Numa parede do ARQUIVO estão alguns retratos de personagens que nele habitam, cujos espólios, papéis, fotografias, desenhos, objectos perderam alguma efemeridade, pelo humano tempo da memória, e pelo físico tempo da deterioração inevitável das coisas. Não são únicos, há mais parede noutros sítios. São paredes que lembram o fugaz reino da entropia negativa. De cima para baixo: Vitor Crespo numa fotografia oficial, um prato da memorabilia de Sá Carneiro, dois retratos de pai e filho, ambos jornalistas do Diário de Notícias, Júlio e Mário de Almeida, e um desenho retratando Rodrigues da Silva, também jornalista. O prego vazio pertencia a uma caricatura de José Fonseca e Costa que saiu para uma exposição em Viseu. Não são fantasmas, aqui estão vivos.

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