PERSEGUIÇÃO DOS CENSORES ANÓNIMOS AO FACEBOOK DO EPHEMERA

 

 

Mais uma vez, o Facebook do Ephemera foi bloqueado por uma denúncia anónima sobre um artigo que foi publicado aqui, no  EPHEMERA ainda livre, em 2016  (FRANÇA – GENÉRATION IDENTITAIRE LES APACHES). Já não é a primeira vez que acontece (SOBRE A CENSURA AO FACEBOOK DO EPHEMERA) e não será a última, visto que há contornos persecutórios dos anónimos censores, que trabalham na ignorância, porque não sabem distinguir e espumam pavlovianamente apenas com os títulos, numa actividade que é claramente inconstitucional em Portugal.

Trata-se de um autocolante francês que estava num poste em Paris, de um grupo de extrema-direita. A forma como tratamos esta informação é, como sempre, documental. O artigo não tem qualquer tratamento especial e é publicado nos mesmos exactos termos que usamos para a extrema-esquerda, para anarquistas, comunistas, sociais-democratas, conservadores, etc. Pelos vistos, nada incomoda os censores a não ser a extrema-direita, pelo menos até agora. Mas é apenas uma questão de tempo, até que censurem outras coisas. Somos vítimas da má consciência do Facebook, que andou por conta de Putin a ajudar Trump a ganhar eleições. Contam com o silêncio hipócrita daqueles para quem se justifica a censura se for para os “outros”. Neste caso, nem sequer parece cair nos exemplos de proibições referidas. E é completamente ridículo presumir que quem veja este artigo fica apanhado pela propaganda.

Se o Facebook  tivesse uma face, eu iria lá diante da face explicar a diferença entre um site de proselitismo seja lá do que for e um arquivo contemporâneo que tem a obrigação de recolher e mostrar tudo o que é a fábrica da política contemporânea, sabendo muito bem que os seus produtos são muitas vezes feios, porcos e maus. Não temos que gostar ou concordar com muito do que publicamos. Mas trabalhamos para adultos e para a História e, se pensam que eliminam este tipo de posições censurando-as, esquecem-se da Primeira Emenda:

Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances.

De uma coisa podem ter a certeza, não ficamos calados nem no cobarde anonimato.

IMG_2086 – Cópia

2 Comments

  1. O facebook não é, do meu ponto de vista, uma rede social adequada ao Ephemera, pelas razões referidas e outras, que se prendem com a segurança, a privacidade e a utilização dos dados. Permito-me sugerir uma alternativa: a rede diaspora* existe há muitos anos e funciona bem, de forma distribuída e livre. As regras que determinam o que é publicável dependem do administrador de cada “pod””, mas algo como o que sucedeu neste caso seria virtualmente impossível. A rede não tem, é certo, a mesma visibilidade que o FB, mas é até possível publicar simultaneamente nas duas redes.

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