EPHEMERA – NOTÍCIAS DA SEMANA (DE 3 A 9 DE JULHO DE 2017)

EM CONSTRUÇÃO / A ACTUALIZAÇÃO SERÁ PERMANENTE ATÉ DOMINGO / O BLOGUE HABITUAL CONTINUA A CRESCER EM BAIXO

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ESPAÇO, ESPAÇO, ESPAÇO

Com o tempo, o espaço é o bem mais precioso para a nossa actividade. O acordo com a Livraria Ler Devagar permitiu triplicar o espaço ocupando o corredor esquerdo ao lado da antiga rotativa. Isto vai permitir acomodar os muitos voluntários e amigos que lá estão a trabalhar e nos visitam, condicionar melhor o material que entra e permitir ter espaço para fazer pequenas reuniões, assim como melhorar a ecologia do sítio, muito quente no Verão. Agradeço a José Pinho e à Administração da livraria o seu apoio a este projecto.

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AGRADECIMENTOS E ENTRADAS

PASTAS ENTRADAS NO ARQUIVO

RACIONAMENTO DO PÃO PELA CÃMARA MUNICIPAL DO PORTO (1919-21)

V. CHAGAS ROQUETE, O SNR. FREITAS (1911)

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O “SERVIÇO DE INFORMAÇÕES” DO PPD

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Entrou no ARQUIVO, por aquisição, um conjunto de pastas com centenas de documentos do “serviço de informações” do PPD em 1974-5, intitulado Serviço de Centralização e Coordenação de Informações. A dcoumentação é um complemento precioso para o ARQUIVO CONCEIÇÃO MONTEIRO – PAPÉIS DE SÁ CARNEIRO (1974-1980) e reflecte uma política de compras associadas aos fundos já existentes. Há, no entanto, um efeito perverso nesta situação, que é a chegada ao mercado a preços especulativos de documentos oriundos dos arquivos partidários, cujo estado é calamitoso por regra, com a eventual excepção do PCP. e a sua contínua dispersão. No caso do PPD/PSD, os arquivos  e espólios depositados no EPHEMERA  (fundos Sá Carneiro, Vítor Crespo, Nuno Rodrigues dos Santos, outros espólios mais pequenos de militantes,  e a minha própria colecção) são neste momento os mais importantes para o estudo da história partidária e portuguesa até à direcção Passos Coelho. Várias vezes sugeri formas de colaboração na inventariação e identificação de documentos, mas sem resultado. O que aontece é que continuam a ser publicados livros e publicações sem qualquer trabalho de investigação na documentação essencial que se encontra aqui salvaguardada.

 

Algumas das informações chagadas ao Serviço de Centralização e Coordenação de Informações do PPD, relatando eventos durante o “Verão quente” de 1975.

Um dos aspectos mais ricos desta documentação encontra-se no material recolhido oriundo de outros partidos e movimentos, assim como panfletos anónimos, desenhos, ameaças, boatos, etc.
Cartaz relativo à ocupação do jornal  República.

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Entrou, por aquisição,  no ARQUIVO /BIBLIOTECA um dactiloscrito / manuscrito de uma peça original de V. Chagas Roquete,  O Snr. Freitas, que foi representada com encenação de Chaby Pinheiro, que também assume o papel principal, no Teatro da República em 29 de Novembro de 1911. O volume com a capa deteriorada  inclui anotações manuscritas e desenhos da encenação.

 

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Agradeço mais uma vez a José Pereira Miguel uma nova oferta de materiais, incluindo livros, brochuras, periódicos e panfletos que completam colecções já existentes ou abrem novas pastas de documentação. Trata-se de uma oferta que inclui periódicos estudantis do período do Estado Novo, publicações neo-realistas, documentos da Legião Portuguesa, programas de música e exposições, etc.

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Continuam as recolhas de cartazes “espontâneos”,  feitos artesanalmente e muitas vezes abandonados no final das manifestações e protestos. A colecção do ARQUIVO EPHEMERA  é a única desta natureza em Portugal.

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SOBRE A PLACA NA SÁBADO DE 6 DE JULHO DE 2017

Finalmente uma justa reparação da Universidade do Porto em relação aos estudantes que durante a Ditadura foram mortos (João Branco em 1931), perseguidos, presos, suspensos e expulsos. Os estudantes do Porto eram, à data do 25 de Abril, aqueles sobre os quais a mais forte repressão se abatia, com Coimbra bastante domada na ressaca da crise de 1969, e Lisboa em estado insurreccional permanente em diferentes escolas. A repressão ao movimento estudantil não se limitava à PIDE/DGS, à polícia, ao Ministério da Educação e do Interior, mas tinha um papel relevante das próprias autoridades académicas da Universidade, retratada de forma vergonhosa nas actas do Senado.

Na cerimónia de descerramento da placa falou Renato Soeiro, um dos estudantes sobre os quais havia vários processos em curso em 1974, e que descreve bem o ambiente de fim de regime que então se vivia:

“Em 1974 eu não estudava aqui. Tinha sido excluído da frequência em Maio de 73, através de um processo movido pela Reitoria com base numa lei de 1932, uma velha lei da ditadura, anterior mesmo ao Estado Novo e à sua Constituição fascista de 33. Salazar ainda não era sequer o chefe do governo (…) E, para aplicar esta tão antiga lei contra os estudantes, a Reitoria, nesse mesmo mês de Maio de 73 em que começou o meu processo, contratou os serviços externos de uma dupla absolutamente sinistra: o advogado Dr. Fernando de Matos e seu ajudante Delfim de Barros Gomes. Foram eles que instruíram o meu processo e os de tantos outros colegas, que nos ouviram, que nos notificaram, e faziam-no em papel timbrado da Reitoria, apesar de se tratar de uma forma de gestão da repressão em regime de outsourcing.
Esse advogado ganhava nesta Universidade, para fazer este papel de repressão dos estudantes, mais do dobro do que ganhavam os catedráticos, e o seu desqualificado ajudante mais do que os professores assistentes. O que está certo: para o regime, reprimir tinha mais valor do que ensinar.
Para processar os honorários destes dois senhores, no fim do ano de 73 – os honorários de Maio a Dezembro -, foi preciso o ministro Veiga Simão enviar um reforço de verba para esta nossa Universidade, despachado disfarçadamente como financiamento para “expansão do Ensino Superior”.
E querem saber a melhor? A seguir ao 25 de Abril, este senhor Dr. Fernando de Matos teve a distinta lata de processar a Universidade do Porto para que lhe pagasse – a si e ao seu ajudante – os honorários devidos pela instrução dos processos contra os estudantes entre Janeiro e Abril de 74, dando-se até ao luxo de se aumentar a si próprio para mais do triplo do vencimento de um catedrático e ao ajudante para mais do que ganhava um professor auxiliar. Só que nessa altura o reitor já era Ruy Luís Gomes e o vice-reitor era José Morgado, também eles antigas vítimas do fascismo universitário, e deram-lhe obviamente a resposta que merecia.

Mas a Reitoria do tempo do fascismo não se limitava a estes processos académicos. Recolhiam os papéis que nós aqui distribuíamos, punham os vigilantes a escutar-nos e depois mandavam os contínuos da Universidade levar essa informação ao Governo Civil, ali na Batalha, para instruir processos policiais, que se somavam e completavam os processos académicos. Muitos de nós fomos levados a julgamento com base nessas informações. Houve dezenas de processos. Eu, por exemplo, passei dias e dias e dias no banco dos réus de um tribunal (que era duro e não tinha costas), porque tive 5 processos diferentes, que estavam em recurso na Relação quando foi o 25 de Abril.”

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PREPARAÇÃO DA EXPOSIÇÃO SOBRE A LUTA ESTUDANTIL NO IST (1967-1974)

Quadro com activistas associativos dos últimos anos da Ditadura.
Colocação de cartazes associativos (video de vigilância).

Com o apoio e materiais do EPHEMERA continua o trabalho de preparação da exposição a decorrer em Novembro de 2017 por iniciativa da AEIST.

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NÃO É DESLEIXO, É PURA FALTA DE TEMPO…

(ISTO ESTÁ TÃO GRAVE QUE TENHO MESMO QUE REPETIR ESTA NOTA…)

bibjppaldef6134b_brb… que faz com que haja atraso nas respostas, nalguns casos de meses, para tudo: ofertas, doações, convites, pedidos de visitas, etc, etc. Apesar de toda a actividade que desenvolvemos, e apesar dos esforços de muitos dos nossos voluntários mais dedicados, não existe nada de parecido com um “secretariado”. Por isso basta uma viagem, uma falta de transporte, uma conferência ou palestra a mais numa semana, uma falta de electricidade, uma avaria na Rede, para haver a jusante um qualquer atraso.  Este é um trabalho de amadores, no sentido preciso do termo, e o tempo é a única coisa que a dedicação não resolve. Desculpem por isso, os atrasos – não é desleixo é falta de tempo.

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HOSPITAL DOS LIVROS

Continua o programa de encadernações e restauro dos livros que se encontravam em mau estado. Estes foram os últimos a passar pelo “hospital”.

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APELOS

debates35

Agradeço a Ana Calçada, Mafalda Viana, José Carlos Santos, Jorge Henriques, Maria Faustino, José Gomes, Manuel Seixas, José Rocha, entre outros, pelas contribuições para a cobertura das autárquicas.

Como se pode ver pelo mapa junto, o grande “buraco” é o Algarve.

AUTÁRQUICAS 2017 – MAPA DOS MATERIAIS E FOTOS QUE INGRESSARAM NO ARQUIVO

VENEZUELA

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O DETECTIVE DOS ARQUIVOS

EM QUE DATAS OCORRERAM ESTES ENCONTROS DE DIRECÇÕES ASSOCIATIVAS?

Sabemos que um decorreu em 24 de Outubro e outro em 7 de Novembro, mas não sabemos o ano.

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EPHEMERA EM LISBOA/ PORTO/ TORRES VEDRAS / VIANA DO CASTELO

TRABALHOS NA  26 de março de 2016

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Ver aqui.

TRABALHOS EM VIANA DO CASTELO

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COLECÇÃO EPHEMERA

CARTAZES DO EPHEMERA

Cartazes  de Miguel Januário.

Está feita uma primeira tiragem destes cartazes que podem ser enviados a quem pretenda colocá-los em locais públicos.

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