir para o EPHEMERA.
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BIZARROS OBJECTOS
Um rolo de papel higiénico ucraniano.
Um sabonete especial para “mãos pequenas” de Trump, que permitiu actualizar a mini-exposição na Ler Devagar de materiais das eleições americanas entrados no ARQUIVO..
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COLECÇÃO EPHEMERA
AMORZINHO NO TEATRO
O livro Amorzinho organizado por Rita Maltez a partir de uma correspondência amorosa entre uma costureira “Lourdes” e um empregado de escritório “Alfredo”, durante dez anos entre as décadas de trinta e quarenta, está a ser adaptado ao teatro pela Truta e será apresentado em Novembro.
Algumas das referências na imprensa ao livro de Fernando Pereira Marques, cuja apresentação em Lisboa será em breve.
A
escolha da designação da guerra que os portugueses travaram entre 1961 e 1975 não é inocente e, como se tornou um motivo de polémica, ainda menos inocente é. No entanto, penso que não é tão importante como isso, nem precisa de suscitar grandes exaltações, à medida que o tempo vai assentando. Na verdade, a guerra no Ultramar foi uma guerra colonial, e não há modo de lhe dar a volta se tratarmos apenas do conteúdo. Começou como guerra colonial, desenvolveu-se como guerra colonial, gerou as tensões no Ultramar e na metrópole típicas de uma guerra colonial, atingiu soldados, colonos brancos e guineenses, moçambicanos e angolanos, como uma guerra colonial, levou à queda de uma ditadura por ser uma guerra colonial, logo perdida à cabeça e sem solução militar, acabou como uma guerra colonial, e continuou, nas suas sequelas de guerra civil, como acontece com os efeitos de uma guerra colonial.
Para quem se lhe opôs, desde os desertores, os refractários, os militantes contra a guerra nas escolas e fábricas, os partidos clandestinos que combatiam a ditadura, ninguém a designa a não ser como guerra colonial. Para os nacionalistas africanos que combateram com armas as Forças Armadas Portuguesas, também não lhes passa pela cabeça chamar à guerra outra coisa que não colonial. Penso, com o risco deste tipo de previsões, que ficará na História como guerra colonial, pelo simples facto de ter sido… uma guerra colonial.
Mas há outro lado: muitas centenas de milhares de portugueses combateram na guerra, muitas mães, namoradas e esposas conheceram a espera sobressaltada e o sofrimento com mortes, feridos e feridas, algumas das quais nunca sararam. Ouvi recentemente alguns depoimentos de soldados, e das mulheres que esperavam, e percebe-se muito bem porque a designação guerra colonial os incomoda, mesmo que, ao falarem da sua experiência militar, se perceba até que ponto foram forçados a fazerem-na, sofreram ao fazerem-na, e olham para ela com uma perspectiva muito mais crítica do que muitos opositores à guerra são capazes de ter. Por uma razão simples, eles fizeram-na e precisam, pela sua dignidade e identidade, que o seu esforço e risco não seja minimizado ou apoucado, pela parte que lhes cabe na condenação moral que tem a designação de guerra colonial. Eu nunca designaria a guerra a não ser como colonial, se à minha frente estivessem os seus responsáveis políticos e militares, nem os seus defensores actuais, mas não me incomoda vê-la designada como sendo do Ultramar por estes homens e mulheres. Até porque, de todos os que ouvi, nenhum achava que a guerra tinha sido justa, nenhum correu para a guerra porque acreditava nas virtudes do império, nenhum escondia as violências e os excessos e mesmo alguns sublinhavam como a guerra lhes destruiu quer a vida que desejavam ter, quer a que tiveram.
É também por isso que penso que o Estado e a comunidade lhes devem aquilo que nos países que conheceram grandes guerras, como os EUA e o Reino Unido, é o reconhecimento dos seus veteranos, e o esforço de os apoiar na sua vida tantas vezes difícil. E honrá-los como devem ser honrados porque a justiça e a injustiça das guerras que um país trava não ficam como julgamento moral dos que as combateram, mas sim naqueles que as decidiram.




























































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