PSD – ELEIÇÕES INTERNAS (NOVEMBRO DE 2021) – RUI RIO


Cara/o companheira/o,

Como é do seu conhecimento, considero perfeitamente desadequado, o PSD ter antecipado o seu Congresso para antes das próximas eleições legislativas.

O nosso partido vai estar concentrado numa disputa interna, quando deveria estar unido e focado no objetivo de procurar ganhar as eleições legislativas de 30 de janeiro.

Quem mais ganha com isto, é, seguramente, o PS e António Costa, que veem assim a sua tarefa facilitada.

Em face desta realidade, e, em coerência com o que tenho defendido, entendo que, enquanto Presidente do PSD no pleno exercício do seu mandato, compete-me, neste momento, liderar o partido, tendo em vista, prioritariamente, a batalha legislativa que temos pela frente e não a disputa interna.

O mais importante é não desperdiçarmos a possibilidade de ganhar as eleições ao Partido Socialista e, assim, evitarmos que Portugal continue a ser governado por um PS fortemente comprometido com a extrema-esquerda.

Ganhar as eleições e estar preparado para governar, implica construir um Programa Eleitoral sério e exequível, ouvindo pessoas e instituições e debatendo e selecionando ideias. Implica preparar uma campanha eleitoral eficaz do ponto de vista do marketing e da comunicação. E, implica, acima de tudo, uma concentração total e absoluta, em consonância com a enorme responsabilidade que assume quem se propõe governar Portugal.

Para tudo isto, é preciso tempo e disponibilidade.

Nesse sentido, e depois de ter refletido sobre a situação em que o partido e o País se encontram, entendi que é minha obrigação concentrar totalmente a minha atividade nas funções de Presidente do Partido; seja na oposição direta a António Costa, seja na organização da campanha eleitoral que o partido terá, em breve, de levar a cabo.

A minha candidatura às diretas de 27 de novembro, tem uma direção de campanha coordenada pelo Eng. Salvador Malheiro, que falará com os militantes e organizará todas as atividades que considerar necessárias para potenciar a minha vitória, mas eu, pessoalmente, vou dedicar-me exclusivamente a ações políticas no quadro do exercício da oposição ao Partido Socialista.
Acho que é esse o meu dever, porque acho que é isso que melhor serve o PSD.

Vou, assim, concentrar-me empenhadamente na elaboração do nosso Programa Eleitoral e na preparação de tudo o mais que o partido precisa de fazer, para conseguir ganhar as eleições nacionais.

Tal, como todos os demais militantes, a/o companheira/o conhece-me há muitos anos e sei que está capaz de, em consciência, avaliar quem é que, no PSD, está, hoje, em melhores condições de derrotar António Costa e ser o novo Primeiro-Ministro de Portugal.

Com legislativas já em janeiro, estas nossas eleições internas vão, na prática, escolher o candidato do PSD a Primeiro-ministro, ou seja, aquele que mais facilmente pode conseguir conquistar o voto dos portugueses para o PSD.

Por Portugal e pelo PSD, conto consigo

Um abraço social-democrata do

Rui Rio

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