EM CONSTRUÇÃO
Ver EPHEMERA – NOTÍCIAS DAS SEMANAS (JULHO-AGOSTO DE 2016) – SUPLEMENTO DA BIBLIOTECA
EDITORIAL: A NOSSA FORÇA
Está retratada aqui, nos cerca de 455 nomes de pessoas e instituições e que tem colaborado, ajudado, doado, procurado, comprado e oferecido, e trabalhado voluntariamente para assegurar o funcionamento do EPHEMERA. Houve quem doasse bibliotecas e espólios inteiros, ou quem oferecesse um ou dois papéis, mas o valor da sua dedicação tem para nós o mesmo significado.
Em Setembro, vamos começar a dar passos para institucionalizar a actividade pública do ARQUIVO / BIBLIOTECA, esperando assim abrir caminho para o objectivo de tornar público todo este património ímpar para o conhecimento da nossa história e da nossa sociedade. Mas enquanto esse objectivo não se concretiza, nem por isso deixamos de actuar como se cada papel, livro, fotografia, cartaz ou objecto estivesse ao serviço da investigação e da nossa memória colectiva.
Obrigado a todos.
LIMPEZA DE VERÃO
Enquanto os meus amigos mantêm com dedicação a funcionar o espaço da LER DEVAGAR no calor de Agosto e outros andam peripatéticos à procura de materiais pelo país fora, por aqui, na base central, vai-se tentando arrumar algumas coisas que estavam por organizar, para colocar mais arquivos e espólios acessíveis à consulta e também, para esse grande objectivo pior que o de Sísifo, que é arranjar espaço. Nos últimos dias tenho-me concentrado nos papéis, documentos, manuscritos, correspondência, do arquivo tendo já organizado as primeiras pastas e caixas para irem para o local onde estão os arquivos já acessíveis. Nalguns casos trata-se apenas de uma primeira pasta ou caixa, com materiais já digitalizados e estruturados, faltando muitas outras (p. e. nos espólios de Armando Hasse Ferreira, no acervo José Magalhães, no chamado “arquivo Santos Pousada”), noutros casos todo um núcleo está já completo e arrumado.
E as surpresas são muitas e delas daremos notícia.
SURPRESAS
Como era difícil a transição de informadores de uma polícia para outra, quer os verdadeiros quer os falsos, do espólio de Ruy Pessoa de Amorim um dos fundadores da polícia política do Estado Novo:
Clique para ampliar.
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Do mesmo espólio, quanto custou à PVDE mandar uma delegação a visitar em Roma e Varsóvia as polícias congéneres:
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No meio de um conjunto de recortes dos anos 30 e 40, relativos a Salazar, surgiu uma carta do próprio Salazar (ou uma cópia feita por Salazar de uma carta original) dirigida a um “conselheiro” não identificado, datada de 28 de Novembro de 1937, tendo em anexo o recorte de uma nota oficiosa que explica o teor da carta.
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Neste caso não se trata tanto de uma surpresa, mas sim de uma memória. Em 1967, participei na AAFDL, junto com Antonieta Coelho, na organização de um ciclo de conferências sobre a mulher. As conferências começaram em Direito e tiveram um enorme sucesso, com o anfiteatro completamente cheio e com os habituais incidentes com Paulo Cunha, o homem que distinguia entre o “movimento estudantil” e o “movimento estudantal”. O resultado foi a última sessão ter sido proibida em Direito e ter que ser realizada na AEIST, por iniciativa do então Presidente Pedro Coelho. O interesse deste grupo de fotografias (também estou lá com o Mariano Gago e a Maria Barroso…), é o retrato de uma geração estudantil muito envolvida na luta contra a ditadura. Toda a gente foi ao Técnico e a última sessão tinha a grande sala a abarrotar.
Na mesa estão, entre outros, Antonieta Coelho, Rui Grácio, Sophia de Melo Breyner, Urbano Tavares Rodrigues, em frente à mesa Pedro Coelho e ao lado José Luís Nunes, Francisco Sousa Tavares, Álvaro Salema, etc., etc.
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Nestas arrumações aparecem também com frequência números históricos de jornais, que as pessoas guardam associando-os muitas vezes à memória directa desses dias. Um “clássico” são os jornais dos primeiros dias depois do 25 de Abril, que aparecem em muitos espólios. Estes são mais antigos e são relativos à Revolução de Fevereiro de 1927, a mais consequente e sangrenta tentativa de travar o caminho da ditadura e do Estado Novo.
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UM MÊS DE SETEMBRO EM CHEIO
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DICIONÁRIO DA ESQUERDA RADICAL (1960-1974)
Pode parecer estranho, dado que publico muita coisa, mas tenho literalmente milhares de páginas por publicar. Um caso são as cerca de 5000 páginas já escritas de entradas para um DICIONÁRIO DA ESQUERDA RADICAL (1960-1974) que deveriam ser a minha tese de doutoramento que, apesar de todos os esforços do Fernando Rosas, nunca foi terminada. Porém ficaram muitas entradas prontas, outras quase prontas e outras apenas em esboço. Como acontece com outros tipos de trabalho, como é o caso da história do movimento operário, do PCP e da biografia de Álvaro Cunhal, nunca parei de as trabalhar, actualizar, anotar a bibliografia que vai surgindo e manter o sistema de bases de dados que me permite não perder informação.
Desse trabalho resultaram já dois livros, As Armas de Papel, com as entradas da imprensa, e o Um Divide-se em Dois, com apenas as entradas sobre o início do conflito sino-soviético e vários textos dispersos na imprensa e no blogue Estudos Sobre o Comunismo, meio abandonado com muita pena minha, mas com muita informação publicada. Não excluo a hipótese de vir a publicar em livro mais entradas, particularmente as histórias de organizações, com entradas mais extensas e que dão uma monografia. Vamos ver.
Digo isto, porque me pareceu um desperdício não publicar algumas dessas entradas quando tenham interesse para enquadrar material do ARQUIVO / BIBLIOTECA. Acresce que a existência dessas entradas, – no caso das biografias muitas vezes associadas a necrologias, – funciona como um apelo não só à recolha de novos dados, como ao salvamento de papéis individuais ou de organizações.
A primeira biografia: JÚLIO CARRAPATO (1947-2016)
AGRADECIMENTOS
Agradecimentos a José Moreira, José Pereira Miguel, Graciete Caldeira, Vasco Ribeiro, e outros (em breve.)
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Agradeço mais uma vez a Cinta González o envio de várias centenas de autocolantes. Cinta integrou o grupo de coleccionadores espanhóis que recentemente visitou o Arquivo e que muito têm contribuído para o aumento exponencial de entradas daquele país. É também uma das maiores coleccionadoras da Andaluzia, tendo participado em diversas exposições de autocolantes.
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ENTRADAS
Entraram por aquisição cerca de 50 cartazes do PCP e de organizações afins.
CURIOSIDADES OLÍMPICAS
EM ACTUALIZAÇÃO
COISAS QUE INTERESSAM AO EPHEMERA
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