O TRABALHO NO EPHEMERA CONTINUA

Cumprindo todas as regras do confinamento, continua o trabalho no EPHEMERA. Num certo sentido e para certas tarefas, ainda mais do que o habitual, fazendo-se de forma coordenada através de conferências regulares. Trabalhando em casa ou aproveitando as saídas justificadas, os amigos e voluntários do EPHEMERA continuam a contribuir para esta obra colectiva. Algumas actividades estão paradas até ao final do estado de emergência, como é o caso das recolhas e transporte de ofertas e doações. Pedimos aqui paciência aos nossos amigos doadores. Do mesmo modo, solicitações de voluntariado tem resposta atrasada e o mesmo se passa com algumas consultas ao ARQUIVO que podem ser feitas online.

Mas o que se pode fazer em casa está a ser feito. Exemplos:

  • Digitalizações. Os nossos amigos que tem scanner em casa estão a digitalizar centenas de documentos, panfletos, fotografias, originais dactilografados, manuscritos etc, conforme as especificações do ARQUIVO e na resolução apropriada. Mais de 600 digitalizações já entraram para o ARQUIVO nestes dias. Um sistema de distribuição de originais tem permitido manter esta actividade a funcionar.
  • Transcrições. Embora seja ainda muito escasso o número de transcrições efectuadas, é uma das linhas de actuação para estes dias que pode ser melhorada.
  • Recolha de imagens dos dias da pandemia um pouco por todo o país e no estrangeiro. Nas suas deslocações obrigatórias a supermercados, farmácias e para o trabalho, tem sido possível fotografar as ruas e as paredes em tempos de pandemia. Há já em stock centenas de fotografias e outros documentos sobre a realidade do estado de excepção.
  • Organização de espólios e inventários. Estão em curso, e nalguns casos já completados, inventários e a respectiva organização de espólios e acervos, de uma doação de materiais do MRPP, de um arquivo do MES, do acervo de Teresa Patrício Gouveia, e de um conjunto de documentação sobre o movimento de moradores no Distrito de Setúbal coligido por Carlos Vieira de Faria.
  • Trabalho nas bases de dados. Embora este trabalho seja em parte invisível, têm entrado nas diferentes bases de dados muitas centenas de espécimes, abrindo-se também novas bases de dados ainda embrionárias (por exemplo, panfletos 1900-1926, e panfletos (não oposicionistas) de 1926 a 1974). A transição para bases de dados está a ser feita para determinadas organizações, como é o caso da CGTP entre 1980 e 2000. Um vasto conjunto de documentos que faziam parte do Espólio Carlos da Fonseca, em particular panfletos políticos dos anos 1930-1940, está a ser digitalizado e inseridos em bases de dados.
  • Números especiais do EPHEMERA comemorando o 25 de Abril (colaboração com o Lux) e o aniversário da morte de Vasco Graça Moura.
  • Colaboração com a TVI24 no EPHEMERA DIÀRIO.
  • Organização do back office da ASSOCIAÇÃO CULTURAL EPHEMERA. Actualiazção de listas de associados, quotas, formulários, arquivo, instruções para voluntários e pontos de recolha, fichas técnicas das nossas exposições, etc.

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