Posted by: JPP | 12/05/2017

EPHEMERA – NOTÍCIAS DA SEMANA (DE 8 A 14 DE MAIO DE 2017)

EM CONSTRUÇÃO / A ACTUALIZAÇÃO SERÁ PERMANENTE ATÉ DOMINGO / O BLOGUE HABITUAL CONTINUA A CRESCER EM BAIXO

ALGUNS NÚMEROS

Nestas duas últimas semanas, o número de visitas diárias ao blogue variou entre 2.000 e 8.000. Permanece um número consistente de visitas de fora de Portugal de cerca de 30%, sendo os três países no topo  o Brasil, os EUA, e Espanha.  Existem 689 seguidores. No Facebook há 5457 “gostos” e no Twitter 3793 seguidores. O site está a ser migrado para uma versão mais actualizada do software, pelo que não há estatísticas actualizadas.

Estão publicadas cerca de 18.000 notas, e as imagens e documentos que publicamos são utilizadas um pouco por toda a Rede, e, em certas procuras, são completamente dominantes, incluíndo muitos artigos da Wikipedia nacional e internacional.

NÃO É DESLEIXO, É PURA FALTA DE TEMPO…

bibjppaldef6134b_brb… que faz com que haja atraso nas respostas, nalguns casos de meses, para tudo: ofertas, doações, convites, pedidos de visitas, etc, etc. Apesar de toda a actividade que desenvolvemos, e apesar dos esforços de muitos dos nossos voluntários mais dedicados, não existe nada de parecido com um “secretariado”. Por isso basta uma viagem, uma falta de transporte, uma conferência ou palestra a mais numa semana, uma falta de electricidade, uma avaria na Rede, para haver a jusante um qualquer atraso.  Este é um trabalho de amadores, no sentido preciso do termo, e o tempo é a única coisa que a dedicação não resolve. Desculpem por isso, os atrasos – não é desleixo é falta de tempo.

(ISTO ESTÁ TÃO GRAVE QUE TENHO MESMO QUE REPETIR ESTA NOTA .)

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VENEZUELA – UM APELO

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AGRADECIMENTOS E ENTRADAS

Continuam a entrar no ARQUIVO publicações alternativas americanas, de que se dá aqui alguns exemplos:

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Agradeço a Luís Augusto Bandeira a oferta de um conjunto de documentos sobre Angola no início da guerra colonial. oriundos dos movimentos de libertação angolana, relatórios de informações militares, recortes da imprensa, panfletos, etc. Esta oferta contém materiais que são complementares dos que já existem no ARQUIVO e que foram utilizados no livro de Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes, A Conquista das Almas.

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Agradeço, mais uma vez, a enorme dedicação de Jorge Henriques, que continua a enviar para o EPHEMERA um fluxo de materiais tão variados como interessantes (ver acima). No seu último envio, veio uma colecção de documentos, recortes, fotografias, cobrindo a campanha eleitoral no Distrito de Aveiro, ao nível de concelhos e de freguesias, em grande detalhe.

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Agradeço ao SIM – Sindicato Independente dos Médicos o envio dos cartazes, postais e autocolantes que serviram para convocar a Greve dos Médicos, ocorrida a 10 e 11 de Maio.

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Autoretrato.

Agradeço a Filipa Martins, a oferta do espólio fotográfico do seu pai, Fernando Martins. Fernando Martins foi fotógrafo profissional, e durante muitos anos o fotógrafo oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros.  Nessa qualidade, fotografou vários eventos  relevantes da vida nacional, desde a visita do Papa João Paulo II, às múltiplas visitas de estado de presidentes, reis e dignatários estrangeiros a Portugal. O espólio contem muitas centenas de fotografias, negativos, diapositivos, filmes e outro material relevante para a sua actividade profissional.

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Agradeço a Teresa Prestes e Silvia Prestes a oferta do espólio de seu marido e pai Francisco José Farinha Prestes (1943-2016), constituído por centenas de pastas com recortes anotados cobrindo grande parte da vida nacional (em baixo uma parte de um índice sobre desporto).

Excertos de uma nota biográfica de Carlos Pedro

Francisco José Farinha Prestes, “Chico” para os amigos, nasceu na Chamusca em 10 de Abril de 1943, filho de Cecília Farinha Chora e de Francisco Vicente Prestes. Fez os seus primeiros estudos na Chamusca e depois em Tomar para completar o Curso Comercial. Licenciou-se em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa em 28 de Janeiro de 1981 onde realizou o Curso como trabalhador-estudante, pois encontrava-se já então a trabalhar desde 1 de Fevereiro de 1960 na Companhia de Seguros Sagres, depois Companhia de Seguros Império (agora Companhia de Seguros Fidelidade. Reformou-se no ano 2000 tendo exercido actividades relacionadas com as suas competências, nomeadamente nos Serviços Jurídicos da Companhia.

Em 14 de Julho de 1973 casou com Teresa de Carvalho Prestes, nascendo uma filha,  Silvia Carvalho Prestes em 4 de Junho de 1976 que lhe haveria de dar dois netos, a Mariana e o Guilherme, agora com 15 e 12 anos, respectivamente.

Foi o “Chico” homem activo, de vida e de pensamento. E escrevia, “escrevinhava”, dizia. Muito. Coleccionava recortes de jornais, muitos anotados com observações suas, que distribuía pelos amigos e que depois recolhia, classificando-os. Elaborou crónicas de viagens. E editou um livro, um romance, com história e personagens fictícios mas com muito de um auto-retrato (Vive-se sempre o que se viveu de Francisco Prestes, Publicado por Zaina Editores, Maio de 2008)

O Francisco Prestes, “O Chico”, faleceu em 9 de Maio de 2016.

 

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Agradeço a Vítor Rodrigues, da Leituria, a oferta de um conjunto de autocolantes e pins que não existiam no Arquivo. No espaço da livraria, situada na Rua da Estefânia em Lisboa, vai ocorrer uma exposição de cartazes políticos dos anos 70/80 com a colaboração do Ephemera. Brevemente daremos notícia da mesma.

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Entraram, por aquisição, dezenas de publicações alternativas.

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Carlos da Fonseca (1940-2017)

Uma nota de Júlio Henriques, enviada pela Letra Livre, noticia a morte de Carlos da Fonseca, um dos pioneiros da moderna história do movimento operário e do anarquismo em Portugal. Conheci-o bem, participámos em iniciativas comuns, em particular em Paris, e recebi aparte do seu espólio que se encontrava depositado na Fundação Gulbenkian em Paris, através de um protocolo realizado em 2015. Várias entradas no blogue identificadas com a categoria FUNDO CARLOS DA FONSECA, utilizam materais recolhidos por Carlos da Fonseca.

JPP

O historiador Carlos da Fonseca faleceu em Paris, no dia 9 de Maio, na sequência de uma doença com que se debatia, quase secretamente, há muitos anos, e que a partir de certa altura muito debilitou a sua actividade de autor.

Historiador do movimento operário e do anarquismo em Portugal, lega-nos, em particular neste domínio, uma obra considerável, das reedições comentadas de «textos esquecidos» aos quatro volumes, essenciais, da sua História do Movimento Operário e das Ideias Socialistas em Portugal (Europa-América), passando por volumes como Integração e Ruptura Operária (Estampa). Os seus últimos livros conhecidos, Para uma Análise do Movimento Libertário em Portugal e O 1º de Maio em Portugal, foram publicados pela Antígona.

Carlos da Fonseca nasceu em Peniche, onde começou a trabalhar aos 11 anos de idade, passando por diversos e provisórios ofícios. Nos anos 60, refractário ao exército colonial, exilou-se em França, onde fez longos estudos universitários, primeiro na Universidade de Paris VIII (Vincennes), depois na École Pratique des Hautes Études, onde se acentuou a sua vocação investigativa. Foi professor de história e cultura portuguesa na Universidade de Paris VIII e, posteriormente, na Sorbonne.

Personalidade de uma obstinada discrição, pode aplicar-se-lhe o verso programático de Luiza Neto Jorge «Não me quero com o tempo nem com a moda». Mas a sua veia satírica, embora pouco exposta, surgiu por vezes em textos não assinados como «Desratização», publicado na revista Pravda, em que investe contra os «fabricantes de opinião»: «Subindo pelos canos de esgoto do vedetariado servil, invadiram a imprensa, instalando-se nas redacções, para daí contagiarem, com visível perigo sanitário, as crédulas populações, através de doses de informação mercenária».

A sua obra de historiador rigoroso e influente está a necessitar de uma atenção redobrada. Nestas toscas linhas, daqui saudamos a sua memória de homem inteiro.

Júlio Henriques

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ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA ©

Foi constituída uma associação cultural sem fins lucrativos chamada  ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA © com o objectivo de criar uma base institucional ao trabalho do EPHEMERA.  O acesso a espaços, o apoio privado e público, a realização de protocolos com instituições privadas e públicas como é o caso das universidades, o acesso ao crowdfunding e ao mecenato, são necessidades tendo em conta o crescimento exponencial do nosso trabalho e o valor dos fundos doados ou adquiridos. Continuaremos a depender essencialmente do trabalho voluntário e dos nossos próprios recursos, o arquivo e a biblioteca continuarão a ser privados até que haja uma outra solução institucional, mas a intenção é  ser cada vez mais o “mais público dos arquivos privados”.

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VALE A PENA “VER” O ARQUIVO / BIBLIOTECA DE FORMA DIFERENTE NO

EPHEMERA – SITE

Complementar ao blogue, com uma apresentação mais detalhada dos fundos do ARQUIVO, estas páginas permitem ver a colecção  de modo diferente, agregando por tipo as existências. Centenas de novas entradas são feitas por semana. Estão em construção novas páginas e outras são acrescentadas todos os dias.

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Outra excelente introdução ao trabalho que fazemos é a reportagem de Joana Reis, do Pedro Baptista que a filmou, junto com João Paulo Delgado, João Franco, João Pedro Matoso, e o João Pedro Ferreira que a editou na

17-de-dezembro-de-2016

Aqui (filme da TVI em versão integral),

Site  com material que não foi usado no filme.

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Já estão no site do Expresso e no Facebook (1, 2, 3, 4),  uma série de quatro filmes feitos em diferentes salas do ARQUIVO em 360º, por Rafael Antunes e a sua equipa. O número de visualizações no seu conjunto já ultrapassou as várias dezenas de milhar. Podem ser vistos com estes óculos, ou manipulando um tablet ou telefone inteligente, permitindo “passear” pelos diferentes espaços. Trata-se apenas de uma parte pequena do conjunto, mas signifiicativa.

EPHEMERA – BLOGUE / EPHEMERA – FACEBOOK / EPHEMERA – TWITTER

(Mais notícias em breve.)

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O DETECTIVE DOS ARQUIVOS

(Em breve.)

APELOS

debates35

AUTÁRQUICAS 2017 – MAPA DOS MATERIAIS E FOTOS QUE INGRESSARAM NO ARQUIVO

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EPHEMERA EM LISBOA/ PORTO/ TORRES VEDRAS / VIANA DO CASTELO

TRABALHOS NA  26 de março de 2016

Ver aqui.

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COLECÇÃO EPHEMERA

CARTAZES DO EPHEMERA

Cartazes  de Miguel Januário.

Está feita uma primeira tiragem destes cartazes que podem ser enviados a quem pretenda colocá-los em locais públicos.

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,  Archives on Instagram: A Lighthearted Look Into Our Past, New York Times, 10 de Maio de 2017.


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