ARQUIVO / BIBLIOTECA EPHEMERA – ENTRADA – ESPÓLIO E BIBLIOTECA DE LIBERTO CRUZ (1935-2025)

Entrou no EPHEMERA uma das mais importantes bibliotecas de literatura, análise e crítica literária, e muitas outras matérias de Liberto Cruz (1935-2025). Agradeço a sua filha Mariana  a doação e ao nosso amigo e voluntário António Melão que teve um papel relevante não só nos contactos para a doação como para a recolha e transporte de uma biblioteca com muitos milhares de livros, revistas e papéis. O António Melão foi aluno de Liberto Cruz no Liceu Gil Vicente.

Localização original da Biblioteca e dimensão.
Numa pequena biografia associada à publicitação dos seus livros sintetiza-se a relevância do seu trabalho:

Liberto Cruz nasceu em Sintra em 1935. Poeta, crítico, ensaísta, biógrafo, tradutor e conferencista, licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa (1959). Foi professor do ensino secundário (Castelo Branco e Lisboa) e Assistant Associé das Universidades de Rennes, Nantes e Vincennes (França), onde lecionou literatura portuguesa.
Fundou em 1961 a revista Sibila e dirigiu de 1964 a 1966 a coleção Poesia e Ensaio da Ulisseia.
Crítico literário do Jornal de Letras e Artes de 1965 a 1966.
Colaborador da Colóquio Letras desde 1971.
Introdutor em França (1969) da cadeira de estudos de literatura africana de expressão oficial portuguesa. (Secção de Português da Université de Haute Bretagne – Rennes).
Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Paris de 1975 a 1988.
De 1988 a 2000 foi Diretor da Fundação Oriente em Lisboa.
Além da obra poética interessou-se por vários autores portugueses e estrangeiros, sendo dignas de especial atenção as obras dedicadas a José Cardoso Pires, Ruben A., António José da Silva, Júlio Dinis, Marquês de Sade e Blaise Cendrars.
Viveu em França de 1967 a 1988.
Foi Presidente da Associação Portuguesa dos Críticos Literários de 2000 a 2017.
Morreu a 10 de outubro de 2025 aos 90 anos.

Liberto Cruz foi também fundador e militante  do Partido Socialista, tendo o PS publicado uma nota quando do seu falecimento:

O Partido Socialista manifesta o seu profundo pesar pela morte do seu fundador Liberto Cruz.

Além do empenhamento político durante toda a sua vida, ao serviço de valores como a Liberdade e a Democracia, Liberto Cruz foi uma grande figura da intelectualidade portuguesa, escritor e destacado professor no nosso país e no estrangeiro, onde lecionou nas universidades de Rennes e de Vincennes (Paris). Poeta, romancista e ensaísta foi também um reconhecido tradutor. Colaborou em várias revistas literárias e fundou mesmo a revista Síbila.

Neste momento de perda para todos os socialistas, o PS apresenta as suas condolências à sua família, aos amigos e camaradas.

Em sinal de respeito, o secretário-geral do PS determinou a colocação a meia-haste da bandeira do Partido na sede nacional.

Arrumação provisória da bilbioteca no Armazém 4.

 

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