Delegação de Lisboa da APRe! visita o Arquivo Ephemera
Desta vez, a sua presença e condução da visita valorizou-a sobremaneira pois trata-se de um projecto a que se dedicou com entusiasmo contagiante.
O folheto de apresentação descreve o Arquivo Ephemera como uma coleção nacional e internacional, com considerável impacto público, dedicada à preservação da memória coletiva e “anda aos papéis” há mais de dez anos. A sua prioridade é salvar tudo o que faz parte dessa memória, através de uma política ativa de recolha e de meios pouco comuns de sensibilização para a sua preservação. Apresenta-se como um arquivo omnívoro, que recolhe de tudo, e holístico: patrimonial, físico, biológico, analógico e sustentável. Mantém protocolos com inúmeros grupos culturais, publicações e artistas. Resulta da atividade de amadores e vive do apoio dos seus amigos e voluntários, sem depender da vida do fundador. Para responder à necessidade de mais recursos, conta com as contribuições dos associados.
Distribuído por quatro grandes armazéns, com mais de sete quilómetros de estantes e a colaboração de mais de 90 voluntários, o Arquivo Ephemera reúne um vasto património. A visita permitiu perceber essa riqueza e reconhecer, no terreno, as características descritas no folheto.
No armazém 4, que visitámos, encontrámos uma grande diversidade de materiais, entre cartazes, papéis e livros. A organização deste acervo assenta na boa vontade de todos os que colaboram no arquivo.
Logo à entrada, José Pacheco Pereira recebeu-nos junto a um conjunto de cartazes das “acampadas” a decorrer em defesa do direito à habitação.
Depois da visita a este armazém 4, tivemos a oportunidade de visitar a exposição “A outra Guerra – Propaganda em Português na Segunda Guerra Mundial”.
Os materiais da época aqui reunidos oferecem uma perspetiva documentada das terríveis circunstâncias vividas entre 1939 e 1945. O seu interesse resulta do contacto com materiais do período da Segunda Guerra Mundial.
Terminada a visita, almoçámos no restaurante “O Bispo”, no Seixal, gerido pelo nosso associado Vítor Sarmento. Além do excelente serviço, o anfitrião brindou-nos com um belíssimo momento musical, interpretando temas de Jorge Palma, Luís Represas, Carlos do Carmo, José Mário Branco, Vitorino e Zeca Afonso.
A visita ao Arquivo Ephemera terminou, assim, da melhor maneira. O regresso a Lisboa decorreu sem incidentes, no autocarro cordialmente cedido à APRe! pela Junta de Freguesia do Lumiar.
































































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