NOTÍCIAS DA EXPOSIÇÃO “O QUE FAZ FALTA É ANIMAR A MALTA” NO BARREIRO (JULHO DE 2018)

Embora a exposição esteja já encerrada para o público em geral, até ao dia 20 não será desmontada e pode ser vista por combinação prévia. Foi o caso da visita que Isabel do Carmo e Carlos Antunes fizeram esta semana, seguida de uma visita prevista da Assembleia Feminista de Lisboa.

Isabel do Carmo e Carlos Antunes na zona de trabalho do Armazém do Barreiro.


No jornal digital Rostos.pt um dos estudantes que visitou a exposição escreveu um artigo sobre essa experiência:

Barreiro – EXPOSIÇÃO «O QUE FAZ FALTA É AGITAR A MALTA»
Gratidão para com todos os que lutaram e lutam pelos direitos do cidadão

A visita a esta exposição, não foi só mais uma exposição, esta visita suscitou em mim um enorme sentimento de gratidão para com todos os que lutaram e lutam pelos direitos do cidadão e do operário, que lutam pela igualdade e pela vida.

Visitei na passada quarta-feira, dia 04 de julho, a biblioteca e arquivo de José Pacheco Pereira, situada no parque empresarial do Barreiro.
No momento em que entrei na biblioteca, senti-me orgulhoso de ser português, pois pelo que eu sei e oiço, o português tem fama de ser um povo que se diminui muito e que obedece a tudo, que não é capaz de mostrar o seu desagrado perante aquilo que não gosta, não lhe agrada e não acredita, e senti e experimentei nesta exposição que este pensamento e esta fama, estão inteiramente equivocados. Ali está a prova que o português já lutou imenso contra aquilo que não concorda e não lhe agrada. Todos aqueles cartazes são o retrato vivo disso mesmo.

Por momentos senti-me inspirado a lutar por aquilo que acredito e defendo, pelos meus direitos, deveres, princípios, valores e ideais. Em seguida caí na realidade e deparei-me com o século em que vivo, em que pouco ou nada me posso queixar, tenho direito a tudo. A ser o que eu quiser, acreditar no que eu quiser, pensar e falar, vestir, comprar e ouvir a música que me apetecer e que eu mais gosto. Nasci neste século em que posso ver as mulheres da minha vida trabalharem no que gostam, vestirem aquilo que lhes faz sentir confortáveis e serem como realmente são.

Deparei-me naquela tarde com uma pequinesa interior gigante, na minha mente passavam pensamentos de ingratidão, talvez eu não tenha estado a levar esta liberdade que os meus antigos me deram sem qualquer custo e fim corretamente, talvez pelo facto de passar mais tempo a resmungar e menos tempo a olhar à minha volta e a desfrutar da minha liberdade. Quão bom é o meu país e o quão sortudo eu sou por ter nascido nele.

A visita a esta exposição, não foi só mais uma exposição, esta visita suscitou em mim um enorme sentimento de gratidão para com todos os que lutaram e lutam pelos direitos do cidadão e do operário, que lutam pela igualdade e pela vida.
Por fim, um enorme OBRIGADO a todos aqueles que lutaram para chegarmos onde estamos hoje. Cada vez mais perto de um país de igualdade, liberdade e justiça.

Frederico Romano, 2018
Aluno da Escola Profissional Bento Jesus Caraça – Barreiro

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