EPHEMERA DIÁRIO (2ª SÉRIE) – O MILAGRE (6 DE MARÇO DE 2021)

Se eu não fosse incréu e quisesse rezar pelos meus múltiplos pecados e pelo destino do mundo, podia fazê-lo para um familiar, o Beato Francisco Pacheco, jesuíta, mártir do Japão e “Pacheco”. Recordo-me de minha tia-avó Helena conduzir uma campanha para obter a canonização do Beato, sem sucesso, nem mesmo orando na Igreja Matriz de Ponte de Lima, onde há um altar que lhe é dedicado. Todos os anos também a sua estátua, num andor, vai em procissão pelas ruas de Ponte de Lima, dado que é filho da terra. Mas nem a minha perseverante tia, – e perseverante era ela que ajudou a salvar o filho Esteban do pelotão de fuzilamento, por ter ficado fiel à República na guerra civil espanhola, – o conseguiu. De uma coisa tenho a certeza, caso o meu familiar Beato me convertesse, milagre maior não havia, e merecia passar a Santo. (José Pacheco Pereira)

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